Postado por : ShadowZ May 13, 2016

Artimanhas do destino

As primeiras horas da manhã em Petalburg eram de costumeira tranquilidade. Aos poucos, as pessoas saíam de suas casas para seus afazeres enquanto o pequeno comércio local começava a abrir suas portas. De dentro do Centro Pokémon saíam os treinadores que lá haviam passado a noite, uma vez que o lugar oferecia um número limitado de quartos para hospedar viajantes gratuitamente, e por isso eram tão disputados quanto os hotéis da região.

A casa da família de Ruby também despertava. Norman estava acordado desde as quatro horas. O novo líder de ginásio de Hoenn levava uma vida bem regrada, e por isso tinha alguns costumes incomuns à maioria das pessoas. Por conta disso, seu filho acabou tomando para si este costume, embora ele levantasse um pouco mais tarde. Naquele momento o homem retornava a casa após a caminhada que fazia pela manhã, todos os dias sem falta. Dali ele foi direto tomar um banho frio para se livrar do calor que estava sentindo. Logo em seguida, voltou para o lugar naquela casa onde tem estado quase todas as horas dos seus últimos dias: o ginásio.

Passada uma semana de sua mudança, o cenário já estava claramente diferente. Faltava apenas colocar o novo tatame, e Norman já poderia receber seus primeiros desafiantes. O seu ginásio sempre foi muito requisitado pelos viajantes, uma vez que os confrontos contra especialistas em Pokémons normais tinham fama de serem desafiadores. Whitney em Johto e Lenora em Unova eram exemplos claros de experts no uso daquele tipo, e agora Norman queria também colocar seu nome nesse seleto grupo. Hoenn passava por uma reformulação no plantel de líderes de ginásio, e além de Norman outros novatos também estavam dando as caras a partir desta temporada. Isso só deixava o homem ciente do quanto deveria se preparar, pois seu status de novato entre os líderes poderia lhe trazer inúmeros treinadores com sede de vitória, achando que seria um desafio fácil enfrentar alguém inexperiente.

Dentro de casa Ruby descia as escadas, e viu que sua mãe dormia sentada no sofá da sala de estar. Em cima da mesinha que havia entre o móvel e a televisão, um notebook com a tela aberta, porém apagada. Provavelmente estava sendo usado à noite quando Helena dormiu, e o mesmo após algum tempo consumiu toda a carga da bateria. Ela trabalhava em regime home-office para a Devon Corp, uma das maiores multinacionais do planeta, e o horário da madrugada era quando ela tinha mais tranquilidade para fazer tudo. Ruby sorriu ao ver a situação de sua mãe, dormindo completamente jogada ao sofá como se nada mais importasse. Apenas pegou a coberta que estava no chão e a usou para cobrir Helena.

— Acho que hoje eu posso preparar o café.

• • •

A porta dos fundos de uma pequena casa em Littleroot se abria. De lá saiu Sapphire, recém acordada. A menina se apoiou na cerca que demarcava a propriedade de sua família, e lá ficou a apreciar o cheio de terra molhada, percebendo que havia chovido durante a madrugada. Algumas nuvens em leve tom de cinza ainda passavam pelo céu, mas o azul já era predominante. Ela parecia tranquila, e nem se lembrava do que havia acontecido há exatas duas semanas.

De dentro da casa saiu, logo em seguida, um homem de altura média, aparência robusta, mas com uma expressão simpática. Seu nome era Birch, e não só era o cientista mais renomado em Hoenn se tratando de estudos sobre Pokémons, como também compartilhava com sua filha Sapphire o fascínio pela natureza. Isso o levou a investir sua vida na tranquilidade de Littleroot, pois achava as grandes cidades muito estressantes, e gostava de trabalhar em paz.


— Eu gosto quando chove durante a madrugada. As folhas ficam mais verdes pela manhã — observou o homem, fitando as inúmeras árvores que cercavam o pequeno vilarejo.

— Às vezes me pergunto que tipo de coisa a natureza nos reserva ao longo de Hoenn... — comentou Sapphire, ainda despertando.

A expressão da menina mudou de uma hora para a outra. Sapphire ficou séria, e Birch logo notou algo de diferente com sua filha. Alguns pensamentos confusos rodeavam a cabeça dela, e aos poucos conseguia ver o que era.

— Tenho sentido um vazio ultimamente, como se alguma coisa estivesse faltando — comentou a menina.

— Tem alguma ideia do que poderia ser? — indagou Birch, reconhecendo que precisava dar espaço à sua filha.

— Acredito que sim.

Sapphire ficou calada por um momento. Birch decidiu que era melhor deixá-la falar quando se sentisse bem. Não conseguia esconder o quanto gostava da filha que tinha. Além de inteligente, era bonita. Não se vestia como uma dama, tampouco se comportava como uma. Mas era justamente aquele jeito que o fascinava, fazendo-o sentir orgulho de poder ser pai. Ela parecia ter medo de dizer o que estava pensando, e por isso tentava pensar numa maneira de dizer aquilo sem causar um choque no homem.

A menina deu um rápido suspiro, recobrando a consciência, e ajeitou uma mecha dos seus cabelos, que voavam sobre seu rosto por causa da brisa que ali corria. Ela se afastou da cerca, e virou-se de frente para o seu pai. Era a hora de dizer a ele qual o seu objetivo de vida.

— Eu tenho muito orgulho do que você faz, e posso dizer que amo trabalhar no laboratório te ajudando com as pesquisas de campo — ela fez uma pausa. — Mas eu acredito estar precisando de algo novo. Preciso de uma nova experiência, algo diferente. Quero testar pelo menos essa possibilidade antes de assumir que sei o que realmente quero para minha vida.

— Eu entendo perfeitamente, minha pequena jóia — disse Birch, mostrando um sorriso sincero. — Fico muito feliz que você tenha falado isso para mim. Nunca foi minha intenção prendê-la ao meu laboratório. Você veio por conta própria. Como pesquisador, fico triste em perder uma ajuda tão grande, mas como pai eu quero é que você seja livre para escolher o que te faz mais feliz. O que pretende fazer?

Sapphire sentiu-se aliviada ao ouvir aquilo. Sabia que podia contar com seu pai para tudo. Ele era mais jovem do que alguns renomados professores Pokémon ao longo do mundo, tais como Rowan, Elm, ou até Samuel Oak. Mas o fato de ser jovem não o deixava menos sábio. Birch sabia muito bem usar as palavras, e ainda assim era bem sincero, deixando bem claro que jamais teria coragem de esconder nada de ninguém, tampouco de sua filha.

Mais confiante com o apoio paterno, Sapphire estufou o peito e pronunciou sua vontade:

— Quero sair em jornada por Hoenn, e tentar a carreira como treinadora!

Birch surpreendeu-se ao ouvir aquilo. Jamais passou pela sua cabeça que sua filha pudesse se tornar uma treinadora. Não que ele achasse que ela não tinha a vocação para isso, mas por outro lado também nunca demonstrou interesse. Pelo menos não até aquele dia.

— É um caminho bem difícil — disse o homem, agora sério. — Está mesmo decidida a seguir com isso?

— Sim. Eu sempre tive esse interesse, mas achava que não iria longe. Mas com o passar do tempo, as pesquisas que tenho feito pra você me trouxeram um bom conhecimento, que posso usar a meu favor nesse ponto de partida. E com a Liga Pokémon se reestruturando, acredito que nesse ano teremos uma boa competição. Até mesmo o Ginásio de Petalburg está reabrindo!

Birch parou por um instante, ponderando sobre a decisão da filha. Para ele era uma informação inesperada, e por isso precisava processá-la com calma. Ele sempre quis ver Sapphire no topo, e a carreira de treinadora, apesar de árdua, poderia lhe dar isso. O homem sorriu, e sequer olhou para a menina. Apenas continuou observando as folhas das árvores, mas foi bem claro em sua opinião.

— Você nunca foi do tipo que tomava decisões sem ter certeza. Eu gosto disso em você — falou Birch. — Se quer mesmo seguir como uma treinadora, você terá todo o meu apoio. Só peço que me dê alguns dias para que eu possa ver como te ajudar nesse começo, certo?

— YAY! — berrou Sapphire, dando um soco no ar, dando um breve abraço em seu pai logo em seguida. — Eu sabia que podia contar com você! Eu sempre soube! Você tem o tempo que for necessário. Sua ajuda é muito bem-vinda!

— Fico feliz em ouvir isso — Birch então resolveu mudar de assunto. — E já que você mencionou o ginásio de Petalburg, tenho que te avisar uma coisa.

— O que seria?

— O novo líder é um amigo meu de longa data. Eu o conheci durante uma viagem a Johto. E ele nos convidou para jantar na casa dele esta noite. Já até avisei a sua mãe. Então escolha uma roupa mais arrumada para podermos causar uma boa impressão. Já é bom para que você conheça um adversário.

Sapphire ficou animada com a notícia. Conhecer um líder de ginásio era a última coisa que se passava em sua cabeça após decidir partir em jornada como treinadora. Para ela, esse tipo de coisa iria demorar um pouco a acontecer, mas pelo visto o os ventos do destino sopravam a seu favor naquele dia.

— Ah, e mais uma coisa! — Birch se lembrou. — Ele tem um filho, e é da sua idade. Pode ser que vocês se tornem amigos!

• • •

Um navio atracava no cais do porto de Slateport. De dentro dele, descia uma multidão de turistas que de lá partiriam para os mais distintos pontos turísticos de Hoenn. Porém, uma pessoa em particular estava ali com um objetivo mais sério. Era uma garota jovem, alta, sua pele tinha tom moreno, cabelos escuros levemente encaracolados. Seus olhos verdes e curiosos observavam cada canto daquele novo mundo onde acabara de desembarcar.

Ela deu um suspiro e tirou a alça de sua bolsa de cima de seu ombro, colocando-a no chão, próxima aos seus pés. De dentro dela, tirou um mapa da região onde agora estava, e começou a procurar seu próximo destino.

— Hm... Eu preciso ir para Rustboro... — dizia a menina, revirando o mapa, chegando a colocá-lo virado para baixo. — O caminho mais rápido é por Oldaaa... Como é? Ah, Oldale! E pelo visto tem mais cidades no caminho também. Terei mais chances de parar para descansar e repor os suprimentos.


Ela então se dirigiu com rapidez ao pequeno mercado de rua da cidade, famoso no mundo todo por vender iguarias da região, bem como itens para treinadores a preços bem mais acessíveis. Foi passando de tenda em tenda, estocando os itens necessários para seguir viagem até seu próximo destino.

Quando se viu pronta, tomou caminho para a Rota 110. À sua frente estava uma região nova, e sequer imaginava o que a aguardava do outro lado daquele mar de árvores. Ela respirou fundo, tomou coragem e enfim partiu rumo ao imprevisível futuro.

• • •

Já anoitecia quando Birch e sua família chegavam a Petalburg. Sapphire mantinha a euforia desde cedo, já que estava prestes a conhecer um líder de ginásio que poderia vir a enfrentar em bem pouco tempo. Passados alguns minutos estavam em frente ao ginásio da cidade, onde também se situava a residência de Norman e sua família. A frente era imponente, já que a primeira cena que recebia os visitantes era a do ginásio. Sapphire fitou a construção quase hipnotizada com a aura poderosa que aquele local emanava. Foi trazida de volta à realidade por seu pai, já a chamando para entrar após terem sido recebidos por Helena.

Passaram por um curto corredor do lado direito do ginásio, chegando à entrada da casa que ficava logo ali. No caminho era possível ver um jardim bem cuidado. A sala de estar os aguardava do outro lado das paredes, e a organização da casa era o grande trunfo da família de Norman para causar uma boa impressão à família de Birch. Helena os acomodou no sofá da sala, enquanto eles esperavam que Norman finalmente aparecesse. E depois de alguns minutos o líder desceu as escadas, indo direto cumprimentar seu velho amigo.

— Que bom vê-lo novamente, Birch! — cumprimentou Norman. — Sejam bem-vindos à minha casa. Fico feliz em finalmente conhecer sua família.

— O prazer é todo meu, Norman — Birch sorriu em resposta. — Estas são Cecilia, minha esposa, e Sapphire, minha filha. Aliás, fui pego de surpresa hoje de manhã quando ela me disse que começaria a carreira como treinadora esse ano.

Norman fitou a menina com curiosidade. Para ele era sempre inspirador conhecer treinadores jovens que estavam iniciando suas carreiras. Era como se os jovens lhe trouxessem de volta a euforia e o gosto pelas batalhas e pela vida típica de um treinador. E o fazia lembrar-se de sua nostálgica jornada, quando era adolescente.

— Sério? Que ótimo! — disse o homem. — Sapphire é o seu nome, não é? Quantos anos você tem?

— Atualmente quinze — Respondeu a menina, ainda um pouco ansiosa por estar conversando com um dos líderes de ginásio de Hoenn.

— Interessante, você tem a mesma idade do nosso filho — Helena comentou. — Ele já deve estar descendo. Aposto que vocês vão acabar se dando bem.

Não demorou muito tempo para que alguns passos fossem ouvidos do andar superior da casa. Na medida em que o barulho se aproximava, todos já se preparavam para assumir seus lugares na mesa de jantar. Então Ruby finalmente apareceu, e logo se uniu a seus pais. Birch e Cecilia sorriam ao cumprimentar o garoto, que por sua vez retribuía o gesto gentilmente.

— Então você é o filho do Norman — comentou Birch. — É um prazer conhecê-lo, Ruby.

— O prazer é todo meu, Professor Birch — disse Ruby, apertando a mão do homem. — É uma honra conhecer um pesquisador do seu naipe.

— Será que você herdou do seu pai os genes para batalhas? — brincou o cientista. — Se for o caso, acredito que você tenha um futuro promissor como treinador.

— O Ruby tem bastante conhecimento em batalhas, mas acho que a praia dele é outra — comentou Norman.

— Mesmo? — Birch indagou curioso. — E qual seria?

O menino pareceu animado em poder contar a todos os presentes o seu grande objetivo. Mas à medida que reparava em cada visitante na sala, seus olhos estacionaram na menina ali presente. Rapidamente sua cabeça começou a embaralhar os pensamentos, trazendo à tona todas as lembranças do que havia ocorrido uma semana antes.

Sapphire notou a reação de Ruby, e logo se deu conta de onde tinha ido parar. De todas as casas que havia na cidade de Petalburg, tinha que ser justamente aquela. A garota começou a ficar trêmula, mesmo que quase imperceptivelmente. O tempo congelou para aqueles dois jovens, estranhos um ao outro. As memórias ficavam cada vez mais claras, como se tudo estivesse acontecendo novamente.

Porém, quando o garoto ameaçou falar alguma coisa, ele rapidamente foi interrompido por Birch.

— Ruby? Aconteceu algo?

— Eerr, não! De modo algum! — o menino então riu, coçando a parte de trás da cabeça.

— Você estava para me contar qual é o seu grande objetivo, e de repente parou.

— Ah, sim! Claro! — Ruby estufou o peito com toda a pompa, e com orgulho fez o seu pronunciamento. — Minha meta é me tornar um coordenador conceituado, e se possível vencer o Grande Festival! Foi uma das razões pelas quais eu gostei de vir morar em Hoenn.

Birch riu, pois não imaginava que ouviria aquela resposta. Aquele era um dia onde o homem realmente estava sendo surpreendido pelos mais jovens.

— Seu garoto definitivamente é diferente de você, Norman! – disse o pesquisador. — Ruby, isso é ótimo! As competições entre coordenadores exigem uma grande capacidade de raciocínio e criatividade, além das habilidades em batalhas. Os top coordenadores são pessoas muito respeitadas em toda a região, afinal, essas competições nasceram aqui!

— Eu sei que é um caminho árduo, mas os contests sempre foram minha grande paixão! Eu tenho certeza de que eu posso fazer parte disso!

Ruby então voltou sua atenção para Sapphire, lançando um olhar desconfiado que só a deixou ainda mais tensa. Naquele momento Helena chamava todos para sentar à mesa, e os dois permaneceram calados. A conversa entre os mais velhos alternava os mais variados assuntos, mas os dois seguiam com o foco completamente diferente. Ruby permanecia encarando a menina, que tentava desviar o olhar numa tentativa em vão de se ver livre da pressão que ele exercia. Era como se ela estivesse sob um julgamento final, ou algo bem próximo disso.

A fim de se ver livre do desconforto, Sapphire terminou o único prato que comeria naquela noite e pediu licença para ir ao jardim pegar um pouco de ar. Conforme os minutos se passavam, a menina não voltava. Com isso, tanto os pais dela quanto os de Ruby começaram a estranhar a situação.

— Será que ela está passando mal? — perguntou Cecilia.

— Querem que eu vá ver o que houve? — Helena se ofereceu.

Ruby então se levantou da cadeira, e se dirigiu à porta que dava para o lado de fora da casa.

— Eu já terminei de comer — disse o menino. — Podem ficar tranquilos, eu vou ver o que aconteceu.

Ruby chegou ao jardim na lateral da casa, mas percebeu que ali não havia ninguém. O garoto seguiu até a parte da frente, onde ficava a entrada do ginásio de seu pai, e lá finalmente encontrou Sapphire parada, encarando o local. Ela parecia não ter percebido a sua presença, então ele se aproximou. Quando a menina notou que já não estava mais sozinha acabou se assustando novamente. Mas Ruby fez questão de amenizar a tensão que havia entre os dois.

— Não precisa ficar com medo — disse ele. — Não é como se eu fosse um monstro, ou algo do tipo. Também não pretendo contar a ninguém sobre o que aconteceu naquele dia.

Sapphire respirou fundo em sinal de alívio. Ruby parecia bem sincero com suas palavras, então a menina resolveu dar a ele um voto de confiança.

— Eu estava com medo de você acabar contando. Acho que isso causaria um constrangimento aos meus pais, o que faria eu me sentir horrível. Eles não têm culpa se eu sou uma completa desastrada.

— Você não parecia estar perdida — comentou Ruby, recostando-se em um dos pilares da entrada do ginásio. — Como veio parar no meu quintal?

— É uma longa história. Mas posso te garantir que nunca foi minha intenção invadir sua casa, ou criar qualquer confusão. Por isso saí correndo, pois eu queria que aquilo fosse esquecido o mais rápido possível.

— Naquele dia eu estava chegando de mudança. Acha que eu iria me esquecer que no meu primeiro dia morando aqui em Hoenn uma garota estranha acabou dentro do meu quintal sabe-se lá por quê?

Sapphire riu com o comentário do menino. Ruby era bem articulado com as palavras, mas sabia ser descontraído e possuía um humor discreto, o que não podia ser visto claramente por sua feição externa passar a imagem de um garoto fechado. Ele então estendeu sua mão, propondo um cumprimento.

— Bem, acho que podemos agora corrigir aquela apresentação louca. Eu me chamo Ruby.

— Meu nome é Sapphire — disse a menina ao retribuir o gesto.

— Parece que nossos pais tiveram a mesma grande ideia ao nos dar nossos nomes, não é mesmo?

Sapphire deu alguns passos para o lado e se recostou em outra pilastra de modo a ficar frente a frente com Ruby.

— Então você quer se tornar coordenador? Por que essa escolha?

— Digamos que eu tenho quem me inspire — o menino respondeu.

— Eu decidi iniciar como treinadora — Sapphire então comentou. — Podemos nos ajudar nesse caso, já que temos a mesma pretensão, só que em objetivos diferentes.

Ruby voltou seu olhar para a menina. Estava curioso para saber onde ela queria chegar. Sapphire mantinha um sorriso travesso estampado em seu rosto, como se estivesse se divertindo com o fato do menino estar confuso.

— Você não faz ideia do que eu tô falando, não é mesmo?

— Para ser sincero, nem um pouco — Ruby coçou a cabeça, exibindo um sorriso sem graça.

— Se você vai tentar vaga no Grande Festival, tem que conseguir as premiações dos contests menores primeiro. Para isso, você tem que ir até as cidades-sede. Você vai ter que pegar a estrada, assim como eu.

— Bem, isso eu sei — disse o menino. — Mas aonde você quer chegar? Não consigo pensar em como dois objetivos diferentes podem nos fazer ajudar um ao outro.

Sapphire balançou a cabeça em negação. A ingenuidade de Ruby era quase preocupante.

— O que eu quero dizer é que deveríamos viajar juntos. Podemos ajudar um ao outro, pelo menos na parte de treinamento, e dividir algumas despesas.

— Oh, parece uma boa ideia! — disse Ruby. — Estou de acordo!

Os jovens então ouviram a aproximação de duas pessoas. Eram Norman e Birch, e pareciam contentes em estar ali. O líder de ginásio manteve-se em seu lugar, enquanto o pesquisador se aproximou dos dois que ali estavam.

— Então quer dizer que nem iniciaram suas jornadas, mas já decidiram formar uma equipe? — analisou Birch. — Isso é ótimo! Viagens em conjunto são sempre mais divertidas.

— Não vamos viajar para nos divertir — disse Sapphire. — Temos objetivos sérios para alcançar.

— Entendo, entendo. Bem, nesse caso eu tenho uma boa notícia. Um contato que eu tenho me ligou no fim da tarde, e está me enviando três Pokémons raros. Eu pretendia pedir a Sapphire que escolhesse um companheiro para partir em viagem, e já que o Ruby está indo junto, também vou deixar que escolha um.

Ruby ficou surpreso com a notícia que acabara de receber. Ele queria se tornar um coordenador, mas sequer tinha ideia de quando isso aconteceria. O menino abriu um largo sorriso, demonstrando que aceitaria a proposta sem pensar duas vezes.

— Eu... Eu não tenho o que dizer — disse o garoto, ainda espantado. — Isso é sério?

— Muito sério! — Birch respondeu rindo. — Por que eu mentiria para você?

— Quando o meu pai diz que vai pegar um Pokémon raro, ele tá falando sério! — disse Sapphire, tocando o ombro de Ruby.

— Eu estava esperando que eles chegassem na semana que vem. Porém eu conversei com a pessoa que os consegue para mim, e ele disse que tinha uns reservados para essa ocasião — explicou o cientista. — Eles devem chegar em três dias.

Norman se aproximou de Ruby para poder lhe passar algumas informações. Por um minuto os dois trocaram olhares. O pai mantinha uma expressão serena, porém era possível perceber que estava sentindo orgulho naquele momento. Ruby não teve dificuldades para perceber isso, e retribuiu com um sorriso.

— Acho que você deve começar logo essa caminhada. Ouvi dizer que as inscrições para o Grande Festival começarão na semana que vem — o homem então voltou sua atenção para Sapphire. — O mesmo vale para a Liga Pokémon. Vocês dois precisam se organizar depressa.

Tanto Ruby quanto Sapphire assentiram. Aquele era o momento em que a estrada para seus objetivos começava a ganhar o pavimento necessário para que enfim pudessem partir. Aquela noite marcava o cruzamento de dois sonhos distintos, e de lá sairia um só caminho para abrigar duas histórias. Quis o destino que um encontro anterior pregasse uma peça nos futuros aventureiros.

No entanto, apesar da introdução peculiar, tudo levava a crer que Ruby e Sapphire construiriam uma boa amizade durante o tempo viajando juntos. O que os aguardava pela frente era uma incógnita, e só o tempo seria capaz de dizer que tipo de coisas eles encontrariam ao cruzar as estradas da vasta região de Hoenn. Mistérios, pessoas, dentre as quais estão amigos e rivais, novos lugares, novas histórias. Olhavam para o céu para buscar inspiração nas estrelas, e conseguiam ali enxergar o caminho livre para uma aventura quase interminável. Não era mais a hora de ter dúvidas ou medo. Ambos estavam dominados pela confiança e força de vontade e, apesar da inexperiência, estavam famintos para aprender tudo que fosse possível.

Aquele era apenas o começo de seus sonhos. Era a hora, enfim, de transformá-los em metas. Era a hora, enfim, de alcançá-los. Era a hora de conquistar a glória, de estar entre os maiores, de ter seus nomes lembrados pelas próximas gerações.

Conhecer aquele mundo que os rodeava nunca pareceu tão atrativo.

FIM DO CAPÍTULO 2


  

{ 16 comments... read them below or Comment }

  1. Cadê o Rayquaza voando? Cadê? kkkkkkk Sorry man, mas nunca poderei deixar de brincar com isso, da mesma forma que são inevitáveis algumas comparações com a sua antiga Hoenn. Primeiramente, achei interessante a maneira como você tem tratado o Norman como um pai bem mais presente, ele e o Ruby estão crescendo em família, ajudando a construir o novo ginásio juntos, enaltecendo esse espírito familiar que por sua vez também se reflete diretamente no respeito que Ruby sente por sua irmã coordenadora (desculpa pelo spoiler! kkk). Por isso não me surpreendo porque ele deseja tanto seguir na área.

    O encontro foi sutil e agradável, gostei da maneira como um teve que encarar o outro após o incidente do capítulo passado, coisa do destino e suas artimanhas kkkk Eu, particularmente, sempre fui apaixonado por finais com frases marcantes, sabemos e sentimos que esses dois jovens ainda serão grandiosos no futuro. Na realidade, torço muito para que você chegue lá e dessa vez possamos conferir juntos todas essas metas serem atingidas.

    E a propósito, tenho acompanhado um pouco do seu progresso em Hoenn e me peguei pensando no que a Sapphire fará contra o Norman. Ela pode simplesmente ignorá-lo por saber que ainda é muito fraca, utar e apanhar que já é clichê, mas eu teria uma agradável surpresa se ela saísse vitoriosa também. Sou apaixonado pelos líderes de Hoenn, são meus eternos favoritos, imagine como seria bacana se ao invés de seguir a rota de Rustboro eles pegassem o caminho das águas até Mauville? Trocasse a ordem inteira do percurso dos líderes? Seria certamente único, e deixo aqui algumas dessas ideias estranhas a serem pensadas kkk

    Continue firme nos capítulos, bro. Conhecer o mundo das fanfics já não é nenhuma atração para você, mas sei que se continuar se esforçando será capaz de ter seu nome lembrado pelas próximas gerações assim como seus personagens! \õ

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    1. O Rayquaza estará nas mentes e corações daqueles que demonstrarem amor à Hoenn e ao mundo Pokémon! Ok, parei... Ele deve fazer suas aparições por aí em breve, ou não. kkkk

      A construção da figura do Norman tem sido involuntária, mas eu vejo importância em manter isso ao longo da história. Gym leaders são fundamentais no crescimento do protagonista, e além disso eu quero utilizar a maioria deles muito além das batalhas.

      O Ginásio de Petalburg está em reformas, então ela deve passar direto para Rustboro que é o mais próximo. Mas sua ideia de "bagunçar" a ordem dos Ginásios parece ser bem interessante. Vou anotar no meu caderninho aqui.

      Continuarei trabalhando firme, pode deixar! A gente se vê em breve! õ7

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  2. Alô,Alô Sigert >.<
    Finalmente tirei um tempo livre e vim aqui ler esse capítulo! Realmente foi ótimo ver mais um post aqui no AEH, e vi nos notas do autor que teve 4000 palavras? :O Eita!
    Eu gostei bastante da relação de Norman e Ruby e eles lá arrumando o ginásio foi tão legal, e é bom ver a amizade de Ruby e Sapphire nascendo (só falta uma certa rainha de kanto ai tudo fica perfeito -q)
    Estou super ansioso pelo próximo capitulo, afinal, I-n-i-c--i-a-i-s :3
    Até a proxima, Sigert

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    1. Grande Marco!

      Que surpresa agradável atualizar a página e ver seu comentário justamente quando eu estava atualizando o blog. Receba essa resposta em tempo real! kkkk

      SIM! 4000 PALAVRAS! Cara, demorou umas três semanas até esse capítulo estar pronto e revisado, mas valeu a pena. Consegui colocar nele todas as ideias que eram importantes de se passar logo. Outras ainda estão pendentes, mas o capítulo 3 vai vir para fechar essa parte inicial e já emendar o comecinho das estradas de Hoenn!

      Rapaz, e o pior de tudo é que eu mesmo não estou dando foco ou trabalhando duro nesse relacionamento do Ruby com a família dele. Simplesmente está saindo desse jeito mais leve. Acho que foi pelo fato de eu ter parado de me preocupar com essa parte da história que as coisas começaram a acontecer normalmente.

      Aquele encontro inusitado entre Ruby e Sapphire não poderia ficar só por aquilo mesmo. E sobre a rainha de Kanto... Será que ela dá as caras? :D

      Também mal posso esperar para lançar o próximo capítulo. E como você mesmo disse, teremos iniciais! Consegue chutar quem vai ficar com quem? Se será da mesma forma que a AEH antiga, ou se vai mudar algo?

      Valeu pela força Marco, até breve! õ/

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  3. Cara,agora,as bases estão prontas!Dois personagens com objetivos formados e que tem uma personalidades atualmente em desenvolvimento que vai indo por um bom caminho.

    E olha,espero que a Sapphire não seja tonta feito Ash para desafiar Norman agora...É burrice!Do jeito que você explicou sobre o Norman,ele quer chutar o traseiro de treinadores novatos e mostrar quem é que manda!(Lógico,de maneira mais discreta do que eu disse)

    Agora...Vamos ver com qual inicial Ruby vai ficar,mas a Sapphire eu chuto que você lhe dará um Torchic!(Que quando virar Blaziken vai ser UBER!)

    Bem,é só,hoje só foi uma lida rápida.

    Té Mais!

    Ass:

    Supremo Líder da Ordem Da-Qual-Fazem-Parte

    Sir Naponielli

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    1. Exato! Daqui pra frente são as boas e velhas estradas. Teremos o encerramento dessa etapa inicial, que será fechada com a entrega dos iniciais, e em seguida já teremos a aventura em si dando seus primeiros sinais.

      A Sapphire está começando. Ela é inexperiente como treinadora, tendo como única vantagem, como citado nesse capítulo, alguns conhecimentos básicos que ela adquiriu no tempo em que estava ajudando no laboratório do Birch. Mas como o Ginásio de Petalburg está ainda nos retoques finais, o local ainda não está totalmente preparado para receber batalhas, então ela vai seguir em frente sim.

      Veremos a Sapphire com um Torchic? Será mesmo? Parece ser a opção mais comum, mas vamos aguardar pra ver se será isso mesmo. Mas que um Blaziken UBER seria uma arma poderosa na equipe dela, não tenha dúvidas!

      Valeu pela presença, Sir! Até breve! õ/

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  4. Adorei a forma como você escolheu para iniciar a história, sabe? Não existe aquela loucura dos jovens já pegarem seus Pokémons e saírem em suas aventuras com nenhuma experiência feito doidos kkkk. Invés disso, você envelheceu os protagonistas e deixou a aparição deles fluir de uma forma tão suave e original que me deixou encantado. Sempre achei estranho crianças de 10 anos saírem por ai explorando o mundo, por outro lado, estamos falando de jovens mais maduros e que já possuem certa experiências com Pokémons. Sua escrita é brilhante e também gostei do envolvimento dos pais dos protagonistas na história, eles também estão criando personalidades. Ótima história.

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    1. Eu já estava para rever o capítulo que estou escrevendo atualmente aqui, quando o seu comentário me pegou de surpresa! kkk

      Seja bem-vindo a Hoenn, Death!

      Fico feliz que tenha gostado desse início de história. Realmente foi mais calmo que a maioria das histórias. Eu até tinha a pretensão de escrever uma aventura curta no começo, mas de repente o prazer de escrever AEH voltou de uma forma que para mim vale mais a pena escrever os acontecimentos no tempo certo, ou melhor, deixar que eles se escrevam sozinhos.

      Essa ideia de avançar um pouco a idade dos protagonistas é algo com o que já trabalhei em histórias passadas. Tudo bem que se formos levar para a nossa realidade, 15 anos também não seria uma idade adequada pra sairmos pro meio do mato sem um destino definido, mas já é pelo menos uma idade que nos permite desenvolver tramas diferentes, um pouco mais maduras (ainda que eu não vá exagerar muito, até pra não ter um tema muito além do que essa idade abriga).

      Basicamente é isso. Esses primeiros capítulos serviram para mostrar mais a personalidade dos protagonistas, introduzir levemente alguns outros personagens, e principalmente focar na maneira como a Sapphire e o Ruby se conheceram. Não é como se fosse um "olá estranho, vamos sair em jornada?" A partir do próximo capítulo já teremos um gostinho das rotas, mesmo que muito rápido, mas como eu disse mais acima, eu estou deixando as coisas acontecerem levando o tempo necessário. É como disse para o Canas, às vezes sinto que não sou eu que escrevo a história. É como se eu fosse apenas uma ferramenta para ajudar a história a se escrever kkkkk Tá que isso pareceu um pouco desumano comigo, mas como eu tento ver as coisas pelo ângulo positivo eu prefiro dizer que acho legal acreditar que os fatos estão se desenrolando sozinho. Isso meio que me torna um leitor também, porque às vezes nem eu tenho ideia do que vai acontecer!

      Agradeço pelos elogios com relação à escrita! Me faz perceber que realmente valeu a pena todo o esforço que fiz para melhorar nessa parte. Ainda tenho muito a melhorar, mas vou seguir tentando!

      Até breve! õ7

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  5. Sigert, desculpe-me por demorar de comentar, tive uns imprevistos e ficou complicado de ler. Demorei tanto que já tem dois capítulos, não que isso seja algo ruim rsrsrsrs!
    Que ótimo capítulo! A escrita está muito boa e fluida, mesmo sendo um capítulo bem calmo e sem batalhas, você conseguiu me prender do inicio ao fim, serio está muito bom.
    Estou gostando bastante dessa relação entre Ruby e Sapphire, fiquei rindo aqui com a reação da Sapphire ao perceber aonde tinha ido rsrsrs. Vai ser bem interessante ver Ruby como um coordenador e Sapphire como uma treinadora, qual será o pokémon que cada um escolherá? Quando eu ler o próximo capítulo sei que descobrirei.
    Quem será essa garota? Sinto-me perdido por não ter lido a fic original, mas aposta que ela será uma das protagonistas que acompanhará Ruby e Sapphire na jornada deles, se fosse para chutar, eu chutaria que o nome dela fosse Emerald, afinal ela possui olhos verdes.
    Estou adorando a fic e esse inicio mais calmo, sinto que teremos uma grande jornada pela frente! Tudo de melhor e até mais!

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    1. Beleza, Zoroark?

      Não se preocupe com isso, cara. Leia a história no seu próprio tempo. Pra mim vale mais o fato do pessoal estar lendo e participando — tanto com elogios, como também com críticas ou sugestões — do que estar acompanhando rigorosamente em dia. Prioridades vêm primeiro, então faça antes o que é mais importante, para que você possa vir ler a história com mais tranquilidade.

      Cara, agora você me pegou de jeito! Percebi que até onde escrevi não há batalhas! kkkkkk Que fic de Pokémon é essa? Mas fique tranquilo, pois em nenhum momento há informações desnecessárias na história, isso eu garanto. Essa primeira etapa é mesmo para colocar todas as informações que acho importantes de se saber nesse início de aventura.

      O Ruby e a Sapphire foram desenvolvendo uma proximidade legal nessas poucas cenas juntos, não é? Pior que eu até achei que eles começaram a se dar bem rápido demais, mas como foi algo que aconteceu naturalmente, então eu nem questionei.

      Essa garota terá um papel importante na história, e algumas informações, como o próprio nome dela, são reveladas no próximo capítulo, então fique de olho! ;)

      Valeu pela força, cara! Até breve! õ7

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  6. Caro Sig-er-t!(~le manjador de separação de sílabas), tenho algo a dizer: Que capítulo gostoso.

    Sim. Existem aqueles capítulos onde a adrenalina nos toma conta, outros em que a ansiedade impera. Mas este foi um daqueles em que o clima suave do continente e a fluidez da escrita bastaram para nos prender e nos fazer querer mais.

    É interessante como o encontro se deu, e confesso que fiquei rindo muito da pobre Saphire enquanto o climax se aproximava. No fim foi bom para os dois, principalmente se considerarmos que ambos poderão sair em viagem agora.

    A personalidade de ambos me encanta, e eles formam contraponto um ao outro sem parecer que são completamente opostos, tipo aquela combinação agridoce que todo mundo adora comer.

    Foi um início de jornada muito bom, onde você não precisou apelar para coisas extraordinárias para prender a atenção. A própria construção dos personagens, que está muito bem feita, juntamente com sua escrita - delicada e leve - bastou para que possamos dizer: Eu vou acompanhar Hoenn!

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    1. Boa noite, L-ord A-uru-m!

      Tudo tem a sua hora. Eu creio que as histórias se constroem sozinhas, e por cada uma ser diferente das outras, o tempo certo de ter adrenalina ou uma vibe mais tranquila acaba se tornando muito relativo. Hoenn está caminhando sozinha, eu só sirvo mesmo para transferir as palavras para o blog, e embora ela agora esteja dando passos lentos e apenas apreciando a brisa fresca das primeiras rotas, nunca se sabe quando ela pode surtar e decidir quebrar tudo como aconteceu no prólogo. Se você disse no fim do comentário que vai realmente acompanhar Hoenn, então permita-me dar um aviso de amigo: ela é extremamente bipolar!

      Fico feliz em saber que você aprovou o desenvolvimento dos dois personagens, ainda mais na questão da personalidade. Você acompanha a minha escrita há tempos, então sabe a dificuldade que eu costumo ter nessa parte. Mas o esforço está valendo a pena, a julgar pelo feedback de vocês.

      Valeu pela presença, parceiro! A gente se fala! õ/

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  7. Olá!

    Antes de mais, peço desculpa pela minha ausência por aqui, mas só agora arranjei um bocadinho para visitar o blog e surpreendi-me com dois novíssimos capítulos! Maravilha, vamos começar a comentar então.

    Continuamos com o ambiente calmo e despreocupado do primeiro capítulo e confesso que não me posso queixar! O Silgert está a "fugir" muito bem ao cliché das histórias pokémon cheias de confusão e tudo mais nos primeiros, pelo menos, dois capítulos! Acho que lhe devo um obrigado por isso, porque afinal não é todos os dias que encontramos uma história diferente e original, verdade?

    A relação dos dois protagonistas parece-me estar a desenvolver-se naturalmente, sem pressas ou sem empurrões. E fico contente pelos objetivos dos dois se manterem iguais aos da "primeira versão", foi uma coisa que sempre gostei e admirei muito, essa troca de "papéis" e de "gender rules", percebe?

    Confesso que estou muito ansioso para descobrir quem será, talvez, a terceira protagonista... Camila? Eu tenho de admitir que adorava ver uma personagem muito semelhante a ela, talvez um pouco mais presente na história, mas também não me importava nada de ter-mos uma intrusa da equipa vilã, percebe? Eu adoro esse lado obscuro da história!

    Bem, vou saltar já para o terceiro capítulo porque estou muito ansioso para descobrir quais vão ser os iniciais de cada um!

    Por favor Silgert, continue com o excelente trabalho, a sua evolução vê-se de capítulo para capítulo e eu aqui continuarei para comentar e aplaudir a sua arte!

    Bye!

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    1. Seja bem vindo de volta, Angel! õ7

      Dá até um alívio o fato de que vocês estão curtindo essa pegada mais tranquila no início, mas fiquem atentos, pois a qualquer hora alguns pequenos problemas podem surgir!

      Acho que essas escolhas de classe são melhores definidas por personalidade do que por gênero. Caso contrário, teríamos apenas homens disputando a Liga e a Fronteira, enquanto apenas mulheres iriam competir nos Contests. Não há regras restringindo isso, então não faria muito sentido... Até porque, se você parar pra observar, a Sapphire não aparenta ter a menor vocação para coordenadora, não é mesmo? Podemos dizer o mesmo do Ruby com relação às competições de batalhas que exigem mais força do que estética.

      Você já descobriu a terceira personagem, já que percebi que já tem comentário seu no próximo capítulo. Se você curte uma história mais obscura, eu não posso te dizer se verá essas coisas por aqui, porque nem mesmo eu sei do futuro desse enredo, mas em breve os criminosos vão dar as caras. Já está na hora de conhecê-los um pouco, não é mesmo? ;)

      Agradeço pela motivação, cara! Vou continuar tentando melhorar sempre! õ7

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  8. Finalmente as histórias se conectaram! E diferente do que eu pensei, as ideias bateram de uma forma bem rápida até! Me identifico com o Ruby, ele é lerdo que nem eu. AEUAHAUAHAUAH

    Você nem imagina a minha felicidade em acompanhar essa história. Hoenn é uma região tão maravilhosa e poder ver que essa história começou de uma forma tão marcante me enche o peito. Até mesmo uma "personagem misteriosa" chegou pra juntar as peças e eu fico só na curiosidade pra saber como vai ser o encontro dos três.

    Ansioso pra ver essa jornada, enfim, começar!

    See ya!

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    1. Opa, fala meu caro! õ7

      Tem que começar a juntar essa gente logo, senão a coisa não anda, né? Tomei o máximo de cuidado para aproximá-los da maneira certa, nem parece que aquele tombo da Sapphire no quintal do Ruby foi calculado.

      E por falar em Ruby, todos nós temos um pouco de Ruby. Especialmente eu, que sou a personificação da lerdeza.

      Eu que fico feliz em ver você de volta a essas humildes terras. Qualquer hora eu vou colar lá pelas bandas de Johto para ver o que está acontecendo na sua área.

      Até!

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