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- Capítulo 38
A porta para um novo futuro

Após mais um dia de estadia em
Verdanturf e uma sessão de treinamento de Sapphire batalhando contra a equipe
de Wally, era chegada a hora de se despedir da charmosa cidade. O grupo estava
na praça central, onde combinaram de se encontrar uma última vez, já que Wally,
apesar de ter dito que seguiria para Slateport, ainda ficaria um pouco mais por
lá, enquanto o trio voltaria a Mauville para pegar a rota ao norte em direção a
Lavaridge.
Wally havia pedido para que
ficassem mais um pouco conversando antes de partirem. Ruby acreditava que o
garoto apenas queria estender um pouco mais a companhia por não ser possível
saber quando seria a próxima vez que se encontrariam. Afinal, a diferença entre
eles era de duas fitas, então havia um longo caminho a ser percorrido.
A surpresa só veio quando Emily
apareceu na praça, se colocando junto a eles como quem já tinha alguma
intimidade ali. Ruby arqueou uma das sobrancelhas, sem entender muito bem se a
sua rival tinha perdido a noção, ou se estava ali com o intuito de arrumar
problema.
— Ora, ora, veja só quem veio se
despedir da gente — o garoto exibia um sorriso triunfante. — Finalmente se
rendeu ao meu talento como coordenador e admitiu a derrota? Ou veio me pedir um
autógrafo?
Emily nada disse. Apenas encarou
Ruby com sua cara de sono por alguns segundos e se virou para Wally, ignorando
por completo a existência do garoto.
— Eu só queria lembrar que temos
pouco tempo para o seu próximo contest em Slateport, Wally — disse Emily, com
os braços cruzados em sinal de impaciência. — Precisamos treinar logo para que
você chegue lá preparado. Você está muito atrasado, precisa conseguir uma fita
logo!
De início, Ruby não havia
processado a informação. Mas poucos segundos foram necessários para que o
garoto ligasse os pontos do que estava sendo conversado para logo constatar o
óbvio.
— Wally, vocês por acaso estão
viajando juntos?
Enquanto Emily arqueou uma das
sobrancelhas como quem estava esperando para ver o que viria daquela pergunta,
o garoto por sua vez deu uma risadinha sem graça, coçando a parte de trás da
cabeça.
— É, a gente está viajando junto
sim. Eu pedi para que a Emily me desse algumas dicas para os próximos contests,
e ela aceitou me ajudar.
— PEDIU AJUDA PRA ELA? FICOU LOUCO?
— Por que ele seria louco de me
pedir ajuda, hein? — Emily se aproximou de Ruby com um tom ameaçador.
— Porque ele é meu amigo, e deveria
estar do meu lado! Ele sabe muito bem que nós não temos muita simpatia um pelo
outro.
Emily rangeu os dentes com o que
estava ouvindo. Para a menina, o fato de ter acabado de ser derrotada por Ruby
em um contest só tornava a infantilidade do garoto ainda mais insultante.
— Eu estou de olho em você! — Ruby
apontou para Emily. — Eu vou garantir que o Wally nunca baixe a guarda perto de
você. Vai que você é uma Seviper assassina disfarçada de humana.
— Pois fique sabendo que EU SOU uma
Seviper assassina! Mas o Wally estará seguro comigo, porque o meu veneno foi
feito especialmente pra você, seu Zangoose escroto!
Emily então pegou Wally pelo braço
e saiu puxando o garoto na direção do Túnel Rusturf. Wally, sem saber como
reagir, apenas deu um tímido aceno para o grupo que agora ficaria para trás.
Sapphire e Zinnia estavam sem reação. Para elas, talvez aquele tipo de confusão
fosse normal entre coordenadores, então as duas acharam por bem não se
intrometer.
Ruby estava paralisado com o que
acabara de ouvir. Aos poucos sentiu seu rosto ficar vermelho, e mal conseguia
formular os pensamentos.
— Escroto? Aquela garota me chamou
de escroto? — o garoto começou a esfregar a cabeça, bagunçando seus cabelos e
quase jogando a touca para cima. — Ela consegue ser mais vulgar a Sapphire! Eu
não aguento mais essa menina! Eu já consegui vencer essa idiota ontem, mas vou
treinar ainda mais para da próxima vez humilhar ela de verdade quando
competirmos de novo!
O garoto fez menção de voltar para
o Centro Pokémon, mas ao se virar deu de cara com Sapphire, com um sorriso que
mais parecia disfarçar sua raiva do que qualquer outra coisa. Seus rostos
estavam bem próximos, assim a menina esperava garantir que sua mensagem fosse
clara.
— O que você quis dizer com “mais
vulgar que a Sapphire”?
— Ahn... Nada.
• • •
A Elite estava reunida mais uma vez
no gabinete do Campeão, situado no prédio da Liga na cidade de Ever Grande. Da
janela da sala era possível ver o oceano que se estendia até o horizonte. Os
quatro membros estavam sentados em seus respectivos lugares, bem como Steven,
que tomou a palavra quando se certificou de que estavam apenas os cinco membros
por perto para ouvir o assunto daquela reunião.
— Primeiramente eu gostaria de
agradecer por toda a paciência que tiveram. Aquela viagem que fiz a Sinnoh logo
que assumi finalmente me rendeu algum resultado, então vou poder contar a vocês
pelo menos essa primeira parte.
— Muito bem, já era hora de você
nos dar explicações mesmo — disse Glacia, arqueando uma das sobrancelhas. — Já
faz quase três meses desde essa viagem, e ainda estamos aguardando a sua
justificativa.
Steven percebeu que os membros o
encaravam de maneira não muito agradável. Glacia e Sidney demonstravam uma
insatisfação flagrante, enquanto Phoebe estava com um olhar mais desconfiado.
Drake era o único que mantinha uma postura serena, talvez o mais indecifrável
daquela sala, mas dessa vez não colocava sua voz em favor do Campeão, indicando
que Steven já havia usado a paciência do homem.
O rapaz deu um suspiro longo,
sabendo que aquela conversa poderia se tornar mais difícil do que estava
esperando. Até porque o que para ele era um avanço, para os outros poderia ser
interpretado como mais uma tentativa de enrolá-los. E o que estava por vir em
seguida era um anúncio ainda mais arriscado.
— Bem, vou começar explicando
alguns detalhes para que vocês entendam o contexto, mas vou ser o mais breve e
suscinto possível. Cynthia, ex-Campeã de Sinnoh, é uma amiga de longa data. Fui
para Sinnoh pois precisei dela para me colocar em contato com uma pessoa.
— E quem é essa pessoa? — Sidney
questionou, mantendo os braços cruzados.
— Creio que vocês já devem ter
ouvido falar de Fantina, líder de ginásio em Hearthome e que já foi uma grande
coordenadora.
Todos na sala assentiram, indicando
que a conheciam.
— Uma grande mestra de tipos
fantasma — disse Phoebe, alegre. — Ela e Agatha foram minhas referências por
muito tempo.
— Tenho todo respeito à Fantina,
que é uma profissional formidável — disse Glacia. — Mas em que ela poderia
colaborar com a Liga Pokémon de Hoenn?
Steven se levantou, e abriu uma das
gavetas de sua escrivaninha. Os membros da Elite ficaram curiosos ao vê-lo
colocar um pequeno baú em cima da mesa. O Campeão gesticulou para que os quatro
se aproximassem, e assim que o fizeram, o rapaz abriu a tampa, revelando
algumas pedras esféricas pequenas, que mais pareciam feitas de vidro ou alguma
resina, e tinham seu interior colorido.
— Bolinhas de gude? — Sidney
questionou. — Qual é, cara! Fala logo do que se trata, eu não tenho saco pra
ficar decifrando enigmas!
— Eu não sei se vocês sabem, mas a
Fantina é de Kalos — Steven começou a explicar, ignorando a habitual grosseria
de Sidney. — E existe uma pessoa lá que eu gostaria de conhecer, pois ele tem
feito algumas pesquisas interessantes que eu ando acompanhando.
— E o que isso tem a ver com a
Liga? — Drake perguntou.
— Essa pessoa em Kalos é o
Professor Augustine Sycamore, maior autoridade acadêmica da região. Ele é o
responsável por entregar os Pokémons iniciais aos treinadores novatos, como o
Professor Birch faz aqui, mas não fica só por isso. Ele tem conduzido pesquisas
sobre um fenômeno que eles estão chamando em Kalos de “Mega Evolução”.
— “Mega Evolução”? — Glacia pareceu
ter sua atenção atraída. — E o que a diferencia de uma evolução comum para ter
uma outra categorização?
— Pelo que tenho visto nas
pesquisas, a Mega Evolução é uma forma superior para uma mesma espécie Pokémon.
Ela libera o percentual de poder que é naturalmente restrito, mas como o
próprio organismo do Pokémon não suporta a exposição a essa explosão de poder
por muito tempo ela acaba sendo temporária. Eles a seguram por tempo suficiente
para terminar uma batalha, e depois voltam à sua forma original.
— Uma evolução temporária que
libera um poder adormecido em um Pokémon... — Drake ficou pensativo. — Isso
mudaria drasticamente a forma como batalhamos. Posso assumir que você deseja
trazer isso para Hoenn?
— Não trazer, porque ela parece já
estar em Hoenn — Steven empurrou o baú com as pequenas pedras mais para a
frente. — A Mega Evolução tem dois requisitos que devem ser cumpridos, segundo
as pesquisas indicam. O primeiro é um forte laço entre treinador e Pokémon,
enquanto o segundo é a posse de uma Mega Pedra.
— E você acredita que isto que você
nos mostrou sejam essas pedras? — Glacia não parecia convencida.
— A aparência e tamanho delas
condizem com o que consta nos relatórios.
— E onde você as encontrou?
— Durante escavações em Meteor
Falls e na Caverna de Granito. Uma delas também foi encontrada na montanha que
cerca o Deserto das Miragens.
Drake se curvou para observar as
pedras mais de perto. O homem não pôde deixar de notar a marca que havia no
interior de cada uma delas, uma gravura multicolorida que lembrava um segmento
de DNA.
— Eu conheço este símbolo.
Todos tiveram sua atenção atraída
pelo veterano na mesma hora. Até mesmo Steven se surpreendeu com a afirmação de
Drake, que continuava olhando fixo para os objetos a fim de ter certeza de que
não estava enganado.
— O senhor se lembra de ter visto
essa marca em mais algum lugar? — indagou o Campeão, curioso.
— Ela está gravada em um antigo
artefato guardado pelo povo draconid.
— Seria o meteorito de Rayquaza?
Drake arregalou os olhos, enquanto
o restante da Elite trocava olhares confusos. Steven percebeu a súbita mudança
na atmosfera da sala, especialmente vindo do mais velho, que de pronto tomou a
frente daquele encontro.
— Todo mundo pra fora da sala —
disse o homem. — Preciso conversar com o Campeão.
— A reunião ainda não acabou, o
Steven ia nos explicar mais sobre as Mega Pedras — disse Glacia.
— Por hoje acabou, ele pode
continuar depois. Todo mundo fora.
Os três saíram da sala para
retornarem aos seus afazeres. Steven observava Drake trancar a porta da sala e
ponderava se tinha dito algo errado. Quando o draconid caminhou de volta até o
mais novo, coçou o bigode e começou a encará-lo nos olhos.
— Como você sabe sobre o meteorito
de Rayquaza?
— Bom, eu ouvi sobre. Por quê?
— Quem te contou?
— Por que quer saber?
— Quem te contou? — a segunda
pergunta foi enfatizada pela subida no tom de voz de Drake.
Steven ficou encarando o ex-Campeão
sem dizer nada. Drake também custou a dizer algo, mas enquanto os dois
atravessavam aquele silêncio pesado o homem tentava buscar as informações em
sua mente para tentar ligar os pontos.
— Foi a Roxanne?
Foi a vez de Steven arregalar os
olhos, confirmando a suspeita do mais velho. Drake deu um suspiro pesado, sua
expressão era de descontentamento com aquela situação.
— Espere! Não vai puni-la por isso,
ou vai?
— Steven, deixa eu te contar uma
coisa — Drake se sentou no sofá e acendeu um charuto. — Certos detalhes a
respeito dos draconids e a mitologia de Hoenn são sigilosos. Eles estão
guardados sob rigorosa segurança nos arquivos secretos na Biblioteca de Rustboro.
— A Roxanne tem acesso permitido ao
setor por ser a líder de ginásio da cidade.
— Estou dizendo que ela não poderia
ter te contado isso! Não em qualquer lugar, mesmo depois de você ter se tornado
Campeão! Você deveria aprender sobre isso aqui, numa sala bem reservada, em uma
reunião sigilosa.
— Sr. Drake, por acaso as lendas a
respeito de Rayquaza são reais?
Drake se manteve olhando para
Steven por um breve momento, notando que o rapaz aguardava apreensivo a
resposta. O homem deu uma tragada no charuto para se dar tempo de escolher as
melhores palavras para aquele momento.
— Sempre que me perguntam isso eu
respondo que é um assunto que envolve a fé pessoal de cada um, que não vale a
pena ficar debatendo. Faço isso para proteger a própria cultura do meu povo.
Steven, eu sei que você é uma mente jovem com boas intenções. Você quer trazer
inovações para a Liga Pokémon, quer criar uma estrutura melhor e subir a
reputação de Hoenn como uma das ligas mais competitivas do mundo. Mas existem
outras atribuições ao cargo de Campeão que você precisa compreender antes. E eu
preciso ter certeza do quanto você está comprometido com isso.
O rapaz ficou a observá-lo em
silêncio. Steven pela primeira vez trocava sua habitual serenidade por um olhar
mais sério e determinado. Drake não se convenceu tanto por aquela mudança no
semblante do Campeão, mas decidiu que ocultar aqueles fatos não seria a melhor
decisão.
— A lenda é real. Impedir os Aquas
e Magmas como você fez em Mauville foi importante, porque assim como Rayquaza,
Groudon e Kyogre também são reais. Isso vai muito além de permitir que
baderneiros destruam as coisas por aí, isso tem a ver com o futuro desse
planeta. Essas criaturas têm poder para pulverizar o mundo inteiro, e por isso
precisamos garantir que ninguém mexa com esse tipo de poder.
O mais jovem nada disse. Encarava
Drake com um olhar sério, como quem compreendia muito bem a criticidade daquele
fato ser verdadeiro. O veterano coçou o queixo, ainda frustrado com a maneira
como aquela informação havia vazado, mas sabia que não era o momento para lidar
com aquilo.
— E como se não bastasse tudo isso,
justo agora a Guardiã da Sabedoria resolveu fazer papel de adolescente rebelde
e fugir. Foi em Mauville que você disse ter visto a Zinnia, não foi?
— Sim, ela estava lá. A própria
Roxanne a reconheceu como sendo uma draconid.
— Entendo. Nesse caso, estou indo
pra lá — Drake se dirigiu até a porta. — Vou ver se encontro alguma pista que
possa me levar até o paradeiro dela. Não existem muitos draconids além dos
arredores de Meteor Falls, então sobrou pra mim ter que colocar ela na linha.
O veterano ajeitou seu sobretudo e
apagou o charuto em um cinzeiro. Caminhou até a porta, mas antes de deixar a
sala se virou para Steven novamente.
— Tudo que conversamos a sós morre
aqui. Pelo menos por enquanto.
— Você tem minha palavra que essas
informações não vão vazar — o rapaz fez uma breve reverência.
Quando se viu sozinho, o Campeão trancou a porta e caminhou de volta à mesa. Ao se sentar em sua cadeira, virou o baú com as mega pedras e ficou a observá-las por um breve momento. Entrelaçando os dedos das mãos, Steven deu um suspiro longo. Mas logo em seguida abriu um sorriso ao pegar uma das misteriosas pedras, esta com marcantes traços em vermelho, azul e preto.
— Talvez seja uma boa ideia eu mostrar isso ao Sr. Wallace.
FIM DO CAPÍTULO 38
Esse final do capitulo foi bem interessante. Ainda vai dar treta com os draconids
ReplyDeleteSe a gente parar pra pensar, treta com eles já tá dando desde que a história começou, porque a madame Zinnia resolveu do dia pra noite que ela era um espírito livre e deu o perdido em todo mundo kkkkkkkk
DeleteMas por que se contentar com apenas uma tretinha se dá pra ir aumentando o tamanho da bola de neve até ela ficar grande o bastante pra engolir todo mundo? :v
Esse capítulo já vemos a história se alavancando.
ReplyDeleteO início é brando, bem levinho, para nos despedirmos do Wally, afinal, quando é que veremos ele novamente, né?
Foi algo bom e até engraçado, dado o histórico do Ruby e da Emily sempre estarem na garganta um do outro e ainda ele vir e dizer que ela é mais vulgar que a Sapphire. Ruby cuidado com as palavras, cuidado.
Daí cortamos para Ever Grande City com Steven e a Elite dos Quatro conversando e, rapaz, essa galera conhece um povo né. É Fantina, é Cynthia, é Prof. Sycamore. Que redes de contatos grande essa, viu.
Mas falando, sério, achei interessante você abordar a essa altura a existência da Mega Evolução, a fez parecer mais misteriosamente, além de introduzir ela de maneira mais natural, afinal não é algo que as pessoas abertamente conheçam. Uma pena que o Steven não pôde falar por muito tempo já que ele e o Drake tiveram que conversar sobre todo o lance envolvendo o meteoro do Rayquaza e por um segundo achei que iria rolar briga ali mesmo na sala de reuniões pq o Drake, pra mim, é poucas ideias, mas até que a conversa foi civilizada. Surpreendente, não?
Quero ver como vai se dar esse desfecho a partir de agora. Você me deixou bastante curioso sobre o que poderá vir a seguir.
O Ruby reclama dos outros, mas ele mesmo não consegue controlar as besteiras que ele fala às vezes kkkkkkk Mas pelo menos isso é mais comum quando ele está com raiva. Se ele não pegasse pilha o tempo todo, seria uma ocasião rara :v
DeleteNão tem jeito, até mesmo no mundo Pokémon quem está no topo acaba criando essa rede de contatos pra se manter a par das coisas. Mesmo ali, a informação é uma ferramenta poderosa.
Acho que esse foi o momento mais apropriado pra inserir as Mega Evoluções, no começo da história não teria muita oportunidade pra abordá-la, então poderia ficar com aquela cara de projeto que foi apresentado e nunca mais foi tocado pra frente, e introduzí-la mais pra frente poderia ser muito tarde pra desenvolvê-la da melhor maneira, sem rushar muito. Agora eu tenho é que dar um jeito de não deixar a batata esfriar kkkkk
O Drake tem aquela cara de mau, mas até pela experiência dele e pelo renome ele acaba sendo o tipo de pessoa que é mais assustadora quando não levanta a voz. Todo mundo ali sabe o tamanho do cara e o poder dele, tanto que quando ele botou a Elite toda pra fora da sala nem mesmo a Glacia deu um pio kkkkkkk E não é qualquer um que peita essa mulher e sai ileso. Mas a culpa foi da Roxanne, a pobre coitada baixou seu espírito nerdola e não se conteve na hora de ficar contando a história das antigas civilizações pro Steven. Ainda bem que foi pro Steven, mas se fosse pra pessoa errada...
Esse foi um capítulo mais de transição mesmo. Daqui em diante teremos alguns assim, então a história deve pegar um climinha mais tranquilo e rápido. Pelo menos até Lavaridge, onde o pau deve quebrar de novo kkkkk
Até a próxima! õ/