Postado por : Shadow Feb 23, 2018

Roxanne


Já passava das dez horas da noite quando a bibliotecária da Academia Pokémon de Rustboro começou a passar a chave nas portas para encerrar o expediente. Antes de ir embora, verificou mais uma vez se estava tudo em ordem, mas se surpreendeu ao ver que ainda havia uma presença estranha no local. Ou não tão estranha quanto parecia. Mais uma vez, estava sentada à mesa uma jovem moça de cabelos castanhos e olhos curiosos, vidrados em sua leitura noturna.

— Roxanne, minha querida... — a bibliotecária suspirou. — Já está tarde. Por que não vai descansar um pouco?

— Perdão, senhora Bianucci! — a menina levantou-se constrangida. — Eu acabei sentando para estudar e perdi a noção do tempo! Não era minha intenção atrapalhá-la. Mil desculpas!

— Não estou irritada — disse a senhora. — Na verdade estou preocupada, pois você tem dormido muito pouco ultimamente. A exaustão pode acabar fazendo mal à sua saúde.

— Entendo. Me desculpe por preocupá-la. Prometo que vou me cuidar mais — Roxanne então pegou o livro que estava lendo. — Se não se importa, vou levá-lo para casa hoje. Estou quase terminando, e por isso não quero perder a linha de raciocínio.

A bibliotecária a fitou com desconfiança. Roxanne era uma devoradora de livros como nunca se viu igual. Por isso bastava uma capa bem feita com um título chamativo para que ela esquecesse da vida para enterrar a cara naquelas páginas. Rustboro era uma cidade grande, a maior metrópole de toda Hoenn, e apesar de suas vantagens também tinha seus perigos.

O crescimento demográfico desenfreado da cidade aumentou consideravelmente os índices de violência. Naquela época, próxima às festas de fim de ano, os assaltos se tornavam ainda mais frequentes, e de fato o jeito distraído de Roxanne preocupava Bianucci.

— Gostaria de uma carona até a sua casa? Estou de carro hoje.

— Não é muita contramão para a senhora? — indagou Roxanne, um pouco sem jeito.

— De forma alguma! Sua casa fica a dois quarteirões de distância da minha. Posso levá-la sem problemas.

Roxanne então aceitou a oferta de Bianucci, e assim pôde chegar a casa em segurança. Era um apartamento simples, porém funcional. Já fazia quase um ano desde que a garota deixou para trás a sua vida antiga com a família em Oldale, e se mudou para um grande centro a fim de alçar vôos mais altos.

Tinha obsessão pelo conhecimento, e queria acumulá-lo o quanto fosse possível. Queria ser professora. De qualquer coisa. Não se importava com qual área gostava mais. Apenas queria ensinar aos outros e ser admirada por isso, da mesma forma que sempre admirou seus professores. Ela sempre foi estudiosa, a fome por livros corria em suas veias desde jovem. E quando chegou a Rustboro, se viu diante de uma oportunidade. 

Ela mantinha-se parada em frente à janela de seu apartamento. As cortinas abertas permitiam que ela visse o movimento naquele início de madrugada. Apesar de todas as noites dormindo tão pouco, Roxanne não se sentia cansada. Longe disso, só pensava consigo mesma se terminaria o livro ou se prepararia um chá para aproveitar o final. E o clima mais frio do final do ano a fez optar pelo chá. Foi até a cozinha, e de um dos armários retirou todos os itens necessários para preparar sua bebida. 

Não tinha muito jeito para cozinha, mas Roxanne não deixava que isso afetasse seu humor. Pelo contrário, achava cômico o quanto ela tinha dificuldades para preparar um simples chá. E enquanto esperava a água ferver ela se recordava de algumas coisas de seu passado, muito diferente daquela vida nova na capital de Hoenn. 

Ao terminar de limpar a bagunça que fez na pia da cozinha, a jovem mulher pegou o chá preparado, o colocou dentro de um bule e o levou até a mesa da sala, onde estavam os livros que ela teimava em terminar de ler antes de ir para a cama. Matemática, física, história, o que viesse pela frente era um bom assunto para ela. Mas foi com o passar do tempo que ela se deparou com seu tema preferido: arqueologia. Um sorriso involuntário se fez em seu rosto, ao mesmo tempo em que era tomada por uma curiosidade sobre-humana. Terminou de ler o livro em cerca de duas horas. E não estava nem um pouco com sono. Enquanto a madrugada tratava de aquietar a metrópole de seus ruídos incômodos, Roxanne analisou a capa do próximo livro por onde iria se aventurar. E para a sua surpresa ali estava um assunto que nunca teve interesse. 

O livro tinha uma capa antiquada em tom vinho, com seu título gravado em letras douradas. Seu nome era "Introdução à Criação Pokémon", de autoria de um homem chamado Samuel Oak. Um nome que lhe parecia familiar. Provavelmente alguém que já tinha aparecido na televisão ou algo do tipo. Quando abriu o livro, um pedaço de papel caiu de dentro dele. Roxanne o desdobrou cuidadosamente, revelando o que parecia ser um bilhete assinado por Bianucci. 

"Você sempre diz que nunca se cansa de conhecer assuntos novos, então desta vez eu tratei de esconder um livro entre os seus pedidos. Este é um assunto que nunca vi você procurando na biblioteca, então espero que seja uma leitura especial. E um lembrete de que devemos estar sempre buscando por novidades. Não precisa entregá-lo de volta, pois ele não pertence à biblioteca. Eu o comprei para te dar de presente. Boa leitura." 

Roxanne ficou um pouco sem graça, porque realmente não tinha interesse em criação Pokémon ou qualquer outra área similar à dos treinadores. Mas aquele era um presente recebido de alguém que apreciava muito, e achou que seria ingratidão de sua parte simplesmente jogá-lo em um canto e deixar que o tempo se encarregasse de fazê-la esquecer.

— Bem, como a senhorita Bianucci disse, não vai me fazer mal ler um pouco sobre algo novo — disse a moça, após beber um gole de seu chá. 

Seus olhos passeavam devagar entre as linhas de cada página, sem muita pressa. Aos poucos, a mente deixava de embaralhar as informações, e passava a focar melhor no conteúdo daquele livro. No fim das contas não era tão desinteressante quanto Roxanne acreditava. Pelo contrário, ali havia muitas informações que despertavam cada vez mais curiosidade nela. Inclusive algumas delas se interligavam com conceitos e fatos que ela tinha acabado de ler no livro sobre arqueologia. 

— Então eles realmente existiram... — conversava consigo mesma na solidão daquela sala. — Eu acreditava que esses Pokémons eram apenas mitos. 

Quando se deu conta, já amanhecia. Roxanne se assustou com a claridade invadindo o seu apartamento, justo quando havia terminado o livro. Não viu o tempo passar, de tanto que estava entretida com a leitura. Por sorte era sábado, então podia simplesmente descansar durante o dia. Apenas tratou de arrumar as coisas e pegar os livros para que pudessem ser devolvidos à biblioteca o quanto antes. 

Assim que chegou à biblioteca da cidade já foi direto ao encontro de Bianucci para devolver os livros. Porém, como já era esperado, antes de ir embora começou a andar entre as estantes e então ia coletando cada vez mais livros. Foi de encontro ao balcão da biblioteca, e Bianucci fora completamente tapada da visão da garota por uma enorme pilha que ela acabaria lendo no fim de semana. 

A senhora apenas sorriu. Já não se espantava mais com Roxanne, pois ela já se acostumara com os gostos e comportamentos da menina. Porém se assustou ao perceber que praticamente todos os livros tratavam do mesmo assunto: criação Pokémon. 

— Acho que fiz a escolha certa ao presenteá-la com aquele livro — disse. 

— Para ser bem sincera eu nunca tive interesse nessa área — Roxanne explicava. — Mas ao ler aquele livro que você me deu eu percebi que os Pokémons possuem vários mistérios, e muitas coisas que eu acreditava que eram apenas histórias são reais. Por isso estou querendo me aprofundar no assunto. Não só isso, mas acho que já tenho em mente que eu deva me tornar uma treinadora, embora eu ainda não tenha uma licença para isso... 

Bianucci parou de carimbar os livros por um momento. Puxou uma das gavetas do balcão e de lá retirou um panfleto simples, que entregou para Roxanne. 

— O que é isso? — perguntou a jovem.

— Vá até este lugar. É a Academia Pokémon de Rustboro, uma escola especial para aspirantes a treinadores. Eles devem estar em recesso por conta do fim de ano, mas acho que você já pode se inscrever em uma das novas turmas que vão começar em breve. Eles vão colocá-la em uma classe de alunos com sua faixa de idade. E se eu te conheço, você já estará com um nível de conhecimento tão avançado quando o curso começar que vai concluí-lo num piscar de olhos. Ao se formar eles vão conferir a você sua licença de treinadora. 

Roxanne abriu um largo sorriso naquele momento. Não era uma cena muito comum, visto que ela sempre levava uma expressão de serenidade no rosto. Assim que concluiu a troca dos livros ela foi embora para casa. Naquela tarde ela descansaria da noite que passara em claro, mas assim que acordasse estaria lendo novamente. Dessa vez sobre sua mais nova área de interesse. 

Os meses aos poucos foram passando. As pessoas da Academia ficavam cada vez mais intrigadas com a aluna super-dotada que lá estava. Não tirava sequer um nove. Apenas gabaritava todas as provas, de forma impecável. Era a jovem extremamente inteligente, porém com a aparência desleixada e feição de uma noite mal dormida, típica de uma nerd da velha guarda, já que não conseguia arrumar tempo para se cuidar por conta de estar sempre presa aos livros. Por vezes era até chamada de "demônio" pelos outros estudantes, mas parecia não se importar muito com isso. 

Como previsto por Bianucci, Roxanne não demorou a pular turmas e se formou com distinção. Foi então que surgiu sua primeira grande oportunidade de se firmar em sua nova cidade: a Academia a havia convidado para se tornar uma instrutora. 

No exato momento em que recebera o convite, Roxanne se lembrou de seu antigo objetivo ao chegar a Rustboro. Agora encontrava-se em uma encruzilhada. Qual caminho escolheria? O velho sonho de transmitir conhecimento aos mais jovens, ou as batalhas repletas da adrenalina que sonhava encontrar quando se redescobriu? Por mais que o cargo ligasse as duas coisas, não poderia fazê-las da maneira que gostaria. Afinal, não poderia sair de Rustboro e deixar os seus alunos sem aula. 

Precisava de tempo para pensar. Roxanne poderia se considerar uma pessoa feliz e quase realizada, pois as suas oportunidades mais visadas estavam totalmente em aberto à sua frente. Porém, a árdua tarefa de ter que escolher apenas uma, ignorando completamente a outra, era algo que a deixava em angústia. 

Colocou seu casaco e saiu de novo. Talvez uma caminhada a ajudasse a refrescar a mente, lhe dando mais tranquilidade para enfim poder fazer a sua escolha. Não era uma escolha trivial, como escolher a disciplina que irá lecionar ou o Pokémon inicial que levará para suas viagens. Era seu futuro que estava ali, e com ele sua felicidade e realização pessoal. Passava pelos cafés de esquina, e olhava as vitrines das lojas. Todas as pessoas trabalhavam, e pareciam convictas de que seus lugares eram aqueles. Obviamente haveria alguns insatisfeitos com a vida profissional, nada fora do normal. Mas Roxanne não queria fazer parte daquele grupo. Foi então que resolveu ir ao lugar que sempre lhe concedeu as respostas para os seus mais complicados enigmas. 

Dessa vez não foi até as estantes onde estavam o reduto de conhecimento que a acompanhou durante sua estadia na cidade. Andou até a recepção, onde Bianucci a observava com curiosidade.

— Acho que estou presa a um dilema. 

Roxanne explicou tudo com calma. Bianucci certas vezes soltava um leve riso ao ver que suas previsões tinham se concretizado, e manteve a calma a todo momento, tentando contagiar a garota aflita com sua serenidade característica de uma pessoa com longa vivência. 

— O dinheiro de reserva que eu juntei enquanto estava em Oldale está se esgotando. Acho que vou ter que aceitar esse emprego de uma forma ou outra — dizia, carregando consigo um semblante de preocupação. — Não conseguiria me sentir bem comigo mesma se fizesse meus pais me sustentarem em uma cidade como esta, onde o custo de vida é muito mais alto. 

Bianucci bebeu um gole do café que estava em uma pequena mesa de canto atrás do balcão. A senhora ajeitou seus óculos de maneira delicada, indicando que parecia estar bem localizada quanto a uma solução para o problema de sua amiga. Mas não era bem o caso. 

— Se está esperando que eu tenha a resposta para este problema, sinto em dizer que não é verdade. Mas eu posso te dar um conselho que vai te ajudar a encontrar essa resposta com mais facilidade. 

— E qual seria? 

— Ouça seu coração, minha querida. E tenha em mente que você ainda é jovem. Oportunidades não vão faltar, e você ainda tem tempo de tomar um caminho diferente caso não se sinta bem com o primeiro. É normal que tenhamos dúvidas quando temos boas opções pelo caminho, mas o mais sensato a se fazer é ir na direção que parece ser a mais estável no momento, e nunca deixar de se atentar ao outro caminho, caso surja de lá uma oportunidade melhor. 

— Acha que eu devo aceitar o convite para ser instrutora na Academia? 

— Eu já fui uma jovem cheia de dúvidas como você, e vou responder a sua pergunta com outra pergunta: como pode ter tanta certeza de que será infeliz se você nem ao menos começou a trabalhar nessa área para saber se é verdade? Uma vez lá dentro você terá a real noção de como as coisas funcionam, e se no fim das contas aquilo não for o que te satisfaz, basta apenas seguir pelo outro caminho. 

• • • 

Três meses se passaram desde que Roxanne aceitou o convite para assumir o cargo de instrutora da Academia Pokémon. Seu desempenho era notável o suficiente para que fosse considerada uma das melhores professoras a passar por lá, senão a melhor. A impressão que se tinha por parte dos alunos era a de que não havia nada que ela não pudesse explicar.

O sinal podia ser ouvido ao longo de toda a instituição, declarando o fim das aulas daquele dia. Roxanne foi a última a deixar a sala, como sempre, e se dirigiu até a diretoria para deixar os relatórios da semana. Aproveitando que naquele dia estava saindo mais cedo, resolveu passar na biblioteca. O trabalho agora tomava seu tempo, e portanto não conseguia aproveitar a vida há algumas semanas. 

No caminho para o local, Roxanne passou pelo ginásio da cidade, que estava fechado há alguns dias. A temporada da Liga Pokémon havia acabado, e aparentemente o líder de Rustboro havia se aposentado. A mulher então notou um aviso na entrada do local, e parou para ler a mesma. Surpreendeu-se ao ver que era uma nota oficial emitida pelo Comitê da Liga Pokémon, informando que em breve abririam testes para que ocupassem a vaga. 

Era a oportunidade que estava esperando de demonstrar que dominava o assunto, tanto na teoria como na prática. Seu título de melhor aluna e melhor professora da Academia agora poderiam finalmente serem postos à prova. Abriu mão de seu tempo extra de folga e correu para a rota ao sul da cidade. Dessa vez não iria se preparar através dos livros, mas sim com treinamento pesado com seu time. 

Os dias foram passando até a data marcada. E lá estava Roxanne, pronta para prestar sua audiência e mostrar que era mais do que qualificada para aquele cargo. Entre os auditores estava Wallace, detentor do título de Campeão de Hoenn. Queria impressioná-lo, e conseguiu. Suas habilidades e o conhecimento que possuía sobre o tipo pedra mostraram a todos que a vaga já tinha uma forte candidata a ocupá-la. E ao final do dia ninguém havia conseguido realizar um teste mais convincente do que a garota. Ela estava aprovada. 

O tempo ia passando, e Roxanne aos poucos construía a péssima fama de trucidar os seus desafiantes, coisa que ia muito além da superioridade de seus Pokémons, mas que também era fruto de seu intelecto avançado, que lhe dava uma capacidade de criação de estratégias e improviso que dificilmente eram rompidas, a não ser que o desafiante em questão fosse realmente talentoso. Sua alcunha de "Dama de Pedra" não era mero capricho popular. 

E certo dia ela podia ser vista caminhando por um parque na cidade acompanhada de Bianucci, sua velha amiga desde os tempos em que frequentava a biblioteca como se fosse sua segunda casa. 

— Ouvi dizer que você terá um desafio amanhã — comentou a idosa. 

— Sim, é verdade. A temporada mal começou e já estou trabalhando bastante no ginásio. Ainda bem que me preparei durante o recesso da Liga. 

— Então presumo que será mais um treinador que irá para casa frustrado? 

— Dessa vez eu não tenho certeza — confessou a menina. 

Bianucci parou por um momento, refletindo sobre a resposta que acabara de ser dada por Roxanne. A mais jovem então parou e ficou a observar sua acompanhante naquela caminhada de fim de tarde. 

— Quando você tem dúvidas como esta é porque a batalha vai ser das boas — disse Bianucci, rindo de leve. — Este desafiante em particular deve ser bem talentoso. 

— Pode ter certeza que sim.

Passado um tempo, Roxanne chegou ao seu apartamento. Dada a escuridão da noite, ela acendeu as luzes da sala para poder enxergar melhor. Porém, logo desistiu da ideia e as apagou novamente, caminhando em seguida para o canto da sala e acendendo apenas um pequeno abajur. Achava que a iluminação baixa a fazia relaxar. Jogou-se no sofá e pegou o controle remoto de um aparelho de som. Ao ligá-lo, escutava-se apenas um jazz instrumental com o volume baixo no apartamento, em harmonia com o barulho do trânsito da metrópole ao fundo. Aquele era o momento de descansar. 

E na manhã seguinte lá estava ela, lendo mais um de seus livros enquanto bebia um chá, na mesma mesa onde leu o livro dado por Bianucci e começou a ter os devaneios de se tornar uma treinadora. Era seu momento de relaxar antes do grande desafio que viria pela frente, onde iria testar as habilidades de um desafiante promissor, como há muito tempo não via. 

— Estou ansiosa para você me mostrar o que sabe, Sapphire — e então voltou a beber o chá.

Art by: CanasOminous

FIM DO CAPÍTULO


 

{ 8 comments... read them below or Comment }

  1. Yo, Sigert!

    Finalmente temos esse especial tão aguardado. Eu mal via a hora de lê-lo e confesso que não me arrependi. Ver que a Roxanne sempre foi uma treinadora determinada e durona, sem aquele clichê de ter sido fragilzinha e blá blá blá me fez enxergar ela de outra maneira. Saiba que você conseguiu fazer essa cronologia dela sem ficar confuso, e sem deixar de linkar nos tempos modernos, isso é complicado de se fazer e fiquei contente de que o enredo fluiu de forma convincente e natural, um trabalho excelente!

    Ansioso pra ler o capítulo da batalha do Ginásio, por isso, vou correndo pra lá pra poder dar uma lida!

    See ya!

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    1. Fala, meu rei!

      Eu esperei muito tempo para postar esse especial. Ele estava pronto desde o ano passado, então controlar a ansiedade foi difícil. Nem acreditei quando finalmente chegou a hora, mas agora ele está aqui! Fico feliz que tenha gostado.

      Esse clichê que você citou eu não segui, mas sinceramente foi porque nunca passou pela minha cabeça a Roxanne ter uma personalidade frágil ou introvertida. Para mim ela sempre teve essa pegada determinada e segura de si. Não é algo que se desenvolveu com o tempo. É algo que faz parte dela, saca?

      Eu tentei retratar Rustboro da maneira que eu vejo, como uma metrópole moderna. Mas ela não deixa de ter suas características únicas por causa disso.

      Foi um especial que deu um pouco de trabalho para fazer, mas fico feliz que o resultado tenha agradado. Se não fosse o retorno de vocês eu nem sei como a história estaria agora.

      Valeu, mano!

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  2. Cara, foi muito bom ver como esse início dela nesse mundo ocorreu, é algo que aproxima mais uma personagem ao leitor não só como ser fictício, mas até como pessoa mesmo, fazendo com que seja bem gratificante ver ela sair do desinteresse em relação ao assunto, até o ponto atual.

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    1. A ideia mesmo era dar uma importância maior aos líderes de ginásio para que eles não fossem apenas obstáculos para os desafiantes, mas sim personagens importantes que trazem lições que vão se complementando para fazer de qualquer pessoa um treinador completo. A Roxanne foi a primeira, e espero que em breve a gente já possa ver o do Brawly.

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  3. ! A D O R O !

    este tipo de especiais são otimos para conhecermos melhor os personagens que à partida não têm tanto destaque na história principal mas, honestamente, a roxxane tem uma história linda e super merecida de atenção! é uma mulher dedicada e empenhada nos seus sonhos e é a prova viva de que eles se podem tornar realmente verdadeiros!

    belo trabalho shadow, muitos parabéns! :)

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    1. A Roxanne é um grande exemplo de foco e compromisso. E conseguir conciliar duas atividades exaustivas como lecionar e cuidar de um ginásio, que ao mesmo tempo é um museu, não é pra qualquer um! Ela faz por merecer estar onde está agora, e não seria surpresa vê-la ficando ainda mais forte, porque a impressão que fica é que ela ainda não atingiu seu nível mais forte. Mas isso só o futuro vai nos dizer.

      Até a próxima! õ/

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  4. E pensar que li esse especial pela primeira vez em meados de 2016, que é quando concluí esse desenho! Fico muito feliz de ter tido uma pontinha nesse capítulo cara, Roxanne é a minha líder favorita de Hoenn e consegue superar até Flannery ou Winnona, qualquer história que aprofunde em sua vida pessoal longe do ginásio é sempre bem vinda, afinal, foi com essa finalidade que surgiu o A Gym Leader's Life, né! kkk Fiquei tentando imaginá-la como a nerd rata de biblioteca, é muito legal saber que a Srta. Bianucci foi como uma mentora para ela, todos precisamos de uma luz.

    Quando se é jovem, perguntas relacionadas a carreira sempre nos assombram, foi muito sábio por parte dela passar algumas palavras de tranquilidade para a Roxanne quando ela estava tão perdida. "E se não for o trabalho certo e tudo acabar dando errado?" Bom, o jeito é tentar de novo kkkk "Basta seguir outro caminho ;)" O capítulo teve um nível muito bom de escrita cara, você caprichou em cada detalhe e é possível notar todo esse amadurecimento dela como treinadora e seu como autor.

    Se você conseguir manter o cronograma e trazer um especial para cada um dos líderes em tempos próximo da batalha, vai ser excelente. Confio em você para fazer o que eu não pude, porque falhei no segundo ginásio haha Agora honre o legado desse especial. Grande abraço!

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    1. Hahaha, acho que sua paixão pela Roxanne foi um dos fatores que me deu a ideia de trazer esse especial pra Hoenn. Esse trabalho que você tinha feito com alguns líderes em AES de mostrar um pouco mais deles foi uma coisa que eu achei muito foda, e Hoenn tem muitos líderes bons para se trabalhar. Não seria justo deixá-los apenas como obstáculos fixos em um único ponto da história. Eles merecem brilhar mais um pouco, e eu espero que esse capítulo tenha sido um reforço para que a Roxanne possa crescer sua importância (porque sim, teremos mais dela futuramente). Ela é rata de biblioteca sim, e até hoje! Esse conhecimento todo tem que vir de algum lugar, afinal kkkkk

      Essa questão de começar do zero é algo que eu mesmo aprendi. Às vezes ficamos com medo daquela sensação de "o tempo está passando", mas não vejo como ter sucesso em algo que te faz infeliz. Claro que apenas fazer algo que gostamos pode não ser o suficiente, mas pelo menos deixa as coisas bem mais fáceis na hora de passar pelos obstáculos, não é?

      No segundo ginásio não vou falhar! Dewford é um ponto importante demais da história para deixar o Brawly sem ter seu momento próprio nesse arco! Ainda não comecei, mas pretendo bolar alguma coisa legal pra ele também! E se as coisas não saírem naturalmente, sei que posso sempre contar com você pra varar a madrugada falando sobre projetos para poder dar aquelas ideias inesperadas (por vezes óbvias, mas que mesmo assim não conseguiríamos pensar sozinhos kkkk).

      Valeu pela presença, meu parceiro! Sua contribuição com esse capítulo vai muito além da fanart, e você sabe disso.

      Até a próxima! õ/

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