Capítulo 6
O Bosque Petalburg

Miriam passava com dificuldade entre os arbustos da mata fechada do Bosque de
Petalburg. O contato com as plantas empoeirava as suas roupas, além dos arranhões causados por galhos e espinhos. Já esteve em situação parecida quando tinha
que caminhar pela Floresta de Viridian, mas ainda assim não deixava de ser
irritante. Aos poucos já perdia a paciência.
O
bosque dividia em duas a rota 104, responsável por ligar diretamente a cidade
de Petalburg, que dava nome à mata, à Rustboro, capital e maior metrópole da
região de Hoenn. Era nada menos que uma muralha de árvores que ficavam tão
próximas umas das outras que a luz do sol mal tocava o chão dentro do
território. Uma floresta densa, e com caminhos confusos que fariam qualquer
treinador inexperiente se perder.
A
menina caminhava a passos largos. Queria sair dali o mais rápido possível.
Apesar de já não ser mais uma iniciante, não queria se dar o luxo de vagar por
muito tempo naquele lugar, correndo o risco de se perder em uma área
desconhecida, e que poderia abrigar alguns perigos como plantas venenosas e
Pokémons selvagens de comportamento mais hostil.
— Que
droga! Desse jeito não vou chegar ao outro lado nunca! — resmungava enquanto
revirava um mapa da região. — E essa porcaria não me mostra nenhuma trilha ou
saída próxima! Eu vim enfrentar a Batalha da Fronteira e vou morrer antes de
chegar à primeira arena! Daqui a 3 meses as autoridades vão encontrar um corpo
em decomposição, e a autópsia vai mostrar que pertencia a uma garota burra e sem senso de direção!
Visivelmente
estressada, ela volta sua visão para cima, tentando olhar por entre as copas
das árvores.
— OH,
MÃE NATUREZA, ESPÍRITOS DA FLORESTA, CELEBI, QUEM QUER QUE SEJA! ME MATEM LOGO
PRA ME LIVRAR DESSE PURGATÓRIO VERDE!
Continuava
andando, parecia completamente sem rumo e sem saber o que fazer. O tempo
parecia passar cada vez mais devagar, como se ela ficasse presa naquele
momento, sem nenhuma perspectiva de mudar a situação. Foi então que escutou os
arbustos se mexendo atrás de si, e então se virou para verificar o que estava a
espreita. Viu então que era um pequeno Zigzagoon que corria assustado.
Miriam pensou por alguns instantes, até que resolveu averiguar o que estava acontecendo
na direção oposta.
— Se
eu continuar aqui, não vou conseguir encontrar a saída do bosque. Pode ser que
lá eu consiga alguma pista de como encontrar a saída...
Assim
que tirou as folhagens de frente de sua visão percebeu que um confronto estava
ocorrendo logo em sua frente. Uma menina comandava um pequeno Torchic contra um
Shroomish. Ela tinha dificuldade para se alinhar ao seu parceiro, mas tentava
de todas as formas possíveis colocar suas estratégias em prática. A resistência
partia justamente da pequena criatura de fogo, que parecia não querer batalhar
ou seguir as ordens, e isso tornava difícil uma batalha onde ele tinha a vantagem sobre o tipo de seu adversário.
Miriam então se posicionou atrás de uma árvore para não atrapalhar a treinadora e
ficou observando com atenção o desfecho daquele confronto. Ela finalmente tinha
a oportunidade de descobrir como era o estilo de batalha utilizado em Hoenn.
• • •
Um
rapaz observava a cidade de Rustboro pela janela de uma das salas da
Corporação Devon. Apesar de ser jovem, ele já era considerado uma figura importante
na multinacional. Ainda que ser o filho do presidente e fundador tenha facilitado sua escalada, seu repertório de habilidades e projetos era suficiente para que sua capacidade não fosse questionada. Seus cabelos eram de cor azulada, coincidindo com a dos seus
olhos estáticos, que pareciam admirar a gigante paisagem de concreto, mas que
hora ou outra se perdiam em pensamentos dos mais variados tipos.
Acima
da mesa uma carta escrita a mão, com letras quase desenhadas e um papel
elegante. Parecia um convite de casamento, mas na verdade era apenas uma carta
comum enviada por alguém próximo. Toda vez que o jovem observava a carta um
sorriso sereno se abria em seu rosto, mas por um momento seus devaneios foram
interrompidos por uma batida na porta do escritório.
—
Senhor Stone, ela chegou — disse a recepcionista do andar, após abrir a porta
e colocar apenas sua cabeça para dentro da sala. — Posso mandá-la entrar?
— Sim Alice,
por favor.
Pela
porta passou uma mulher de aparentemente trinta anos de idade, vestida de
maneira elegante e com um olhar sereno. Sua expressão era séria, mas não de uma
maneira intimidadora. Pelo contrário, era o tipo de pessoa que, apesar da pouca
idade, passava uma sensação de sabedoria imensa.
— Cada
vez mais me impressiono com sua pontualidade, Roxanne. Nem um minuto a mais,
nem um minuto a menos.
—
Acredito que pontualidade não deveria ser vista como uma virtude, Steven, mas sim como
uma prática comum. Bem, antes de começarmos eu gostaria de parabenizá-lo pela
conquista da Liga Pokémon. Vejo que se esforçou muito, e não é mais aquele
garoto imaturo que eu enfrentei há exatamente um ano.
—
Obrigado. Muito dessa conquista eu devo ao que aprendi com você e os outros
líderes.
— E
então? Quando você vai enfrentar a Elite?
— Não
faço ideia. Ainda estou aguardando o convite deles. Mas tudo indica que será em
breve, visto que os ginásios já estão abrindo para receber os desafiantes da
nova temporada.
— Nem
me fale — Roxanne soltou um suspiro. — Fico imaginando que tipo de talentos eu
poderei presenciar este ano.
—
Tenho certeza que você vai encontrar algum desafiante promissor cedo ou tarde.
Então, por que não se senta?
Assim que
a moça se sentou em uma das cadeiras, Steven prontamente serviu um pouco do
café que havia na sala. O rapaz era realmente bem receptivo, e apesar do
sucesso prematuro não deixava de ter uma personalidade modesta. Roxanne
compreendia muito bem aquilo, já que vinha de uma família sem muitos
luxos e conseguiu conquistar seu espaço com o próprio esforço.
— Por
que me chamou aqui?
Steven
então se sentou recostado em sua cadeira e com os braços cruzados. Sua
expressão agora era de alguém intrigado, o que despertou a curiosidade de
Roxanne. Não era qualquer coisa que conseguia deixar o jovem executivo tão
pensativo.
— Você
certamente está ciente do tremor que foi sentido nos arredores do Monte
Chimney, estou certo?
— Sim,
e devo dizer que foi muito estranho. O Departamento de Geologia da cidade não
detectou nenhuma movimentação nas placas tectônicas que abrisse precedentes
para um terremoto ou mesmo para uma erupção vulcânica.
— Está
pensando o mesmo que eu?
Roxanne
bebeu um gole do café e calmamente colocou a xícara sobre a pequena mesa de
canto que estava próxima.
—
Alguém está metendo o nariz onde não deve.
—
Exatamente. Por isso estou formando uma força-tarefa de especialistas para
fazer uma rápida investigação no Monte Chimney. Desde geólogos a sismólogos, eu
estou reunindo pessoas de conhecimentos notáveis, e por isso estou convidando
você a liderar essa expedição.
A
mulher se assustou com o convite inesperado, ainda mais pelo fato de que o
próprio Steven poderia exercer aquela tarefa facilmente. Os dois praticamente
se igualavam em intelecto, e por isso na visão de Roxanne ela não seria
necessária. Prevendo os questionamentos de sua convidada, o rapaz se
prontificou a explicar a situação.
— Como
eu disse antes, estou na iminência de receber a chamada da Elite para o desafio
final, e ao mesmo tempo estou atolado de serviços por conta de um projeto em
desenvolvimento aqui na empresa, o qual estou chefiando. Acredito que você tem
um faro muito melhor para coletar informações, e consegue identificar detalhes
que eu não seria capaz.
Roxanne
queria aceitar o convite, mas assim como Steven ela possuía suas
responsabilidades. Ela tentava visualizar seu calendário para encontrar alguma
brecha, mas aparentemente os próximos dias seriam bem cheios.
— Não
posso largar a Academia. No momento lido com mais de uma turma, e isso sem
contar que amanhã estou reabrindo o ginásio e já tenho um desafiante com hora
marcada. Vai ser complicado.
—
Realmente acabei não pensando no seu lado. Peço desculpas.
— Acho
que ainda devo levar um mês até conseguir abrir espaço na minha rotina.
— Para
mim é mais que o suficiente. A equipe está em fase de organização. No momento
estou escolhendo os membros ainda, e só depois pretendo traçar os planos de
pesquisa para que possamos continuar com os estudos. Não se sinta pressionada,
este é apenas um convite. A decisão é sua.
Era
difícil dizer não para alguém com uma aura tão serena. Roxanne observava o seu
café fazendo pequenas ondas com o movimento da xícara, e aos poucos se deixava
ser convencida por Steven. De certa forma já era uma vontade dela, visto que
sua fixação por estudos era implacável. Mas sabia de suas responsabilidades, e
por isso quando ouviu de seu conhecido que nada daquilo iria impactar seu dever
como professora ou líder de ginásio ela se sentiu muito mais confiante para
aceitar a oferta.
— Tudo
bem, nesse caso eu aceito o convite. Nessas próximas semanas será um pouco
complicado para eu dar atenção às informações que você vai me mandar, mas farei
o possível para conciliar tudo.
— Fico
muito feliz em ouvir isso, Roxanne — Steven se levantou de sua cadeira e
prontamente cumprimentou a líder com um aperto de mão. — Sua ajuda realmente
será preciosa nesses estudos.
A
líder então se despediu, e Steven se sentou de novo. Satisfeito, colocou para
si próprio mais uma xícara de café, e
com calma começou a olhar a papelada da empresa. Ao abrir a gaveta para pegar
uma caneta, notou que havia correspondência dentro dela. Revirando as cartas pouco
a pouco, se interessou logo por uma escrita em um papel preto e com letras
brancas. O selo estampado na mesma com o símbolo da Liga Pokémon não era nada discreto, tendo sido o suficiente para que o rapaz entendesse sobre o que a carta se tratava, antes mesmo de verificar seu
conteúdo.
—
Então já está na hora...
• • •
A
Pokéball que antes oscilava de um lado para o outro finalmente havia cessado,
sinal de que a tentativa foi bem sucedida. Sapphire caminhou até o dispositivo
e o pegou do chão, mostrando um sorriso de satisfação com a sua primeira
captura. Ruby observava curioso a cena, imaginando que tipo de reação poderia
esperar daquele Shroomish quando saísse pela primeira vez. Tinha suas dúvidas
se mostraria obediência, ainda mais depois da batalha que havia acabado de
acontecer.
— Não
acha que esse bicho pode acabar nos atacando quando sair da Pokéball?
— Uma
hora vai ter que acontecer, e quanto mais cedo melhor — respondeu a menina. —
Mas o importante mesmo é que já tenho mais um membro para a minha equipe, e
como ouvi dizer que o ginásio de Rustboro se especializa no tipo pedra, um tipo
planta será muito bem vindo.
— Sim,
mas não pense que apenas a vantagem de tipos vai garantir a sua vitória contra
um líder de ginásio — disse uma garota que repentinamente apareceu de trás das
árvores. — Eles quase sempre possuem mecanismos para lidar com essas
desvantagens, então se você não se cuidar vai acabar sendo derrotada do mesmo
jeito.
Sapphire
e Ruby trocaram olhares rapidamente, sem compreender o motivo pelo qual uma
desconhecida chegou puxando conversa com eles no meio do bosque. Então, sem querer
parecerem rudes, eles resolveram dar ideia à ela.
— Você
é uma treinadora também? — Sapphire perguntou.
— Sim,
mas não tenho intenção de competir na Liga. Estou aqui por causa da Batalha da
Fronteira. Meu nome é Miriam, e vim de Vermilion, região de Kanto.
Sapphire
disfarçadamente olhou para Ruby, e cochichou no ouvido do amigo.
— Aí,
é gringa igual a você... — disse, com um sorriso debochado.
— Cala
a boca — Ruby resmungou de volta.
Mal
terminaram de se falar e Miriam já tomou as rédeas da conversa novamente.
—
Gostei de vocês! Vou acompanhar os dois.
—
Assim, do nada? — questionou Ruby, meio desconfiado.
— Não.
Na verdade estou perdida há horas aqui no bosque, e preciso de alguém que me
tire daqui — Miriam estava ajoelhada segurando as mãos de Ruby em pose de quem
implorava por ajuda. — Você é o meu salvador? Mostre-me o caminho, mestre!
Ruby
então chegou perto de Sapphire e cochichou no ouvido dela.
— É
doida de pedra, igual a você...
—
Agora é a minha vez de te mandar calar a boca?
Os
três então passaram a andar juntos, o que trazia alívio a Miriam, que
finalmente encontraria a saída daquele bosque confuso. Ela misturava os mais
variados assuntos, simplesmente não parava de falar. Sapphire e Ruby não
conseguiam dizer nada com ela atropelando as próprias palavras, mas por
incrível que pareça não se sentiam irritados com aquilo.
— Ela
é bem comunicativa, não é mesmo? — indagou Sapphire, tendo logo em seguida uma
resposta do garoto.
— As
pessoas em Kanto costumam ser bem animadas. Deve ser coisa das cidades grandes.
Em Johto as pessoas são mais calmas, já que é uma região praticamente toda
rural.
Aos
poucos a barreira de árvores começava a se abrir, e os antes raros raios de sol
já começavam a aparecer com mais frequência, iluminando o caminho e ao mesmo
tempo indicando a saída do bosque. Sapphire comemorava sua primeira captura como
uma criança que acabou de ganhar um presente de Natal, enquanto Miriam só
agradecia por poder ver a luz do dia novamente. Ruby apenas ria com as reações
das duas garotas, tentando entender como uma podia ter tanta energia e por que
a outra fazia tanto drama.
Finalmente
chegaram ao outro lado da Rota 104, e da saída do bosque já era possível ver
alguns arranha-céus se erguendo no horizonte. Era um sinal de que o destino dos
três estava próximo. Se apertassem mais um pouco os passos, poderiam chegar a
Rustboro antes do anoitecer. Porém Sapphire não tinha pressa nenhuma em chegar
logo. Ela então propôs que o trio acampasse junto na estrada naquela noite e Miriam aceitou a sugestão, para completo desespero de Ruby.
Aproveitaram
o que restava de luz do dia para procurar por árvores frutíferas, de onde
tiraram algumas berries para não passarem fome durante a noite. Ao escurecer, a
rota era tomada por uma brisa fresca, típica das noites de verão tão comuns em
Hoenn. O luar iluminava a superfície do grande lago ali presente, e na ponte
que ligava a estrada de terra ao outro lado era possível ver pessoas sentadas
vislumbrando a vista, desde outros viajantes até casais de namorados, outra prova
de que a cidade já não estava mais tão distante.
Resolveram
acender uma fogueira. Não por causa de frio, já que era uma noite agradável,
mas sim para sentarem-se ao redor dela e conversarem até que o sono chegasse.
Miriam contava suas experiências como treinadora quando ainda estava em Kanto,
mostrando que ela já era um pouco mais experiente do que aparentava, e os três
compartilhavam seus sonhos para o futuro. A morena então se levantou, chamando
a atenção de Ruby e Sapphire, e fez um pedido.
— Se
não for incômodo, eu gostaria de acompanhar vocês daqui pra frente. Sinto que
vou ver muitas coisas interessantes se seguirmos viagem juntos.
— Por
mim tudo bem — respondeu Ruby. — Mas será que não vai atrapalhar o seu caminho?
Você disse mais cedo que veio para enfrentar a Batalha da Fronteira, e as
instalações deles têm locais muito particulares. Pode acabar não batendo com o
nosso caminho.
— Eu
dou meu jeito. Se eu consegui sair viva daquele bosque maldito, é porque eu tenho
a sorte ao meu lado!
— Na
verdade fomos nós que tiramos você de lá, esqueceu? — disse Sapphire, segurando
o riso.
—
Exatamente! Vocês dois são meus amuletos da sorte! — Miriam agarrou cada um com
um braço e os trouxe para junto de si. — Por isso não vou largar de vocês até
que me transformem na Rainha do Universo! Eu vou governar essa bagaça toda!
— Eu
tento imaginar que tipo de universo seria, mas sinceramente tenho medo... —
sussurrou Ruby.
Ao fim
de toda aquela conversa, os jovens viajantes apagaram a fogueira e então se
puseram a dormir. O dia seguinte reservaria para todos eles uma nova
experiência. Rustboro, a grande metrópole e capital da região de Hoenn, os
aguardava. E com ela o primeiro grande desafio de Sapphire.
A Gym Leader's Life

Ser líder de um ginásio significa ocupar um cargo de respeito e confiança na comunidade da Liga Pokémon. É ser referência para que treinadores possam testar suas habilidades e provar que são aptos a competir em torneios oficiais. É ser sinônimo de competência, inteligência e trabalho duro. Um verdadeiro Às das batalhas.
Mas poucos se perguntam o que há por trás dessa vida de avaliador, o que há além desse ritual de entregar insígnias para os treinadores que passaram no teste. Mais ainda, como estes líderes chegaram ao cargo? Neste curto especial você poderá acompanhar a trajetória de cada um dos líderes de Hoenn até esse tão almejado cargo. O que os motivou? O que fizeram para chegar lá? Como adquiriram todo o conhecimento que possuem?
Você vai descobrir que essa estrada envolve muito mais obstáculos do que imagina!
Capítulo 3 - Wattson
Capítulo 4 - ?
Capítulo 4 - ?
Notas do Autor - Capítulo 5

![]() |
| OLÁ, GENTE BONITA! *---* |
Por fim temos a batalha entre o Dan e esse Taillow terrível que fica azucrinando a vida da pobre Sapphire. Vocês conseguem facilmente notar que eu mudei um pouco o estilo de batalha, e isso foi um dos fatores que mais contribuiu para o atraso na produção do capítulo. Eu tinha a vontade de fazer a batalha acontecer do POV dos Pokémons, e para que isso fosse possível eu precisaria cortar alguns fatores clássicos em fanfics de Pokémon que acabariam prejudicando a dinâmica desse tipo de cena: os grunhidos, que eu já não usava mais desde a AEH antiga, e também as falas dos treinadores dando as ordens. Aquela primeira da Sapphire mandando o Torchic usar o Ember foi apenas para fazer a transição de POV para que vocês não tivessem aquele choque ou até mesmo a confusão de saber sob qual perspectiva a história estava sendo contada a partir daquele ponto. Então deu pra manter as descrições normais que eu sempre fazia, só que sem essas duas coisas que eu citei. Até conversei bastante com o Canas sobre esse tipo de batalha, já que ele está bem mais familiarizado com esse estilo do que eu. Por isso essa batalha inicial foi pequena. Foi apenas um teste, então podem ser bem sinceros sobre o que acharam dela, para que eu possa analisar se há algo que possa ser corrigido ou melhorado futuramente. E se esse Taillow vai voltar... Bom, aí só conferindo para saber!
Acho que é isso. No mais, eu espero que todos tenham um ótimo ano de 2017. Sei que estou um pouco atrasado para dizer isso, mas como não nos vemos há um bom tempo eu só tive essa oportunidade agora.
Valeu, meu povo! õ/
Capítulo 5
Pequena grande tormenta
Zinnia
caminhava a passos lentos pela encosta do Monte Chimney. Já fazia pouco mais de
uma semana desde que a garota deixou sua vila, objetivando não se envolver com as
crenças de seu povo, e muito menos com a responsabilidade de ser a Guardiã da
Tradição, responsável por passar às gerações posteriores as lendas e o
folclore dos draconids. Após deixar seu lar, era notável o bom humor da garota,
que agora tinha um enorme peso removido de suas costas. Nunca havia
experimentado a liberdade antes, estando sempre à disposição de suas obrigações
como herdeira do título de Guardiã, e agora finalmente poderia conhecer o
mundo.
Aster
caminhava ao lado de sua treinadora, que andava pelas estradas de terra olhando
para cima, apreciando as nuvens como de costume. Foi então que a garota virou
seu olhar para o lado, fitando o pico da enorme montanha. Um sorriso de canto
se fez em Zinnia, como se uma ideia acabasse de surgir em sua cabeça.
—
Aster, o que acha de explorarmos o topo daquela montanha? — indagou.
A
pequena Whismur acenou de forma positiva, e assim a dupla mudou
sua rota para dentro da área do Monte Chimney.
Com o
passar do tempo, a subida ficava cada vez mais lenta. O ar se tornava rarefeito,
e a vegetação estranhamente parecia perder sua coloração viva, dando lugar a
uma paisagem melancólica, coberta por uma fina camada do que pareciam cinzas.
Zinnia estava intrigada com aquele fenômeno, até que se deu conta de que ela
estava no famoso vulcão adormecido da região de Hoenn, do qual só havia ouvido
falar.
Continuava
subindo, sem hesitar. Aster agora descansava pendurada em suas costas, já que
não tinha forças para aguentar uma caminhada tão rigorosa. Depois de quase três
horas elas estavam no topo. Zinnia abriu os braços e respirou fundo, deixando
que o vento gélido da altitude a tocasse de forma suave. Em seguida, começou a
caminhar por lá, explorando cada canto daquele local exuberante e misterioso,
onde poucos se atreviam a se aventurar.
Contemplava
a vista magnífica que tinha para quase toda a região, desde a área montanhosa
de Fallarbor, passando pelas praias de Slateport e indo até a vasta floresta
que alojava a cidade de Fortree. Tantos lugares que nunca teve a chance de
conhecer, mas que agora eram destinos certos para a nova exploradora. Aquela
vista privilegiada inflava seu ego, fazendo com que se sentisse a dona daquele
mundo.
Porém,
a menina se assustou e logo se escondeu atrás de uma rocha ao ouvir o que
pareciam ser passos humanos. Vários deles. Trajavam vestes rubras, todos
encapuzados e com feições sérias em seus rostos. Não se sabia ao certo quem ou
o que eram, mas pareciam ter ido àquele local com objetivos mais sérios que a
draconid. Uma garota aparentando ter a mesma faixa de idade de Zinnia tomou a
frente do grupo, e com um aparelho começou a fazer análises no local onde se
encontravam.
— A
atividade sísmica está baixa. O vulcão aparentemente está adormecido.
— Courtney,
tem certeza de que as previsões estão corretas? — questionou um homem, se
aproximando. — Tudo que tínhamos até aqui foram nada mais que suposições. Acho
difícil de acreditar que o Monte Chimney despertaria de uma hora para a outra.
— Não
estamos falando de uma simples atividade sísmica natural, Tabitha. Isso se
trata de um poder oculto guardado há milênios logo abaixo de Hoenn, e que
nenhum humano se atreveu a tentar descobrir o que era.
— E
que poder seria este?
— O
lendário ancião, Groudon — respondeu Courtney de forma séria. — Aquele que
domina todas as terras. Um dos membros da tríade sagrada de nosso continente.
Zinnia,
que ouvia atentamente a conversa, logo fez uma cara de desprezo. Antes
interessada nos rumos da conversa, a garota pareceu se decepcionar ao ouvir o
nome de uma criatura lendária, que ela acreditava ser apenas parte do folclore
do continente.
— Tsc,
lá vem... — sussurrou para si mesma. — Como se não bastasse a minha tribo,
existem outros bandos de lunáticos espalhados pelo mundo. Eu vou dar o fora
daqui, antes que eles me encontrem e comecem a ficar pregando pra cima de mim.
Assim
que ameaçou dar o primeiro passo, um tremor leve pôde ser
sentido logo abaixo dos seus pés. Zinnia parou por um momento e instintivamente
olhou para baixo, como se tentasse encontrar algo que poderia ter causado
aquele fenômeno.
Em
seguida, um abalo mais forte fez com que o grupo fosse ao chão, enquanto Zinnia
se agarrou firme a uma pedra para manter o equilíbrio, com Aster se apoiando em um dos ombros da garota para não cair também. Uma fissura surgiu
revelando um enorme poço de lava vulcânica, e o barulho intenso do chão se
abrindo soava como o rugido infernal de uma criatura das mais densas
profundezas do solo.
Quando
os tremores cessaram, os presentes na montanha restabeleceram o equilíbrio.
Courtney aproximou-se devagar da imensa cratera que havia aparecido, e assim
que lançou seu olhar para dentro daquele abismo um sorriso vitorioso surgiu em
sua face.
— O
mestre precisa saber disso!
—
Isso... Não pode ser real — murmurou Tabitha, incrédulo. — Esta pode ser a
realização de todos os objetivos da Team Magma!
Zinnia
contornou a cratera, procurando se distanciar dos outros para não ser notada.
Quando alcançou determinado ponto, ela se voltou para o mesmo local que os membros
do estranho grupo, e olhou para dentro. Sua feição na mesma hora se alterou
para um misto de incredulidade e medo. A draconid começou a suar frio, sem
saber o que fazer naquele momento. Por um instante até pensou em voltar para
casa, tamanho era o pavor daquela cena.
— Que merda tá acontecendo aqui?
• • •
Ruby e
Sapphire caminhavam com tranquilidade pela Rota 102, e a cidade de Petalburg já
estava a apenas alguns minutos de distância. A euforia dos jovens com o novo
estilo de vida parecia interminável, e a cada passo dado era como se fosse o
primeiro rumo ao futuro desconhecido.
Por um
instante resolveram parar para um descanso. Algumas árvores frutíferas estavam
por perto, e decidiram comer ali para economizar dinheiro quando chegassem à
cidade. Sapphire havia prometido a si mesma que a partir do momento em que
estivesse com o seu primeiro Pokémon ela não mais dependeria de comodidades,
então passar em qualquer lugar para almoçar estava fora de cogitação, para
desapontamento de Ruby.
— Você
é uma sovina! — o garoto estava sentado em uma pedra, com o rosto sendo
sustentado pelas duas mãos e apoiando-se nos joelhos. Suas bochechas cheias de
ar tornavam mais engraçada a sua feição emburrada.
— O
que aconteceu com o seu espírito aventureiro? — riu a menina. — Se está
reclamando das berries estarem sujas, eu trouxe bastante água para lavá-las
muito bem. Ou você acha que eu seria o tipo de pessoa que comeria poeira da
estrada?
— Já
deu! Para de falar e me passa essa fruta logo! — ele então pegou com uma das
mãos uma oran berry arremessada por Sapphire e começou a murmurar seu
descontentamento enquanto mastigava. — Eu tenho que aturar isso agora... Que
mal faria uma última refeição decente, se a gente vai passar os próximos meses
andando no meio do mato? E minha casa é logo ali... A gente ia comer de graça!
Sapphire
ria a cada chilique de seu novo parceiro de estrada. Ela se divertia ainda mais
com a presença de outra pessoa durante as viagens, pois sentia que o tempo
passava mais rápido, e teria alguém com quem poderia compartilhar todas as experiências
que estavam por vir.
— Tudo
bem, eu não vou te impedir. Se quiser voltar pro colo da mamãe, esta é sua
última chance. Mas depois que sairmos de Petalburg não tem mais volta.
Ruby
engasgou ao ouvir aquele comentário. O garoto arqueou uma das sobrancelhas, e
fitou Sapphire com um olhar mortal.
— O
que está insinuando?
— Que
você é um mimadinho — a menina colocou as duas mãos na cintura e se curvou de
forma que sua cara debochada ficasse na altura dos olhos de Ruby. — Aposto que
foi criado em apartamento.
—
Provocação barata não vai funcionar comigo, já vou avisando — Ruby tentava
disfarçar o aborrecimento.
Sapphire
continuou rindo, mas logo se virou para o outro lado e foi arrumar as coisas.
Enquanto estava agachada organizando os objetos que carregava em sua mochila,
ela sentiu algo bater em sua cabeça, causando uma dor desagradável. Após
massagear o local atingido, a garota procurava pelo chão a sua volta o que
poderia ter sido, até que se deparou com uma pequena pedra. A menina sentiu seu
sangue ferver, pegou o objeto e se dirigiu até Ruby.
—
Então é assim que você responde a uma brincadeira? — perguntou, segurando a
pedra em sua mão. — Perdeu o juízo, por acaso? Isso podia ter me machucado de verdade!
— Do
que está falando agora? — o garoto indagou, demonstrando estar confuso.
—
DISSO! — Sapphire então mostrou a pedra a Ruby. — Como você atira uma pedra na
cabeça de outra pessoa? Infantil!
— Ei,
espera um pouco! Eu não joguei nada em você! Não vem me acusar!
—
Estamos só nós dois aqui! Quem mais poderia ter feito isso?
Bastou
a pergunta de Sapphire para que outra pedra acertasse sua nuca. A garota olhou
sem graça para Ruby, que agora a encarava com um sorriso cínico.
— Acho
que você tem um novo “amigo” — disse o menino, enfatizando a última palavra com
certa ironia.
Sapphire
se virou para trás e viu um velho conhecido repousando nos galhos de uma árvore
próxima. O mesmo mantinha um sorriso travesso, como se estivesse tentando
provocar a menina.
— Era
só o que me faltava... — sussurrou Sapphire, cerrando os punhos. — Ruby, parece
que vamos ficar aqui por mais um tempinho. Isso pode demorar.
— Como
queira, senhorita — o garoto então foi se recostando no pé de outra árvore. —
Vou tirar um cochilo enquanto você se resolve com seu amiguinho.
Quem
importunava Sapphire era ninguém menos que o Taillow que ela estava perseguindo pouco mais de duas semanas atrás, no dia em que conheceu Ruby. Ela se mantinha
alerta para qualquer travessura do seu rival, mas sua vontade mesmo era de
correr para cima dele como se não houvesse amanhã e esganá-lo até a morte para
se vingar do constrangimento que ele havia feito a menina passar naquele dia.
— Vou
fazer você se arrepender de ter voltado até mim, seu pássaro estúpido!
Uma
Pokéball foi lançada por Sapphire, revelando seu Torchic. Se da primeira vez a
menina estava sozinha, agora ela tinha um reforço para ajudá-la a vencer o seu
adversário.
— Ok
Torchic, vamos ver do que você é capaz. Utilize o Ember!
Ou
pelo menos deveria ser assim...
— O
que houve? — indagou a menina, agora curiosa. — No nível em que você está eu
tenho certeza que você sabe usar o Ember...
Torchic
então virou-se para Sapphire e soltou um suspiro, demonstrando claramente sua
má vontade.
— Acho
que entendi qual é o problema — sussurrou em tom de descontentamento.
Dan
estava de frente para Sapphire, a encarando com desconfiança. O Taillow que
estava do outro lado pareceu confuso sobre a situação que acabara de
presenciar.
— Isso
sim me impressionou — disse o pássaro. — Você não tem cara de quem faz o tipo
"rebelde". O que foi? Está tendo problemas com la niña?
Precisa de um tempinho para discutir a relação?
— Não
é da sua conta — Dan respondeu de maneira ríspida. — Além do mais, o tempo que
você desperdiça tagarelando poderia ser melhor aproveitado caso você fosse
embora, já que eu não tenho intenção de lutar.
— Você
fala como se eu não pudesse contra você. Que hilário!
O
diálogo entre os dois foi interrompido quando Sapphire chamou por Dan
novamente.
— Eu
estou tentando formar uma boa equipe — disse a menina. — Se não me ajudar a
trazer o Taillow para nós, então vai sobrar mais trabalho para você fazer.
— Tsc,
odeio admitir, mas ela está certa — murmurou Dan. — Não vou ficar fazendo
trabalho escravo aqui sozinho.
—
Ahora sí! As coisas estão ficando interessantes — comentou o Taillow com um
sorriso.
Uma
última troca de olhares entre os dois bastou para que Dan começasse a correr em
direção ao seu oponente. Com um salto para se colocar a uma altura superior a
do Taillow, ele desceu tentando golpeá-lo com as suas garras. Porém, o pássaro
foi ágil em evadir o primeiro golpe, e o momento da queda do Torchic abriu a
primeira brecha para que ele iniciasse o seu ataque. Bastou uma investida
direta para que se aproximasse o suficiente para o acertar com seu bico, o
arremessando alguns metros para trás.
Após
rolar no chão por alguns segundos Dan se reergueu, com uma expressão não muito
amigável. Sapphire berrava palavras desconexas atrás de si, o que só lhe tirava
a concentração. O Taillow ria da cena, percebendo claramente que estava lidando
com amadores.
—
Sério, chico, o entrosamento de vocês é comovente!
— Cala
a boca! — resmungou Dan, se levantando com dificuldades. — Vou tirar esse sorriso da sua cara, e também esse seu sotaque fake de Paldea!
Taillow
ainda observava a tentativa de seu adversário se manter concentrado, mas foi
surpreendido por uma reação rápida de Dan, que soltou uma rajada de brasas em
sua direção. Mesmo com dificuldade conseguiu desviar da maioria, mas acabou
sendo atingido em uma das asas, e logo caiu no chão. Dan o prendeu pelo peito
colocando uma de suas patas acima, como forma de dominá-lo para terminar o
serviço.
—
Xeque-mate.
— Hoje
não, meu chapa!
Com
uma de suas asas, o Taillow conseguiu jogar um amontoado de areia em cima de
Dan, atrapalhando sua visão. Com dificuldades levantou voo até o galho de uma
árvore próxima. Antes de fugir, porém, fez um último cumprimento.
—
Obrigado pela diversão, amigo! Espero que possamos resolver isso algum dia. Hasta la vista!
Quando
Dan terminou de tossir e conseguiu limpar sua visão, percebeu que o Taillow já
havia ido embora, e junto de si só restava uma Sapphire sem reação, enquanto
Ruby ria da mesma por ter fracassado em sua tentativa de captura.
—
Dane-se a garota! Da próxima vez vou fritar esse passarinho pela minha dignidade! —
murmurou antes de, enfim, ser trazido de volta para sua Pokéball.
• • •
Um
homem misterioso mantinha-se sentado à sua mesa enquanto revisava alguns
documentos, até que a tranquilidade de sua sala foi rompida pelo barulho da
porta se abrindo. De lá surgiu uma bela jovem, com um sorriso arrogante. Ela
adentrou a sala com seu jeito único de caminhar, sedutor de maneira quase
proposital, como se quisesse atrair a atenção de todos e tudo para seus
incomparáveis atributos físicos.
—
Courtney? O que faz aqui tão rápido? — indagou o homem, ajeitando seus óculos
para enxergar melhor a visitante. — Achei que só voltaria no final do dia.
—
Digamos que a expedição ao Monte Chimney não correu como o planejado, mas saiu
melhor do que esperávamos — ela então jogou de maneira relaxada alguns papéis
sobre a mesa. — Aqui está o relatório da operação. Acho que vai encontrar
coisas interessantes aí dentro.
O
homem começou a ler a papelada com calma, como era esperado de alguém cuja face
já era marcada pelas leves rugas da meia-idade. Enquanto folheava de forma
sutil o relatório, Courtney aguardava pacientemente à frente da mesa, sem
perder o sorriso vitorioso. Foi então que ela viu seu superior colocar os
papéis de volta à mesa e, com os cotovelos acima da mesa e as mãos entrelaçadas,
esboçou um sorriso triunfante.
— Você
fez um excelente trabalho.
Atualizações e avisos sobre o blog!

É, eu prometi publicar esse aviso amanhã, mas fiquei com pressa de esclarecer tudo logo, kkkkk
Esses últimos meses realmente não saíram como o esperado, mas acalmem-se! Eu não morri ainda! Vou tentar explicar de forma bem rápida o que ocorreu durante esse tempo em que o blog ficou congelado (sim, eu sei que eu disse que não teríamos prazos para a atualização da fic, mas mesmo assim ela ficou parada por tempo demais).
O que ocorreu foi simplesmente uma queda de motivação mesmo. Nada com relação à história, mas sim com a minha vida pessoal. A rotina tem me cansado um pouco, e confesso que estou acumulando muito estresse com o meu emprego — a ponto de querer matar alguém. A faculdade também, apesar de ter tido essa parada de final de ano, já não é mais aquele incentivo de algo novo, e por mais que eu tente evitar isso acaba passando para todas as outras coisas que eu faço, mesmo aquelas que faço por prazer. E com Hoenn não foi diferente.
Além dessa exaustão afetar a história, ela mesma teve seus pequenos problemas em particular. Chegou a hora de implementar de vez uma mudança que eu pensei muito para essa nova versão da história, e confesso que faltou um pouco de autoconfiança para fazer com que elas fossem colocadas em prática. Isso também atrasou um pouco as coisas. E não foi como se eu tivesse deixado de lado a história. Pelo contrário, passei vários dias abrindo o capítulo, lendo e relendo tudo que eu tinha feito até aqui, escrevendo cenas de capítulos futuros para não correr o risco de perdê-las caso as deixasse guardadas apenas na memória, etc. Além disso, eu ainda ficava um bom tempo, várias vezes, olhando para o capítulo novo sem saber como proceder com ele. Conversei muito com o pessoal da equipe, esperando que uma troca de ideias pudesse me dar uma luz sobre o que eu poderia fazer ou improvisar para poder seguir em frente, mas esses resultados demoraram a sair. Então peço humildemente desculpas por terem esperado todo esse tempo.
MAS VAMOS PARAR COM A PALHAÇADA, PORQUE ESSE POST NÃO É PRA DEIXAR VOCÊS NA BAD!
Exatamente, meus caros! Eu consegui dar meus pulos por aqui, e aos poucos consegui retomar a linha de raciocínio! O capítulo 5 está pronto, faltando apenas a revisão da Tsuki (que me ajuda a verificar se ele possui alguns errinhos e essas coisas) para que ele seja postado na sexta-feira! Isso mesmo, ESTA SEXTA! Dia 20 de Janeiro! Horário de sempre, meio-dia no horário de Brasília!
E não pensem que esses meses todos só renderam um único capítulo! O sexto pode não ter ficado pronto ainda, mas já temos um especial devidamente escrito! Ele está salvo em rascunho aqui mesmo no blog, apenas aguardando a deixa para ser publicado! Ele não virá exatamente depois do quinto, que é o próximo, porque ele tem uma importância estratégica na história, e é parte de um projeto que estou trazendo para cá, com o aval do nosso velho amigo Canas! Inclusive já mando um spoiler aqui: esse especial tem fanart dele. ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Bom, com relação à história acho que é só isso por enquanto. Se vocês verificarem na página de capítulos, vão perceber que alguns títulos foram divulgados também, mesmo ainda não tendo começado a serem escritos (apenas o 6 por enquanto já está em andamento).
E vou deixar aqui uma ideia boa para aumentarmos a dinâmica por aqui. Se vocês tiverem alguma sugestão para o Hoenn Café, podem me mandar por e-mail (o mesmo que está na página de Contatos). Vou abrí-lo uma vez por semana, para me certificar de quaisquer mensagens que vocês me mandem. Sim, também estou sem ideias por enquanto, mas também é uma forma de vocês poderem participar mais das coisas por aqui, não é? Então no fim das contas todo mundo se diverte!
Acho que é isso. Gostaria de agradecer pela paciência de vocês, e até sexta! õ/
Pokémon Sun e Moon atendeu as nossas expectativas?

Eu juro que tinha voltado a escrever, mas Alola chegou atropelando minha vida de uma forma que eu já não consigo mais fazer coisas normais da minha rotina, porque o jogo está me prendendo tanto que eu não consigo nem descrever!
Sim, meus caros, eu consegui o Pokémon Sun já na data do lançamento — e isso vai me custar um fim de ano bem mais apertado do que já estava, de modo que já dá vontade de chorar só de saber que não tive como aproveitar a Black Friday esse ano — e tenho que dizer que o jogo me impressionou muito! Eu realmente não levei muita fé com as notícias, até fazia piadas sobre alguns Pokémons... Não, pera, eu faço as piadas em todas as gerações mesmo. De qualquer forma, os anúncios não conseguiam me deixar naquela mesma hype de tempos passados, e a demo eu achei tão fraca que isso contribuiu para que eu nem quisesse comprar o jogo logo de cara.
Mas um amigo me incentivou a dar uma chance a Alola, para jogarmos juntos e tudo mais, e aí que eu vi que a realidade era bem diferente do que eu esperava. Alola me surpreendeu muito! Pontos negativos existem, claro, como em todas as gerações. Mas a quantidade de pontos positivos é fora do normal! Então este Hoenn Café será dedicado a falar sobre isso, já que nosso amigo Doritos me concedeu a permissão para falar um pouco sobre Sun e Moon pra vocês. Mas até por direito dele, que detém o cargo de escritor da região, eu não vou me aprofundar em detalhes, e sequer mostrar as grandes surpresas do jogo, já que ele está preparando algo muito interessante para vocês.
O que farei aqui é um pouco diferente. Se lembram do primeiro post do Hoenn Café? Foi justamente sobre o lançamento da sétima geração. Nele eu listei 5 coisas que eu esperava rever no jogo, e pedi para que vocês fizessem o mesmo nos comentários. Pois bem, aqui eu vou dizer se essa minha lista teve todos os seus itens atendidos, fazer um breve comentário sobre cada um e ainda enumerar alguns pontos que eu não esperava ou queria, mas que assim mesmo me agradaram.
Sendo assim, eu já aviso a vocês:
É PROVÁVEL QUE A SEGUIR VOCÊS LEIAM ALGUMAS INFORMAÇÕES QUE PODEM CONSIDERAR SPOILERS, ENTÃO DAQUI PRA FRENTE É POR CONTA E RISCO DE VOCÊS!
Então vamos começar!
1 - Customização dos personagens

Ok, a essa altura do campeonato vocês provavelmente já sabem que eu estou satisfeito. Se fosse apenas isso já era o suficiente. Sim meus caros, a geração de Alola trouxe de volta a possibilidade de customização de roupas e cortes de cabelo que vimos em Kalos e que tinha se perdido em ORAS. Não só isso, como um dos pontos que mais enfatizei no meu post anterior foi o de permitirem que tirássemos o chapéu do personagem, o que na sexta geração ainda não era possível. É possível agora usar até um chamativo par de óculos! Diferente dos rumores que correram por aí, eu não acho que a variedade de roupas seja maior que a de Kalos. Pelo contrário, parece ter menos possibilidades, mas temos que levar em conta que a moda era uma das marcas registradas da sexta geração. E a possibilidade de tirar o chapéu, embora não haja muitos penteados (pelo menos para os personagens masculinos, já as femininas eu não sei), abre novas possibilidades. Então eu fiquei muito satisfeito.
Expectativa atendida? SIM!
2 - Soaring the Sky!
Não, esta mecânica não está presente na nova geração. Porém, isso não é motivo para críticas, já que ela realmente acabou não sendo necessária, e vou explicar o motivo: agora existe um item chamado Ride Pager, que você usa para invocar Pokémons especiais que podem desempenhar diversas funções fora de batalha. O primeiro, que apareceu na demo, é o Tauros. Ele pode quebrar rochas que estejam no seu caminho, ou seja, ele desempenha a função que seria do HM Rock Smash. Isso mesmo! Os HMs se tornaram TMs que você pode remover do seu moveset sem precisar de um move deleter, e suas funcionalidades fora de batalha agora foram designadas aos Pokémons que você adiciona ao seu Ride Pager. E como vocês já devem estar imaginando, há um Pokémon para executar a função do Fly, mas não vou dizer qual é. Vou deixar que vocês descubram, hehehe...
Resumindo, minha expectativa com a volta do Soaring the Sky era justamente a de não precisar carregar um Pokémon com Fly na equipe, o que atrapalhava um pouco o meu deslocamento com a equipe do competitivo. Mas com o Ride Pager essa preocupação minha não existe mais. A única desvantagem é que não conseguimos ver a cena épica de nosso personagem sobrevoando os céus da região, mas acho que também não caberia no jogo (que está muito grande, por sinal).
Expectativa atendida? SIM!
3 - Novas mega-evoluções
É amigos, eis a parte chata do post. Não tivemos novas mega evoluções na sétima geração. Tudo bem que a intenção deles era dar um destaque maior aos Z-moves, e novas megas poderiam atrapalhar um pouco nisso. Mas ainda não vejo motivo para deixar totalmente de lado algo que fez tanto sucesso e renovou a franquia que já era muito criticada pela repetitividade. Isso não significa que não vamos ter as megas na nova geração. Ao que parece, teremos acesso a elas após zerar o jogo. Mas é evidente que alguns Pokémons que mereciam uma mega tenham ficado apenas na vontade mesmo, como Flygon, Milotic, Slowking e Dragonite, entre outros.
Expectativa atendida? Não!
4 - Um story-mode mais difícil
Ter pesadelos com líderes de ginásio horrendos de fortes parecia ser algo que ficou no passado. Mas na verdade... Ficou mesmo, porque Alola não tem líder de ginásio, Sigert idiota. Porém, o jogo aparenta estar um pouco mais difícil que as versões anteriores. Eu realmente perdi as batalhas de primeira contra o Ilima e o Kukui. Os kahunas são realmente fortes, e se você não tiver cuidado com o que está fazendo em batalha você simplesmente perde antes que se dê conta. Não chega a ser um nível de jogabilidade infernal como foi o Pokémon Yellow, por exemplo, mas pelo menos já deu para notar que o jogo entrou na contramão do caminho que percorria antes, de deixar os jogos cada vez mais fáceis. Isso foi animador, pois criou toda uma expectativa para concluir a história logo e fazer o jogador provar para si próprio que conseguia sobressair naquele nível mais desafiador. A Elite 4 permaneceu fácil, mas ainda assim ficou mais forte que a de Kalos, especialmente se tratando da batalha final contra o Kukui. Está no nível de dificuldade ideal? Ainda não, mas eu vou dar os créditos assim mesmo porque eu simplesmente não acreditava que o jogo teria sua dificuldade aumentada com relação à geração anterior.
Expectativa atendida? Sim!
5 - Chega de rivais amigáveis!
Ok, aqui eu vou precisar explicar tudo com calma, pois foi uma situação inusitada. Eu mencionei no primeiro post que eu estava farto dos rivais amiguinhos que vinham aparecendo nas gerações anteriores, e de fato Alola trouxe um rival interessante nesse sentido, que é o Gladion. A história dele é muito legal, e no fim das contas você acaba revendo o conceito que você tinha dele quando o conheceu. Mas em contrapartida temos o Hau, que é tudo aquilo que eu disse que detestaria ver de novo nos jogos. E no fim das contas eu gostei muito do Hau, muito mesmo! Apesar de eu considerá-lo um rival bem fraquinho, ele é um personagem cativante, e você passa a gostar dele no jogo mesmo ele dando aqueles ataques de alegria típicos de um bobão qualquer. Ele consegue ser divertido assim, e acho que isso se deve ao fato de que a personalidade dele foi muito melhor trabalhada do que a do Wally, por exemplo (muito embora eu ache que isso tenha sido corrigido nos remakes). O Hau não se tornou um personagem seco, mesmo sem ter uma história profunda. É apenas um garoto que tem o mesmo sonho que você, e vai além porque quer um dia poder superar seu avô, o kahuna Hala. Então justamente esse balanceamento entre o companheiro Hau e o badass Gladion dá um toque diferente na maneira como você lida com seus rivais no jogo. Ainda mais quando eles se juntam. Hau e Gladion juntos protagonizam muitas cenas hilárias por causa das diferenças entre suas personalidades. E no fim o Gladion vira seu amigo também! E mesmo assim não deixa de ter essa personalidade fria e pose de cara legal. Os rivais de Sun e Moon me agradaram muito!
Expectativa atendida? Sim!
Agora uma lista de coisas que eu não estava esperando, mas que acabei gostando bastante!
Z-moves: no início eu achei que seria algo completamente esquisito, ainda mais por causa daquelas poses estranhas que seu personagem tem que fazer para poder ativar o poder do z-crystal, mas com o tempo eu percebi que é uma ferramenta bem interessante. Se por um lado você já praticamente sabe qual é a mega-evolução que seu adversário vai usar, um z-move se torna mais complexo de ser descoberto, porque qualquer Pokémon tem a possibilidade de usá-los!
Ride Pager: nada menos que um sonho que se tornou realidade. Os HMs acabaram! Agora em vez de limitar os movesets de Pokémons que gostamos de usar durante o ingame, podemos chamar por Pokémons que executam estas tarefas sem que eles precisem estar nos nossos times. Alguns HMs viraram TMs normais, como o Fly, e torço para que a Game Freak nunca pense em voltar atrás com essa ideia.
História: se você é como eu e evitou consumir qualquer tipo de mídia falando sobre a nova geração para que pudesse aumentar a hype, então pode comemorar, pois essa atitude será muito bem recompensada! A história do jogo é incrível, fora o fato de que ela tem cada plot twist que te deixa até com dor de cabeça! Estejam atentos a todos os detalhes! Não deixem escapar nada, ou quando perceberem já poderá ser tarde demais e a história vai te engolir por completo!
Cenários: não, eu não estou me referindo ao upgrade gráfico, mas sim ao ambiente onde a história se passa mesmo. Não é segredo para ninguém que Alola é uma região inspirada no Hawaii, e como tal ela cumpriu o seu papel de nos trazer cenários deslumbrantes, dignos de um verdadeiro arquipélago paradisíaco. Cada rota e cada cidade, tanto de dia quanto à noite, são de uma beleza de tirar o fôlego! E não sei dizer o que eles fizeram, mas os locais do jogo possuem uma capacidade de imersão tremenda! Você sente como se aquela jornada fosse realmente sua, e não de um carinha qualquer que tem o mesmo nome que você. Você se sente dentro do jogo (o que também é muito de responsabilidade da história)!
Trilha sonora: Masuda se superou! Que trilha sonora épica! Especialmente as que vão chegando para o final, como a do Monte Lanakila e a dos altares onde você enfrenta os Pokémons lendários. As músicas logo no começo da jornada, que dão aquela pitada havaiana no jogo, tudo ficou fantástico! Sem comparações, e olha que eu duvidava que fossem trazer algo tão épico quanto Kalos nesse quesito.
Diversidade de Pokémons selvagens: o jogo pegou uma coisa que tínhamos visto em Kalos, e fez ainda melhor! Podemos encontrar uma gama enorme de Pokémons de outras gerações, e montar nossos times de mil formas diferentes! Pokémon Sun e Moon é um jogo que pode agradar até mesmo os mais ferrenhos genwunners — mas nós que gostamos ou respeitamos as gerações novas certamente ainda somos bem mais felizes...
Rotas aquáticas: eu vou confessar uma coisa para vocês. Se tem algo que eu realmente odeio em Hoenn, é a quantidade exagerada de água que existe para atravessarmos. E Alola, por incrível que pareça, não repetiu esse erro! Na verdade, acho que nenhuma região repetiu, e até Hoenn ficou mais light nesse quesito. Talvez eles tenham aprendido depois de RSE. Alola tem sim locais que só podem ser acessados com o Pokémon designado para nadar no seu Ride Pager, mas são travessias extremamente curtas. Para ir de uma ilha a outra você simplesmente pega uma balsa no porto ou usa o seu Pokémon voador no Ride Pager.
Conclusão
Pokémon Sun e Moon é um jogo que certamente deixou todo mundo no hype. Porém, eu não me senti impressionado com os anúncios, e ainda achei a demo horrível — tanto é que nem tentei me atentar às datas dos eventos, só peguei o Greninja e alguns itens lá. Mas o jogo me impressionou mais do que eu poderia esperar, com uma história fantástica, cenários maravilhosos e uma trilha sonora espetacular, além, é claro, de ter cumprido 4 das 5 expectativas que eu havia listado no primeiro Hoenn Café. Fico feliz de ter conseguido jogar desde a data do lançamento, mesmo que não pretendesse comprá-lo logo de cara, e posso afirmar que de minha parte ele está aprovado!
Agora vem a parte de vocês. Vejam suas respostas lá no primeiro post, confiram os pontos que vocês desejavam para o jogo e respondam aqui se eles foram cumpridos ou não. E digam também pontos que vocês gostaram do jogo mesmo estando fora da lista que vocês criaram.
Eu aprovei o jogo. E vocês?





















