Capítulo 12

Águas turvas

O trio continuava sua viagem através da Rota 104 indo em direção ao sul para pegar uma embarcação para a Dewford, uma pequena cidade insular que não só era um ponto turístico bastante frequentado de Hoenn, como também abrigava o próximo ginásio que Sapphire pretendia desafiar.

A estrada não era tão longa, porém o incidente com o Taillow acabou atrasando o progresso do grupo, que se viu obrigado a acampar para continuar a viagem no dia seguinte.

A noite foi incômoda. O fato de a rota ser costeira fez com que os três fossem atingidos por ventos gelados vindos do mar durante a madrugada, causando um desconforto já que eles não estavam preparados para aquele frio. Foi necessária a ajuda de Dan para aumentar a fogueira e evitar uma situação que pudesse prejudicar a saúde dos treinadores.

O sol finalmente surgiu no horizonte. Olheiras tomavam conta dos rostos de Sapphire, Ruby e Miriam. O cansaço tornaria aquele dia bem mais longo, e eles sequer estavam considerando o fato de que passariam o tempo todo em alto-mar.

Seguiam pela estrada de terra, cambaleando de sono pela noite mal dormida até que encontraram uma humilde cabana anexada a um cais na saída dos fundos, com um barco de pesca ancorado. A primeira coisa em que repararam era o estado da casa, que dava a impressão de que seria varrida pelo vento na próxima tempestade.


— Tem certeza de que alguém mora aqui? Acho que nem Pokémons insetos teriam coragem — comentou Ruby.

— Pode pensar o que quiser, só tenha modos quando estivermos lá dentro — Sapphire repreendeu o amigo.

— Já olhou pra essa espelunca? Se estiver faltando modos com alguém aqui, certamente não sou eu!

— Prefere ir para Dewford como, então? Nadando? Então vai e seja feliz virando comida de Sharpedo. Agora se for pra ficar aqui é bom fechar o bico, antes que eu te dê um soco!

— Ok, vou ficar quieto — Ruby fez uma pausa antes de sussurrar uma última palavra. — Troglodita...

Sapphire fingiu não ter ouvido o insulto e deu três batidas leves na porta, da forma mais delicada possível para que a mesma não despencasse sobre sua cabeça. Passos foram ouvidos de dentro da casa, assim como o ranger das tábuas do assoalho.

Poucos segundos depois a porta se abriu, revelando a figura de um velho carrancudo que tinha cheiro de cigarro e segurava uma lata de cerveja. O homem analisou cada um dos jovens, coçou sua longa barba grisalha e deduziu:

— O que três crianças estão fazendo na porta da minha casa? Se chutaram alguma bola pra dentro do meu quintal eu não vou devolver. Vão comprar outra e tomem mais cuidado, podia ter quebrado uma janela.

Quando a porta já ia se fechando, Sapphire se atirou contra ela para impedir o velho de ignorá-los. Controlando seu estresse a menina sorriu forçadamente, tentando manter a educação.

— Você por acaso seria o Sr. Briney, que faz um serviço de transporte pra quem quer ir a Dewford?

— Eu mesmo — o homem por um momento desistiu da ideia de fechar a porta na cara dos três visitantes. — Posso ajudar?

— Nós gostaríamos de pegar uma embarcação pra lá, fazendo uma pequena parada nessa ilha aqui — dizia Miriam, enquanto apontava um local no mapa da região para Briney. — Sabe onde fica?

— Sim, eu conheço essa ilha, mas não me lembro de ter visto nada interessante por lá. Se quiserem ir tomar banho vão direto para Dewford, lá tem praias tão bonitas quanto e vocês ainda estarão seguros com salva-vidas por perto.

— Na verdade fui informada que há uma instalação da Batalha da Fronteira lá, então preciso ir verificar.

— Batalha da Fronteira? O que é isso? — indagou Briney. — É mais um daqueles jogos de suicídio que os jovens ficam participando em vídeos na internet?

— Não exatamente — disse a menina, em seguida sussurrando com um sorriso sem graça — mas você acertou em cheio na parte do “suicídio”...

— Vai conseguir levar a gente? — Sapphire parecia apressada.

— Certo, certo... — Briney então cedeu. — Mas vou precisar de um momento para preparar o barco. Enquanto isso vocês podem entrar. Melhor do que ficar aqui fora esperando.

Os quatro então entraram na casa do velho. Como já era de se esperar da primeira impressão que tiveram dele, a organização não era o seu forte. Algumas roupas jogadas no sofá da sala, a louça suja empilhando dentro da pia da cozinha e alguns vestígios de comida espalhados pelo chão davam o tom de desleixo. Isso sem contar o cheiro de mofo que agredia os jovens, quase os impedindo de respirar adequadamente.

Enquanto Briney pegava alguns equipamentos para levar para o barco, ele negociava com os treinadores novatos o valor da viagem. Como previsto por Sapphire, o valor dividido pelos três era bem acessível.

Quando já se preparavam para sair uma pequena criatura entrou voando pela janela, o que no momento assustou os viajantes. Era uma pequena Wingull, para quem Briney fez um aceno.

— Peeko, já estava na hora! Vamos zarpar daqui a pouco!

Com ajuda dos mais jovens, o velho conseguiu organizar tudo para que pudessem seguir viagem sem maiores problemas. O trajeto normalmente levaria dois dias para ser concluído, então foi necessário estocar comida o bastante para mantê-los em boas condições.

Sapphire e Miriam observavam o oceano com brilho nos olhos, já se imaginando em seus desafios futuros, enquanto Ruby encarava o navio com cara de poucos amigos devido ao cheiro de peixe que tomava conta do transporte.

Com todos já dentro da embarcação, inclusive Peeko que se mantinha pousada acima da cabine do piloto, Briney subiu a âncora e iniciou a viagem. Pela primeira vez desde o início da jornada, o trio desbravava Hoenn pelas águas.

— Se segurem crianças! — Briney alertou com uma risada. — Agora vocês estão nos meus domínios!

O barco começou a acelerar, por vezes até flutuando brevemente ao quicar em ondas menores. Sapphire desprendeu o cabelo e deixou que o vento os carregasse. Sorria satisfeita com aquela experiência. Ela já tinha tido contato com o mar antes, mas nunca de forma tão íntima.

A menina notou a expressão emburrada de Ruby, que estava sentado abaixo da janela da cabine de pilotagem, andou até ele e lhe deu um peteleco na testa.

— Qual o seu problema? — o garoto reclamou.

— Vai ficar a viagem inteira de cara fechada? Aproveita um pouco!

— Isso aqui está imundo — Ruby cochichou no ouvido de Sapphire para que Briney não escutasse. — Acha que eu vou ficar feliz de navegar em meio a tanta sujeira?

— Ruby, você tem que ser menos certinho. Se saímos em jornada, é porque abrimos mão de alguns confortos. E não vamos ficar nesse barco por muito tempo. Vamos fazer uma parada para a Miriam ter o desafio dela na Batalha da Fronteira e depois vai faltar pouco para chegarmos em Dewford.

— Mal posso esperar para chegar logo e poder dormir em uma cama decente no Centro Pokémon — o menino então tirou a sua touca para que a mesma não saísse voando com o vento, e a guardou dentro da mochila. — Eu ainda tenho que me acostumar a certas coisas.

Miriam estava sentada em outro canto do barco, brincando com sua Mudkip. Ela parecia se divertir com o jeito atrapalhado que a pequena anfíbia andava ao seu redor. Como era um Pokémon inicial de nível mais baixo era perigoso deixá-la participar da batalha que se aproximava, então a menina aproveitava o tempo livre para interagir com seu novo Pokémon.

Em dado momento já não era mais possível enxergar faixas de terra no horizonte. As horas passavam devagar, torturando a mente dos jovens que não estavam habituados àquele tipo de viagem. Briney já encarava tudo aquilo com naturalidade, mas os três viajantes já pareciam ter gasto toda a lista de passatempos para distraí-los durante o trajeto.

Quando a noite chegou, Briney guiou Ruby, Miriam e Sapphire para um andar inferior da embarcação onde ficavam alguns quartos improvisados. O velho afirmava que navegar durante a noite era arriscado naquela rota, por conta de algumas estruturas rochosas que se erguiam de dentro d’água. Aquilo era um sinal de que o conjunto de ilhas já estava próximo, porém ainda não valia a pena correr o risco. Era melhor se aproximar do local pela manhã, quando a visibilidade estivesse mais favorável.

O tempo foi passando, os três estavam dormindo e apenas Briney permanecia do lado de fora do barco. Não se incomodava com a fria brisa litorânea da madrugada, já era habituado àquele clima devido aos seus longos anos de navegação. A escuridão era quase total. De iluminação apenas uma solitária lâmpada acesa na cabine de pilotagem, e do lado de fora a luz da lua. O silêncio só não era total devido às leves ondas que balançavam o barco com tamanha suavidade que o homem poderia dormir ali mesmo que não se incomodaria com o chão duro.

Peeko dormia encolhida em um poleiro. Briney fumava um cigarro enquanto olhava para o nada, divagando sobre variados assuntos. O velho só foi desperto de seus pensamentos quando percebeu uma mudança repentina no ambiente à sua volta.

— Mankeys me mordam! O que é isso?

Nunca em toda a sua vida havia visto uma neblina se formar tão rápido. Em poucos segundos a visão que tinha do horizonte já estava turva, e o único som que ele conseguia ouvir era a água sendo mexida de forma estranha do outro lado do barco.

Ele se apressou para dar a volta para o outro lado e, pouco antes de chegar, ouviu um baque que fez o barco balançar, seguido de outro barulho semelhante. Era como se alguém tivesse pulado para o barco de Briney vindo de algum lugar mais alto.

Quando chegou à lateral oposta foi que o velho navegador percebeu a presença de duas pessoas dentro da embarcação, e do lado de fora uma silhueta enorme. Quando foi se aproximando com um cano de ferro na mão, a criatura que estava do lado de fora do barco o agarrou com um de seus tentáculos e o prendeu contra a parede da cabine.

— Que merda é essa? — o homem sentia seu ar indo embora aos poucos enquanto o tentáculo o estrangulava devagar.

A criatura que o agarrava, no entanto, cessou o ataque ao ouvir um comando para parar, porém ainda o manteve preso. Mais alguns segundos e Briney teria perdido a consciência, porém mal teve tempo de se recompor e teve que voltar a sua atenção para a aproximação de duas pessoas. Peeko, desperta pelo barulho da invasão, voou até Briney e pousou por perto, observando preocupada a cena.

— Ora, ora, o velho capitão e seu Pokémon — uma voz grave e de tom malicioso foi ouvida, enquanto as duas silhuetas humanas se aproximavam de Briney.

— Quem é você?

— Não se lembra de mim? Você nunca teve essa preocupação em não ferir os sentimentos dos seus amigos, não é mesmo? Estou ofendido.

Ao terminar a aproximação, as figuras ficaram mais nítidas para Briney. Um homem alto, musculoso e de pele parda. Possuía uma barba escura e usava na cabeça uma bandana azul com um símbolo de um osso que lembrava a letra A. Suas vestes se assemelhavam a um traje de mergulho modificado, de cor azul escura. Ao lado dele uma mulher com roupas e tom de pele semelhantes, longos cabelos negros com mechas azuis e um olhar sedutor, enfatizado pelo seu belo rosto.

Briney pareceu não reconhecer a mulher, mas ao olhar para o homem sua expressão foi de espanto. O velho ficou estático ao notar quem havia invadido seu barco na calada da noite, e quando saiu do estado de choque inicial não escondeu uma expressão de desgosto.

— Archie, o que você veio fazer aqui? Por acaso estava me seguindo?

— Não, mas digamos que foi conveniente seu barquinho de pesca cruzar nosso campo de visão. Desde quando se aposentou e saiu da Marinha você tem algo que eu quero. Algo que você levou embora de lá.

— Seja lá o que eu tenha, o que um desertor como você vai querer de um documento sobre a Marinha?

— E quem disse que é um documento sobre a Marinha? É um documento que estava em posse da Marinha, e eu sei que agora está com você. Me entregue o mapa para o navio encalhado na Rota 108.

Briney se assustou ao ouvir Archie mencionar o mapa. Para ele, aquilo era um segredo que apenas o alto escalão sabia.

— O que você pretende fazer com esse mapa? Pra que você quer ir até aquele navio? Não há nada de valor por lá.

— Se é o caso, então você não teria problemas em me entregar, não é? Onde está?

— Não está comigo.

Archie respirou fundo, tentando se manter paciente. Em seguida, virou seu olhar para seu Pokémon, dando apenas um comando.

— Tentacruel, vamos apertar um pouco as coisas e ver se esse velho vai falar.

A criatura marinha começou a apertar Briney com mais força, fazendo com que ele gritasse. Sua posição naquele momento era complicada, pois estavam em alto-mar, sem ter para onde pedir ajuda.

— O mapa está na minha casa. Você sabe onde fica.

— Não minta para mim. Não acha que já invadimos aquele barraco enquanto você fazia suas viagens de pesca? Shelly!

A mulher que acompanhava Archie se aproximou de Briney, mas antes que ela pudesse fazer qualquer coisa a atenção de todos se voltou para Ruby, Sapphire e Miriam, que chegaram ao local com expressões sonolentas.

— Sr. Briney? Ouvimos um barulho forte e o barco começou a balançar. Aconteceu algum- o quê? — o garoto foi interrompido quando Tentacruel envolveu ele e suas companheiras, prendendo-os com seus tentáculos da mesma forma que Briney se encontrava.

— Olha só, que criancinhas adoráveis — Shelly abriu um sorriso de deboche.

— Por acaso você está trabalhando de babá agora, Briney? — Archie perguntou, também rindo.
— Chefe, eu acho que sei como fazer o velho colaborar.

Shelly sacou uma Pokéball e liberou um Sharpedo do lado de fora do barco. Ele possuía um tamanho acima da média documentada para a espécie. Nem mesmo Briney havia visto um daquele tamanho.

— Entendi, boa ideia — disse Archie com uma risada medonha. — Tentacruel, vamos brincar um pouco com essas crianças.

Tentacruel moveu os três viajantes para a reta da água. Sharpedo estava logo abaixo, os encarando de forma atenta.

— O que é isso, o que vocês estão fazendo? — Ruby começou a se desesperar, enquanto Sapphire gritava e se debatia e Miriam apenas olhava para baixo em choque.

— É bom vocês pararem com essa merda, Archie! Traga os garotos de volta para o barco!

— Se eu não trouxer você vai fazer o que? Não tem condição nenhuma de fazer exigências, ponha-se no seu lugar! — o homem vociferou. — Você vai nos dizer onde está o mapa, ou vai ser o responsável por esses jovens treinadores cheios de sonhos e esperanças serem despedaçados dentro d’água!

Briney se viu em uma encruzilhada. Teria que decidir entre um documento importante ou a vida de três pessoas, mesmo que tivesse acabado de conhecê-las. Sabia que jamais se perdoaria, qualquer fosse a sua escolha.

— O mapa está dobrado dentro de um livro. A capa do livro é preta e ele está dentro de um compartimento atrás do timão — o velho então cedeu.

— Vá verificar, Shelly — ordenou Archie.

Após alguns minutos a mulher voltou com o mapa em mãos, entregando-o direto para Archie. O homem sorriu ao ver o papel em suas mãos, abriu para conferir o conteúdo e quando se certificou de que realmente era o que queria fez o sinal para que Tentacruel soltasse Miriam, Sapphire e Ruby dentro do barco.

— Viu como foi simples? Nós temos o mapa, vocês têm suas vidas — dizia o homem. — Todos saem ganhando.

— Parece que finalmente você aprendeu a negociar com a Team Aqua — Shelly deu uma piscada para Briney com seu sorriso carregado de malícia enquanto caminhava para perto de seu líder.

Os dois ladrões subiram para cima de Tentacruel e começaram a se afastar do barco, com Sharpedo os seguindo. Briney os observava com as mãos apertando as grades de segurança do barco, enquanto seu sangue fervia. Archie e Shelly então desapareceram por detrás da neblina, que aos poucos começou a se dissipar.

Quando o velho olhou para trás viu os três jovens abalados com a situação que haviam acabado de passar. Miriam segurava o choro enquanto era amparada por Ruby, que também parecia prestes a desabar em pânico. Sapphire encarava o chão com uma expressão vazia, tremendo bastante.

— A gente ia morrer... — a voz de Miriam mal saía. — Eles iam matar a gente de verdade.

— Sr. Briney, o que foi isso? — indagou Ruby, se esforçando para não gaguejar.

Briney, com um pouco de esforço para controlar os seus braços trêmulos, conseguiu acender um cigarro. Ele estava tão confuso quanto os treinadores, embora para ele aquela história não fosse tão desconhecida.

— Team Aqua — disse o navegador.

Quando aquele nome foi dito pelo ex-marinheiro, Miriam o encarou com uma expressão de surpresa. Briney notou a atenção da menina, mas resolveu não perguntar de onde ela conhecia aquela organização. Não achava que era o melhor momento para aquilo.

— E o que são eles? — Sapphire perguntou, ainda tentando controlar sua voz trêmula.

— Uma espécie de seita que se criou há alguns anos onde seus membros se devotam à servir Kyogre, um dos três anciães da mitologia de Hoenn. A criatura lendária que dizem ter criado os oceanos.

— Então eles são um movimento religioso?

— Era o que a gente pensava, mas pelo visto o buraco é mais embaixo — Briney deu mais uma tragada. — Quando chegarmos a Dewford eu vou entrar em contato com o líder do ginásio local. Preciso reportar esse incidente à Elite 4.

E assim a noite seguiu, sem que nenhum dos quatro conseguisse pegar no sono. Estavam sozinhos em meio à escuridão, no meio do nada, temendo que um novo ataque pudesse ocorrer a qualquer momento. Mesmo com um belo luar, a noite pela primeira vez era inimiga dos viajantes.

FIM DO CAPÍTULO 12

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Jet


Jet é um Taillow que se uniu à equipe de Sapphire na Rota 104, quando ela e seus companheiros de viagem seguiam em direção a Dewford. No entanto, as histórias de ambos já haviam se cruzado outras duas vezes antes da batalha que decidiu a entrada dele no time, uma vez que ele adorava importunar a menina em seus momentos de paz nas estradas ao redor de Petalburg.

Tem uma personalidade vibrante, e por vezes é debochado e demasiadamente autoconfiante, o que o faz se atrapalhar em algumas ocasiões. Costuma encarnar uma personalidade heroica, atendendo pelo nome de El Falco.

Primeira aparição:

Capítulo 1 - Boas-vindas acidentais

Curiosidades:

• Na AEH antiga, Taillow pertencia à equipe de Ruby, que posteriormente o deu para Sapphire. Agora na versão nova da história ele já é capturado pela menina;

• O nome Jet é uma referência ao personagem Jet the Hawk, do jogo Sonic Riders, enquanto o apelido El Falco remete ao personagem Falco Lombardi, da série de jogos Star Fox. No entanto, nenhum dos dois personagens teve sua personalidade reproduzida no Taillow;

• O "portunhol fluente" de Jet nada mais é do que uma tentativa do personagem de passar a imagem de galã de novela, embora não tenha tanto sucesso nisso.

Notas do Autor - Capítulo 11


Olá pessoal, como vocês estão?

Bem, pra ser sincero eu não tenho muita coisa pra dizer hoje. Tivemos aí a volta da história com um capítulo de ligação, e também o fechamento da primeira ponta solta que foi essa rivalidade entre a Sapphire e o Jet (a ficha dele, inclusive, sai na quarta-feira).

Depois de tantos capítulos imensos, finalmente um com menos de 3000 palavras! Não aguentava mais trazer aquelas monstruosidades pra vocês, sei que a maioria fica com um pouco de preguiça de ler kkkkkk Mas prometo que vou me esforçar para não termos mais nada do tamanho do capítulo 10.

Com relação aos próximos capítulos, o 12 está pronto. E assim que o 13 estiver a data dos dois será divulgada. Pode ser já na sexta que vem, pode ser depois. Depende de como as coisas vão fluir.

Bem, acho que por hoje é só. Qualquer dúvida pode mandar um comentário que eu respondo. :)


Capítulo 11

Acerto de contas


O sol fraco e a brisa gelada davam o tom da manhã que se iniciava em Rustboro. Com itens estocados para seguir viagem o trio formado por Sapphire, Miriam e Ruby já se preparava para deixar a cidade em direção ao sul, visando pegar uma embarcação até Dewford.

Estavam em frente ao Centro Pokémon da cidade, onde haviam passado a noite. Wally estava com eles, para que pudessem se despedir de maneira apropriada.

— É uma pena não poder seguir com vocês, mas ainda tenho alguns assuntos a tratar aqui em Rustboro — disse o rapaz. — Minha batalha no ginásio acontecerá no fim dessa semana. Sapphire, se não quiser que eu te alcance é melhor apertar o passo. Ontem eu posso ter passado o dia com o Ruby, mas não pense que eu esqueci que você também é uma rival.

— Não se preocupe, não vou te desapontar — Sapphire esboçava um sorriso travesso enquanto batia continência, mas sua postura era desleixada demais para ser levada a sério.

Ruby foi quem se aproximou de Wally para encerrar aquele encontro. O garoto estendeu a mão para o amigo para que pudessem selar um último cumprimento antes de se separarem.

— Se eu chegar ao Grande Festival e não te encontrar lá não vou te perdoar. Mesmo assim não espere por minha ajuda, porque o próximo contest será meu.

— Não conte com isso — Wally ria com os desafios do amigo.

Os garotos apertaram as mãos com força. Wally ainda fez um aceno para Sapphire e Miriam e ficou observando enquanto os três caminhavam em direção à saída da cidade. Realmente não tinham tempo a perder. Saindo ao amanhecer, era possível que até o fim do dia eles chegassem à entrada do Bosque Petalburg.

Quando o trio desapareceu de sua vista, Wally entrou no Centro Pokémon. Ao chegar ao saguão principal, notou que uma menina descia as escadas. Logo a reconheceu, era ninguém menos que Emily, vencedora do contest que ele havia disputado no dia anterior. Ela também pareceu reconhecê-lo, e ficou sem jeito ao ver que o garoto lhe direcionou um aceno.

• • •

Algumas horas se passaram até que o trio conseguisse concluir a travessia pelo vasto bosque. Ao se verem do lado de fora daquela muralha de árvores eles sentiam a luz do sol agredir seus olhos. Ruby retirou um mapa de dentro da mochila, e começou a verificar os locais para onde deviam seguir. Miriam e Sapphire se aproximaram e também começaram a olhar.

— Certo, estamos indo em direção ao sul — o garoto dizia sem tirar os olhos do mapa. — Mas se me lembro bem da primeira vez que passamos aqui, se seguirmos nessa direção vamos acabar em uma praia. Como vamos fazer a partir daí?

— Eu ouvi dizer que há um velho que mora naquela área que faz um serviço de transporte para quem quer chegar a Dewford por esse lado da região — respondeu Sapphire. — Podemos ver quanto ele cobra. Talvez em três pessoas a gente consiga um desconto.

— Você acha que esse serviço é confiável?

— Ruby, nós três somos treinadores. Se ele tentar alguma coisa a gente resolve nocauteando ele ou coisa do tipo.

— Mas aí quem vai pilotar o barco? — Miriam interveio.

— A gente aprende na hora.

— Vindo de você eu não sei se isso é uma brincadeira, ou se você está falando sério... — o garoto já demonstrava sinais de preocupação.

Ruby revirava o mapa de cima a baixo, passando por cada parte das rotas que levariam a Dewford. Porém, ele notava a falta de alguns detalhes importantes.

— Miriam, você disse que a primeira instalação da Batalha da Fronteira fica no caminho para Dewford, certo? Onde, exatamente?

— Segundo as informações da organização do torneio o primeiro Cérebro da Fronteira está em uma ilha na Rota 105 — a menina respondeu.

— Estranho, porque essas ilhas não parecem ser do tipo que usariam para construir um prédio importante.

— Meu pai já fez algumas pesquisas nessas ilhas e disse que lá não tem nada — Sapphire comentou, ainda observando o mapa.

Continuaram caminhando por mais um tempo pela estrada, até que resolveram fazer uma pausa ao notarem que se aproximavam do meio-dia. Os jovens se agruparam em uma área de gramado baixo e ali se sentaram para poder comer, colocando também seus Pokémons para tomar um pouco de ar puro. Ruby começou a espremer algumas oran berries em copos que eles levavam consigo, enquanto Miriam pegava alguns feijões enlatados para ferver em um fogão improvisado com uma fogueira e um suporte para as latas.

— Nem vem, não vou comer isso! — a voz fanha de Ruby por ter seu nariz tapado fez as meninas rirem. — Feijão enlatado é nojento, e fede!

— Nisso eu concordo — dizia Sapphire abrindo um pacote de batatinhas.

Ruby direcionou o olhar para a companheira de viagem, vidrado no pacote que ela segurava.

— Me dá unzinho — o garoto quase lacrimejava.

— Vai comprar.

— O que aconteceu com seu “espírito aventureiro”, de comer só o que a natureza nos dá?

— Não lembro disso não.

Ruby quase teve um surto ao sentir o cheiro do feijão que chegava próximo ao seu rosto com uma colher que Miriam segurava enquanto fazia bico.

— A prinxejinha vai comer naum? Olha o aviãojinhu...

— Eu devia ter ficado em casa... Pra sempre!

Sapphire ria ao ver Ruby sendo torturado pelo cheiro do feijão, mas o sorriso foi tirado de seu rosto ao ver que seu pacote de batatinhas não estava mais onde havia deixado. A menina ficou em silêncio profundo, o que fez Miriam e Ruby a olharem com curiosidade.

— Aconteceu alguma coisa? — indagou Miriam.

— Minhas batatinhas. Sumiram.

Ruby abriu um largo sorriso. Pela primeira vez em muito tempo o karma estava atuando a seu favor. Ele estava se contendo ao máximo para não dar risada da situação de Sapphire, que havia perdido aquilo que se recusou a dividir.

— QUEM PEGOU MINHA BATATA?

Os três se atentaram para uma batatinha que caiu no chão entre eles, parecendo ter vindo de cima. Quando viraram sua cabeça para o alto foi possível ver uma criatura nos galhos de uma árvore com o pacote. Com uma das patas ele pegava as batatas aos poucos e comia. Sapphire tinha uma expressão de desgosto como quem já conhecia aquele ser travesso, e a maneira como Ruby olhava para ambos dava a entender que uma batalha campal estava prestes a começar.

— Que bonitinho! — disse Miriam. — Que espécie é essa?

— É um Taillow — Sapphire respondeu já acenando para Dan, que estava por perto. — E vai por mim, de bonitinho esse aí só tem a cara.

A menina fez com que seu Torchic logo entrasse em cena. O pintinho voltou-se para ela com uma clara expressão de má vontade, como quem estava sendo forçado a fazer aquilo.

— Eu sei que você ainda não está muito disposto a colaborar comigo, mas eu acho que essa batalha em particular tem a ver com a nossa dignidade.

A expressão de Dan mudou na mesma hora de viu o Taillow debochado que tinha lhe passado a perna um tempo atrás. As memórias do dia em que foi feito de bobo vieram à tona, e agora ele se esforçava para não sair atacando de uma vez, pois esta era a sua vontade.

Hola, mi amigo! — o Taillow o saudou com um cumprimento carregado de ironia. — Já faz algum tempo, não? Diga-me, já conseguiu tirar toda a areia dos seus olhos?

— Já, da mesma forma que vou tirar esse sorriso da sua cara — Dan se esforçava para não rir em nervosismo.

— Ora, ora, você agora fala com muito mais determinação que antes. Será que eu te incentivei? Ou só está feliz em me ver de novo?

— Eu estou feliz, claro! Fiquei te devendo uma depois daquele dia.

Ruby não compreendia o motivo pelo qual Sapphire havia usado o Torchic. Para ele seria quase um suicídio tentar batalhar com um Pokémon do qual não se podia esperar total obediência.

— Tem certeza, Sapphire?

— Essa é uma batalha que eu acredito que ele quer resolver também.

— Diga-me, nobre rival, como se chama? — indagou a ave.

— Dante. E não te dei essa moral toda pra ficar se considerando um rival meu.

— Hoho, você não tem cara de Dante. Bem, você é quem deveria ser grato por eu permitir que seja considerado meu rival. Eu sou o Taillow mais rápido e imprevisível desses bosques! Pode me chamar de El Falco!

— Isso é sério?

— Putz, esse aí é lelé da cuca! — disse Jeff caindo na gargalhada logo em seguida. — Foi desse cara aí que você tomou um pau?

— Obrigado pelas palavras de apoio...

Dan e El Falco se encaravam, cada um se segurando para não ser o primeiro a fazer um ataque descuidado. Eles eram oponentes já familiarizados entre si, o que tornava a batalha um pouco mais estratégica, dando desvantagem para quem resolvesse se mexer primeiro.

Sapphire tentava manter a calma. Sabia bem da capacidade daquela pequena criatura de passar a perna quando menos se espera. Porém eram ela e seu Torchic que precisavam recuperar a honra, e por isso não havia outra escolha a não ser dar o primeiro ataque.

— Torchic, não vamos dar aberturas para ele desta vez — a garota já preparava seu primeiro comando. — Comece com o Scratch!

Dan correu em direção ao seu adversário, saltando por cima dele enquanto armava suas garras para desferir o ataque. O Taillow apenas ergueu a visão para o Torchic e sorriu com certo tom de deboche. Assim que Dan fez o movimento de aterrissagem, El Falco se esquivou ao se impulsionar para trás e o golpe desferido contra si acabou por partir o galho da árvore onde ele estava.

Bueno, você ficou mais forte! Permita-me mostrar o que sei fazer também!

O pequeno ser voador de imediato criou ilusões de si próprio, que foram cercando Dan até que ele se confundisse a ponto de não conseguir identificar o verdadeiro.

— E essa agora? — resmungou o Torchic, tentando se manter em estado de alerta para um possível golpe furtivo.

Double Team? — indagou Sapphire. — Em que nível está essa praga? Torchic, use o Ember em larga escala, mude a direção das brasas para tentar acertar o máximo deles possível!

Muy lento! — Falco desviou da rajada de brasas com facilidade e com velocidade acertou um golpe com seu bico em Dan, que caiu dando cambalhotas para trás.

O Taillow pousou em outro galho fazendo uma pose heróica ao tapar parcialmente o rosto com uma de suas asas como se fosse uma capa.

— Não vai pensando que só você melhorou desde a última vez que nos vimos, niño. Eu também estou em constante desenvolvimento de minhas habilidades. Sou o ser mais rápido dessa área, você não vai conseguir me alcançar do jeito que está agora.

— Não enche! — Dan aos poucos se levantava, ainda atordoado com a pancada que sofrera antes. — Eu vou fazer você engolir esse seu orgulho hoje mesmo!

— Heh, me gusta su determinación.

Ao comando de Sapphire, Dan estufou o peito para lançar uma nova rajada de brasas contra seu oponente, porém o mesmo alçou vôo para se esquivar mais uma vez. A garota abriu um sorriso de canto, parecendo ter previsto o que acabara de acontecer.

— Torchic, segure o golpe! Em vez disso, se impulsione para saltar até ele e aplique um Scratch!

Como ordenado, o pequeno Pokémon de fogo avançou em um salto até ficar frente a frente com o Taillow atacando-o em cheio com suas garras, o que fez com que ele perdesse o equilíbrio e fosse ao chão pela primeira vez naquela batalha. Dan pousou em cima de El Falco, prendendo a ponta de suas asas. Dessa vez não cairia no truque com a areia.

— Agora, Ember! — Sapphire gritou esticando um de seus braços para a frente com o punho cerrado.

O disparo de brasas a queima-roupa foi o bastante para deixar o Taillow bastante prejudicado. O ar confiante do Pokémon voador agora dava lugar a um semblante irritado.

— Isso dói, seu desgraçado...

— Começou a falar normal agora? Onde foi parar aquele seu alter ego irritante?

— Acredite em mim, você vai preferir ter continuado lidando com ele.

De repente El Falco abriu suas asas e as mesmas se enrijeceram enquanto emitiam uma aura de energia que dava a sensação de que estavam brilhando com intensidade. Dan se posicionou em estado de alerta, pois sabia que aquele ataque viria com a força de alguém que tinha seu orgulho ferido. Ele se manteve de prontidão, aguardando as orientações de Sapphire.

— Torchic, cuidado! Ele está armando um Wing Attack. Mantenha a guarda e espere pela aproximação.

Assim que o Taillow se atirou em direção de Dan para realizar o ataque, Sapphire decidiu colocar em prática sua estratégia para finalizar aquela batalha de uma vez por todas.

Sand Attack!

Dante foi ágil o bastante para usar suas patas para lançar areia do chão direto contra os olhos do oponente momentos antes do ataque ser executado. El Falco freou de forma brusca, incomodado com sua visão danificada. Sapphire ordenou que Dan se movimentasse para as costas do Taillow para dar o golpe final.

— Dessa vez sou eu quem decide o fim da batalha! — Dan sussurrou para Falco.

Ember! — comandou a treinadora.

El Falco foi alvejado com uma última, porém não menos poderosa rajada de brasas. Sem se aguentar de pé, o Taillow fez uma última revelação antes do fim do combate.

— Você ganhou meu respeito. Meu nome verdadeiro é Jet — e caiu nocauteado.

— Pra que usar apelido se o cara já tem um nome legal? — ponderou Jeff.

— Jeff, cala a sua boca — falou Dan, já exausto.

Sapphire abriu sua bolsa e começou a mexê-la por dentro com rapidez. Dela retirou uma Pokéball vazia e logo a arremessou contra o Taillow desacordado. O aparelho tragou o Pokémon voador para seu interior e, após alguns espasmos, emitiu um sinal sonoro confirmando o sucesso na captura. A menina agora tinha um novo membro na equipe.

A garota caminhou até a Pokéball e a recolheu do chão, exibindo para seus companheiros de viagem um sorriso satisfeito. Como possuidora de uma insígnia, ela não podia mais se deixar ser feita de boba por Pokémons selvagens.

— Você me deu muito trabalho, agora vai ter que compensar me ajudando a ficar mais forte. — ela disse para a Pokéball.

Em seguida ela olhou de relance para Ruby, que assistia tudo com bastante atenção. O garoto tinha uma expressão de surpresa com a maneira como a batalha se desenrolou, e parecia ter se divertido a assistindo. Sapphire se pegou pensando em como aquele Taillow havia sido o responsável pela primeira vez que eles se encontraram, e nem percebeu que aquela memória havia tirado dela um sorriso singelo.

— Hã, o que foi? — perguntou o menino ao perceber que estava sendo observado.

— Nada — a menina tentou disfarçar. — Eu tava lembrando de algumas coisas, só isso.

Sapphire guardou a Pokéball consigo e assim os três continuaram sua caminhada em direção ao sul, onde esperavam pegar um transporte que os levaria até Dewford, passando antes pela ilha onde estava demarcado o primeiro desafio de Miriam na Batalha da Fronteira.

Animados, eles continuaram seguindo em frente, tentando conter a ansiedade para começar a explorar as primeiras áreas da famosa costa de Hoenn.

FIM DO CAPÍTULO 11

  

Falando sobre a continuidade da história


Fala, pessoal!

Desde o comecinho de Junho eu não faço um post desses de avisos, e desde mil novecentos e Vovó Mafalda (leia-se Janeiro de 2017) eu não faço esse tipo de post para falar sobre AEH. Acontece que temos um Discord agora que reúne autores e leitores da Aliança, então as informações ficam mais fáceis de passar por lá. Mas pra galera que ainda não entrou no grupo eu vou trazer algumas informações (se quiserem é só se conectarem ali pelo widget do blog ou me mandar um e-mail ou comentário se quiser tirar dúvidas de como criar conta e acessar o grupo).

Bom, o último capítulo que tivemos por aqui foi em Maio, e antes dele tivemos uma boa sequência de 5 capítulos entre Fevereiro e Março. Não, a história não parou. As coisas aqui ficaram um pouco corridas por causa dos estudos, mas agora que a poeira baixou eu vou retomar com os capítulos. Como deixei avisado ali na lateral do blog nessa última semana, o capítulo 11 está pronto, e agora acrescento que o 12 está mais ou menos na metade no momento em que escrevo esse post (domingo). Quando ele for publicado (quarta) provavelmente o 12 estará pronto e eu já estarei avançando com o 13 (BIRL).

A sequência de capítulos que se iniciou em Fevereiro, como comentei acima, se deu porque em vez de postar um capítulo pronto eu resolvi esperar para deixar outros também prontos. A história estava tendo hiatos longos, então essa coisa de postar um capítulo a cada 2 séculos não estava dando muito certo. Então eu deixei 4 capítulos prontos e enquanto eles estavam sendo postados deu tempo para deixar um quinto concluído também. E eu acho que deu certo fazer isso, porque mesmo com a longa pausa vocês puderam aproveitar de uma sequência de semanas com conteúdo sendo postado aqui com frequência.

No caso do capítulo 10, ele foi postado de forma isolada porque eu pretendia fazer isso de novo, mas o 11 acabou emperrando porque tive que priorizar a faculdade. Eu poderia tê-lo deixado guardado para postar em sequência com essa reserva nova que estou formando, mas acabei ficando com receio do blog ficar muito tempo sem conteúdo novo (e na época eu não estava esperando a reviravolta lá de Aventuras em Kanto, que aconteceu logo no mês seguinte). No fim das contas foi até bom eu ter liberado o 10 logo, porque ele fechou o arco de Rustboro, então agora entramos em uma nova etapa da história que é o trajeto até Dewford. Coloquei os capítulos do 11 ao 13 como um mini-arco, que vocês vão entender o centro dele conforme forem lendo, então assim que o 13 estiver pronto (ou pelo menos na sua reta final) eu vou divulgar as datas de postagem. Se tudo correr certo teremos um mês de Outubro bem movimentado por aqui, mas não dou certeza ainda porque preciso deixar tudo preparado. Mas estou otimista.

Então eu planejo dar essa sequência de postagens do capítulo 11 ao 13 e depois fazer a mesma coisa com os capítulos seguintes, que serão do arco de Dewford. Acho que separar esses grupos de capítulos em mini-arcos acaba dando certo tanto pra mim quanto pra vocês, não acham?

Bem, era só isso que eu tinha a dizer por enquanto. As coisas estão indo bem, eu não morri e não fiquei desmotivado. Foi puramente um problema com disponibilidade de tempo mesmo, mas estou quase terminando esses três capítulos para trazê-los pra vocês.

Obrigado pela paciência e pela compreensão, pessoal. Em breve estarei aqui com o capítulo 11. Não precisam se dar o trabalho de ficar olhando a página de capítulos todos os dias. Quando eu for divulgar as datas de postagem eu vou deixar o cronograma resumido ali acima do menu lateral, como sempre faço.

Até qualquer hora! õ/


Rivais



Wally é amigo de infância de Ruby, mas mudou-se de Johto para Hoenn alguns anos antes. Por muito tempo não conseguiu sair em jornada devido ao fato de ser asmático. Mas agora já está tratado, e conseguiu seu primeiro Pokémon de Norman quando foi procurar por Ruby em Petalburg.

É tímido e pacífico, mostrando-se desconfortável em qualquer situação que possa ocasionar algum problema, mas ao mesmo tempo é bastante positivo, sabendo demonstrar confiança quando sabe que é capaz de fazer algo. Por ter grande curiosidade na vida de treinador como um todo, optou por competir tanto na Liga Pokémon quanto no Grande Festival, combinando as vocações de treinador e coordenador e, portanto, se tornando um rival tanto para Sapphire quanto para o próprio Ruby, respectivamente.

Primeira aparição:


Insígnias:

   

Equipe:

  


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