Capítulo 17
Determinação
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Art by: lyannaa
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Já
entardecia quando Sapphire e Brawly se encaravam no topo da Caverna de Granito
para dar início à batalha. Algumas estacas suspendiam tochas acesas que
contrastavam com o céu cuja cor alaranjada aos poucos se transformava em um
azul escuro.
Atrás
de Brawly estavam algumas pessoas que frequentavam a academia e alguns amigos
pessoais do líder. Entre eles um homem de idade já avançada, perto dos
cinqüenta anos. Seus traços indicavam que ele vinha da distante região de
Alola, um paraíso para surfistas onde o agora líder de Dewford havia morado por
uns anos.
— Aí, Kola! Ansioso para estrear como juiz de batalha? — indagou Brawly.
—
Nunca é tarde demais para aprender algo novo, não é? — o homem estalava os
dedos enquanto caminhava até a lateral da arena improvisada.
O
líder se voltou para a sua desafiante.
—
Sapphy, a gente vai começar assim que você der o ok.
— Certo
— respondeu a menina, que mexia a mão dentro de sua bolsa. — Tô terminando de
me preparar aqui e a gente já começa.
Ruby
se aproximou do ouvido da garota e levou uma das mãos à boca.
— Ele
te chamou de Sapphy?
— Não
pergunta sobre isso...
Zinnia
passava pela multidão, curiosa para ver do que se tratava aquela quantidade de
gente reunida no local. Quando chegou a um ponto menos movimentado percebeu que
ali haveria uma batalha, e uma das participantes era a menina que encontrou na
Caverna de Granito dois dias atrás.
— Ora,
ora... Vamos ver como a garota se sai em batalha.
—
Também estou curioso para ver o desempenho dela, mas o líder daqui de Dewford é
um oponente de alto nível — disse um menino de cabelos loiros que estava ao
lado.
Zinnia
olhou para o garoto de relance e voltou sua atenção à arena de batalha sem dar
muita importância, mas logo em seguida olhou de volta para ele com uma
expressão de espanto. Sentia algo estranho vindo dele, uma energia que não era
capaz de descrever, algo que jamais tinha visto vindo de um humano.
— Quem
é você? — a mulher perguntou.
—
Imaginei que você fosse perceber algo, draconid — o garoto sorria com o canto
da boca. — Eu posso te contar, mas prometa que será o nosso segredinho.
Após o
período de preparação Sapphire se posicionou do lado oposto ao ocupado por
Brawly na arena. Com o entardecer a maré subia de forma que as ondas começavam
a bater com força na parede de rochas, espirrando água com frequência por cima
dos espectadores, mas não o suficiente para encharcá-los.
O
líder aguardava paciente o sinal da garota para que pudessem começar o
confronto. Não demorou muito para ouvir a frase que estava esperando.
—
Estou pronta — disse a desafiante, com a voz um pouco trêmula por conta da
ansiedade.
— Hora
de me mostrar o que tu sabe fazer — Brawly sacou uma Pokéball de seu bolso,
arremessando-a a sua frente. — Shakti, bora vencer mais essa!
Uma
Meditite tomou forma no campo de batalha, se sentando logo em seguida e
assumindo uma posição de meditação enquanto aguardava a revelação de seu
adversário. Era um Pokémon que combinava os tipos lutador e psíquico, algo
incomum para Sapphire que era uma novata.
A
menina não se intimidou com a escolha do oponente. Os olhos azuis focados
passavam a segurança de quem tinha plena convicção de como lidar com a
situação. A ansiedade que fazia suas mãos tremerem dessa vez não era medo, mas
sim a euforia por ter alcançado aquele momento mais uma vez. Era hora de lutar
por um novo marco e alçar um novo patamar como treinadora. Já tinha conseguido
uma vez, poderia conseguir de novo.
—
Torchic, você começa!
Dan
entrou na arena, mas não tomou a iniciativa do ataque. Ficou apenas encarando a
Meditite a sua frente, que por sua vez não fazia movimento algum. Seus olhos,
inclusive, estavam fechados, como se ignorasse a presença do oponente.
— Não
vai me atacar? — questionou a lutadora, sem se mover.
—
Assim que você assumir uma posição de batalha — Dan respondeu. — Não vou atacar
um oponente de guarda baixa.
— E
quem disse que estou com a guarda baixa? Estar em guarda não necessariamente
significa erguer os punhos para o oponente.
O
Torchic franziu o cenho em desaprovação com o que acabara de ouvir. A
serenidade de Shakti mais parecia um desaforo com leve toque de prepotência.
Estaria ela tão convencida de que o venceria?
— Você
fala demais pra alguém que está meditando.
— E se
eu não tivesse respondido você me acharia rude. Você é um sujeito bem difícil
de agradar, pelo visto. Provavelmente tem problemas para se relacionar com seus
companheiros de equipe.
Dan
fechou a cara no mesmo instante. Se havia algo que não suportava, era ficar sem
resposta em qualquer situação que fosse. Shakti o deixava sem palavras, seu
raciocínio parecia não funcionar. Não sabia como rebater os argumentos da
oponente, mas não tinha tempo para isso. Ele se sentiu aliviado ao receber a
primeira ordem de Sapphire, ainda que não gostasse de ser comandado pela
garota. Só queria um motivo para partir para a briga.
—
Torchic, vamos começar com o Sand Attack!
— ordenou a treinadora.
—
Vamos ver se suas habilidades de combate são tão afiadas quanto sua língua! —
Dan se aproximou da Meditite e deu um golpe no chão com uma de suas patas,
espirrando um punhado de areia para cima da adversária.
Shakti
se manteve inerte até o último momento, quando seus olhos emitiram um brilho
estranho. Para a surpresa de Dan e Sapphire, a lutadora se esquivou da areia
com uma habilidade incrível. Era como se ela soubesse com exatidão como seria
aquele golpe.
— Detect... — disse Ruby com tom de
preocupação. — Me faz lembrar o Hitmontop do Bruno da Elite da Liga Índigo.
— Nem
me lembre, é um cara que eu não gostaria de enfrentar — Miriam não tirava os
olhos da batalha. — A Sapphire vai ter uma batalha muito enjoada contra essa
Meditite.
— Pelo
visto não vai ser fácil, mas ela tem chances. O que nos resta é torcer para que
tudo saia bem.
— Hora
de dar um pouco mais de emoção — Brawly comentou descruzando os braços. — Force Palm!
Shakti
correu na direção de Dan. O Pokémon de fogo tentou se esquivar, mas sua
oponente conseguia ler seus movimentos com clareza. Com a guarda baixa ele não
teve tempo de posicionar a defesa, e por isso acabou sendo golpeado com força
na região do estômago.
Sapphire
observava o desenrolar da batalha apreensiva. A discrepância de nível entre os
dois era considerável, e qualquer movimento mal calculado resultaria no seu
Torchic apanhando cada vez mais. Pokémons lutadores eram ágeis e poderosos em
combate de curta distância, e era esse tipo de confronto que Brawly tentava
forçar a princípio. Era hora de mudar a abordagem.
—
Torchic, aguente firme! Vamos trabalhar a distância, use o Ember!
Dan
estufou o peito e disparou uma rajada de brasas na direção de Shakti. Os
projéteis percorriam sua trajetória com grande velocidade, obrigando a Meditite
a fazer grande esforço para se esquivar. Distraída com o ataque, ela não viu o
Torchic avançar por trás para golpeá-la com um Peck, que causou um dano incômodo.
Brawly
observava as reações de Sapphire a cada turno da batalha. O líder não parecia
muito preocupado com o golpe sofrido por sua Meditite. Ele sabia bem da
resistência de seus companheiros de equipe, pois eles eram treinados para isso.
O que ele não podia deixar de notar era como sua oponente tinha fases ao longo
da batalha. Ela ficava eufórica quando seu Pokémon acertava um golpe, e da
mesma forma ficava aflita quando o oposto acontecia. O rapaz sorriu
discretamente.
—
Shakti, use o Meditate!
A
lutadora se posicionou da mesma forma que estava antes da batalha começar.
Fechou seus olhos e sua respiração se alterou para um ritmo mais cadenciado.
Dan ficou enfurecido ao se sentir ignorado novamente. O que ele e Sapphire não
sabiam é que aquela era uma técnica usada para aumentar a força de ataque do
usuário. Os dois, então, decidiram erroneamente pelo ataque direto, tentando se
aproveitar de um suposto momento de vulnerabilidade da Meditite.
Um Peck foi ordenado novamente. Sapphire
estava disposta a terminar logo com a batalha, enquanto Dan só queria se
afirmar perante Shakti. Brawly permaneceu sereno, o que causou estranheza em
Sapphire.
Quando
o Torchic se aproximou o suficiente, Shakti se esquivou com perfeição. Dan
tropeçou para a frente, ficando em uma posição complicada.
—
Deixa eu te ajudar a levantar — os olhos da Meditite começaram a brilhar em um
tom púrpuro, enquanto ela movimentava seus braços de maneira semelhante a um
regente de uma orquestra.
Dan
foi envolto por uma aura da mesma cor que possuía os olhos de Shakti naquele
momento. Ele não conseguia se mexer, por maior que fosse o esforço empregado.
Seu corpo estava preso, seus músculos não obedeciam mais os comandos de seu
cérebro.
— Ih,
agora deu ruim — Zinnia comentou, meneando a cabeça em negação.
—
Torchic, o que houve? — Sapphire indagou aflita.
— Já
pode ir preparando seu próximo Pokémon, Sapphy — disse Brawly. — Acabou pro
Torchic. Shakti, Confusion!
No
mesmo momento em que recebeu a ordem, Shakti fechou as mãos com força. Dan foi
atingido por uma forte dor de cabeça, que o fez se contorcer em angústia.
Brawly, porém, não parou por ali.
—
Agora vamos fazer bom uso daquele Meditate.
Finalize com o Force Palm!
Dan
tentava se livrar daquela dor a qualquer custo, e por isso nem percebeu que
Shakti estava logo a sua frente. A Meditite abriu uma das mãos, e acertou com
sua palma o estômago do Torchic novamente, mas dessa vez com ainda mais força.
O Pokémon do tipo fogo foi arremessado para trás, caindo aos pés de Sapphire
sem conseguir se movimentar. Não parecia que ia recobrar a consciência tão
cedo.
—
Torchic fora de combate! — o anúncio foi dado por Kola, juiz da batalha. — A
Meditite de Brawly vence o primeiro round. A desafiante Sapphire tem um Pokémon
restante em batalha.
Sapphire
retornou Dan para sua Pokéball. Era visível a frustração estampada em seu
rosto. Era uma batalha importante demais para sair em desvantagem, e mal havia
conseguido encostar na Meditite de Brawly. No máximo, um ataque considerado
efetivo, mas ainda longe de ser o suficiente para ameaçá-la de verdade.
Brawly
a encarava, dessa vez com um semblante sério. Parecia não compreender por que
havia ganhado aquele primeiro round com tanta facilidade.
—
Sapphire, essa é uma batalha oficial da Liga Pokémon. Você está enfrentando um
líder de ginásio, e não um amador em uma estrada qualquer. Você está competindo
pela sua segunda insígnia, algo inimaginável para muitos treinadores. Você pode
batalhar bem melhor que isso!
A menina
não gostou muito de ouvir aquelas palavras, mas sabia que Brawly tinha razão.
Por um momento ela questionou se realmente estava dando tudo de si. Sabia a força de
seu adversário, mas mesmo assim foi derrotada com facilidade no primeiro
confronto. Precisava se recuperar com rapidez, ou aquela batalha viraria apenas
uma péssima lembrança de um dia em que as coisas não deram certo. Seu principal
Pokémon já estava fora de combate. E o próximo, apesar de ter recebido um bom
treinamento, ainda não havia tido a oportunidade de batalhar naquele nível. Mas
teria que ser aquela a primeira vez.
—
Vamos lá. Você já me deu muito trabalho, agora tá na hora de me ajudar — dizia
a treinadora, já com a sua última Pokéball em mãos. — Taillow, saia!
Era a
vez de Jet assumir a batalha. O pequeno pássaro pousou em frente à Meditite com
um sorriso confiante. Onde ele tivesse a oportunidade de mostrar o quanto era
incrível, jamais recusaria o chamado.
— Mi corazón se entristece quando me vejo
obrigado a lutar com uma bela dama — o Taillow fazia uma pose dramática,
encenando uma lamentação exagerada que fazia Shakti o olhar com estranheza. — Pero es lo que tengo que hacer.
— Me
livrei daquele Torchic mal encarado para ter que lidar agora com um galã de
novela — Shakti deu um suspiro. — É cada um que me aparece...
— Oh,
então já enfrentaste o Dan — Jet a olhou de cima a baixo. — Não me parece que
tenha se machucado ao lutar com ele.
— É
uma pena que não pode dizer o mesmo do seu amigo — a Meditite sorria com um ar
provocativo. Ela sabia jogar as palavras para tentar desestabilizar seus
oponentes e assim induzi-los ao erro.
— Ah,
não não não! Ele não é mi amigo. É no
máximo um companheiro de equipe problemático. Agradeço por ter dado uma lição
nele. O pequeno Dan estava precisando de alguém para lhe ensinar a ser um pouco
mais humilde.
— Será
que mais alguém aqui precisa corrigir esse excesso de confiança?
— A
qual de nós dois a senhorita se refere?
O
sorriso galanteador de Jet era devolvido por Shakti com um olhar sério e
penetrante. Ela não cairia em nenhum truque de romantismo barato. Sentia que
seu oponente era só conversa, mas foi ensinada por Brawly que jamais se deve deixar
a guarda baixa, por maior que seja a certeza da vitória.
—
Taillow, nós vamos precisar de muita atenção — disse Sapphire. — Teremos que
enfrentar dois adversários para vencer essa batalha, e só sobrou você. Tenha
cuidado.
O
pássaro acenou positivamente com a cabeça, indicando que havia compreendido a
orientação de sua treinadora. Sapphire se viu satisfeita com a resposta, pois
temia que aquele Taillow fosse mais teimoso depois de todas as vezes que a
irritou antes de ser capturado. Pelo visto ele era bem mais fácil de lidar do
que o Torchic.
—
Certo, vamos começar com o Focus Energy!
Jet
começou a emitir uma aura de energia em volta do seu corpo, ao mesmo tempo em
que mantinha uma postura de alta concentração. Seus olhos travaram a mira em
Shakti. A lutadora se colocou em posição de alerta, sabendo bem do risco que
corria com aquela técnica.
— Não
vamos dar abertura para eles fazerem o que querem — Brawly estendeu o braço
para frente, enfatizando a ordem. — Avance e use o Force Palm mais uma vez!
Shakti
já avançava com a palma da pata dianteira em posição para golpear Jet, mas
assim que chegou a uma distância mais próxima Sapphire ordenou que seu parceiro
se esquivasse do ataque. Ela já esperava que Brawly fosse se aproveitar do
momento de vulnerabilidade do Taillow, e por isso criou uma estratégia que
atraísse a Meditite para um raio de ataque mais curto.
— Wing Attack! — exclamou a garota.
Enquanto
sua adversária corria em sua direção, Jet pegou impulso e deu um voo rasante em
alta velocidade de encontro a ela, que não conseguiu frear e mudar de direção a
tempo. As asas do Taillow emitiram um brilho intenso, e ao acertar Shakti a
mesma foi arremessada metros para trás. A efetividade do ataque causou ainda
mais dano na Meditite, já desgastada por ter sido acertada por Dan ainda no
round anterior com um golpe também do tipo voador.
— Soy El Gran Falco, o mais rápido de toda
Hoenn! Não tem como você me superar em uma disputa de velocidade.
—
Parece que você faz muito mais do que só falar besteira — Shakti já demonstrava
dificuldade em falar. — Mas o que vem depois de mim é muito pior. Se quiser
vencer, não o deixe ficar entretido com a luta.
Após o
último aviso Shakti desabou inconsciente. Sapphire e Brawly estavam de volta a
uma condição de igualdade, com apenas um Pokémon restante para cada lado. A
menina recuperou a confiança ao conseguir anular a desvantagem numérica sem que
o Taillow sofresse dano algum. Este, por sinal, se mostrava uma grata surpresa
no time da treinadora. A situação antes complexa agora já era mais tranquila.
Porém, ainda longe de dar à desafiante algum descanso.
— Esse
é o tipo de postura que eu gosto de ver em um desafiante — comentou Brawly,
enquanto retornava Shakti para sua Pokéball. — Manter a calma e continuar dando
tudo de si, mesmo em desvantagem. Já vi muitos desistirem em situações bem mais
fáceis. Obrigado por ter continuado até aqui, Sapphy.
—
Desistir é um luxo que eu não tenho — disse a garota, com um sorriso de
confiança. — E pra ser sincera eu nem quero.
—
Sabe, os líderes de ginásio em Hoenn têm lições diferentes a ensinar aos seus
desafiantes. Você enfrentou a Roxanne, então ela provavelmente falou algo pra
você sobre a capacidade de se adaptar a condições adversas.
— Sim,
eu lembro disso.
— A
lição que eu tento passar àqueles que me desafiam é a determinação. É buscar a
vitória a todo custo, mesmo que tudo esteja dando errado. Se tu conciliar a
resiliência à determinação, então será capaz de fazer coisas inimagináveis. Mas
tu tem algo a mais. Eu não precisei te ensinar nada sobre determinação, tu já possui esse traço naturalmente. Há muito tempo um desafiante assim não aparece
pra mim. O último desses que apareceu acabou de assumir o cargo de Campeão.
Espero poder te ver em ação na Liga Pokémon muito em breve.
O
líder sacou sua última Pokéball. Aquele seria o round derradeiro da batalha, a
etapa decisiva que Sapphire precisaria superar para conquistar sua segunda
insígnia.
— Mas
não pense que vou facilitar sua vida nesse final — ele estendeu sua última
Pokéball em direção à garota. — Esse carinha aqui tá comigo desde muito tempo.
Eu vou colocar ele na batalha pra poder extrair o máximo dessa sua
determinação. Se quiser vencer, tu e o Taillow vão ter que ultrapassar seus
próprios limites. Oka, eu escolho você!
O
último Pokémon lançado por Brawly era um Makuhita grande até mesmo para os
padrões da espécie. A diferença de tamanho entre ele e o Taillow era
considerável, de forma que Sapphire e o próprio Pokémon ficaram receosos de
entrar em um combate direto. O problema era que Jet também só conhecia golpes
físicos.
—
Parece que teremos que apelar pra tática do “bater e correr” — disse Sapphire.
— É muito arriscado manter a proximidade desse Makuhita por muito tempo. Ele
parece ser forte.
—
Aquele Pokémon era pra ser tão grande assim? — indagou Miriam em tom de
espanto.
— Até
onde eu sei, não era não — respondeu Ruby, igualmente atônito. — Tudo bem que o
Taillow é bem mais forte do que pensávamos, mas essa diferença de tamanho vai
ser um fator de desequilíbrio visto que ambos são usuários de ataques físicos.
— A
Sapphire vai ter que apelar pra velocidade, é o atributo do Taillow que ela vai
precisar mais nesse momento.
Jet
encarava à distância o Makuhita, mas ele parecia muito calmo visto o aviso dado
por Shakti. Ele esperava um oponente mais agressivo, mas era estranho o quanto
Oka estava quieto. As informações não estavam batendo.
— Ei —
o Makuhita chamou. — Você é o meu oponente?
— Eu
mesmo, nobre senhor — Jet tentava disfarçar a apreensão. — Por que a pergunta?
—
Nada... — Oka começou a soltar um riso abafado, causando ainda mais estranheza
em Jet. — Só espero que você me divirta.
Sapphire
e Brawly ainda se encaravam. Um aguardava o outro fazer o primeiro movimento.
Aquele era um ponto da batalha em que qualquer descuido poderia custar caro.
Porém, pouco tempo se passou até que o líder resolvesse tomar a iniciativa.
— Vou
dizer mais uma vez, Sapphy. Dê o seu máximo nesse round final, porque eu também
vou com tudo!
— Não
precisa nem dizer. Taillow, use o Wing
Attack!
Brawly
deu um sorriso de canto. Por dentro já comemorava a abertura que sua adversária
havia lhe dado.
— Era
isso mesmo que eu precisava. Oka, intercepte o ataque com o Fake Out!
Jet
foi surpreendido ao ver o adversário avançar em sua direção. Mesmo que a
estratégia já tenha sido utilizada por Brawly, ainda era surpreendente como
aquele Makuhita conseguia se mover com leveza, mesmo que sua estrutura corporal
não favorecesse aquele atributo.
Oka
atingiu o rosto do Taillow com a pata dianteira, fazendo-o recuar sem sequer
tentar executar o ataque que Sapphire lhe ordenara. Jet não entendeu o que
havia acontecido. Estava certo de que cumpriria o comando sem hesitar, mas foi
como se a ordem tivesse sido apagada de sua memória. O cancelamento do ataque
foi de forma quase automática.
— O
que houve? — indagou a treinadora em tom de descrença.
— Fake Out é uma técnica que se usa para
bloquear o ímpeto de ataque de um adversário. Por isso seu Taillow cessou o
ataque assim que foi atingido — explicou Brawly. — É uma técnica de entrada,
então só posso usá-la no primeiro turno da batalha. Mas ainda é bom para ganhar
tempo. Oka, aproveite que o Taillow tá atordoado e use o Bulk Up!
O
Makuhita começou a canalizar suas energias para aumentar a própria força. Seus
músculos aos poucos se tensionavam, de forma a mostrar que ele seria capaz de
dar golpes cada vez mais fortes.
— Não
deixa ele concentrar a energia! Use o Quick
Attack! — ordenou Sapphire, já prevendo o perigo de deixar aquela técnica
ser completada.
Jet se
atirou em direção a Oka e o golpeou com toda a força que tinha. O Makuhita deu
alguns passos para trás, enquanto o Taillow recuou antes que pudesse sofrer um
contra-ataque.
—
Consegui causar algum dano? — indagou Jet para si próprio.
Oka
coçou a barriga, onde havia sido atacado, e em seguida deu um bocejo.
—
Chato...
Jet se
assustou ao ver que o ataque não havia surtido tanto efeito. Oka abriu um
sorriso malicioso, como se mostrasse que aquela batalha estava sob seu controle
absoluto.
— Essa
técnica eu acho um pouco chata. Ela aumenta meu poder de ataque e defesa ao
mesmo tempo, então eu nunca consigo ter uma luta emocionante porque meus
adversários acabam não aguentando. Me diz uma coisa, você acha que consegue
durar um pouco contra mim? Eu preciso me divertir mais em combate, porque
ultimamente isso aqui tem sido um tédio.
— Mucho hablas, pero poco haces. Vamos ver
se consegue se segurar por muito tempo!
Jet
preparou um novo golpe e partiu em direção a Oka. Sua velocidade era
incomparável, nesse quesito não havia Pokémon algum na equipe de Brawly que
pudesse superá-lo. Conseguiu chegar por trás do oponente sem que fosse percebido
a tempo. Quando o Makuhita se virou para tentar bloquear o ataque já era tarde.
Um Wing Attack direto, sem chances de
ser defendido.
O
lutador sentiu o impacto atravessar seu corpo. Sua vista ficou embaçada e seu
estômago parecia ter sido virado de cabeça para baixo.
— O
que acha disso? Foi bom pra te divertir um pouco? — perguntou o Taillow.
Grunhidos
baixos eram feitos por Oka, deixando Jet em estado de alerta. O ataque parecia
ter doído bastante no Makuhita, mas ele começou a dar uma gargalhada intensa,
quase descontrolada.
— Era
isso que eu queria! — disse o lutador. — Você! Venha até aqui e me divirta de
novo! Eu quero mais!
— Você
é louco!
— Onde
foi parar aquele seu sotaque estranho? Está tão assustado que nem consegue mais
interpretar seu alter ego? Eu disse para me divertir mais! Se você não vier até
mim, eu vou até você!
Oka
disparou na direção de Jet e aplicou um Force
Palm sem que houvesse tempo para reação. O ataque foi direto, deixando o
Taillow sem ar por alguns segundos. Sapphire soltou uma exclamação ao ver seu
parceiro ser arremessado contra uma das rochas que rodeavam a arena de batalha.
—
Taillow!
— Essa
não — disse Brawly colocando a mão na testa. — Agora ele ficou empolgado...
— Ei,
passarinho! — o Makuhita tinha um olhar sádico direcionado a Jet. — Vê se
aguenta o tranco, que eu tô só começando!
—
Desgraçado... — Jet tossia enquanto se levantava. — Não vai ser tão fácil me
derrubar.
Jet se
colocou em posição de ataque, abrindo suas asas que começaram a emanar uma
energia concentrada que fazia parecer que estavam brilhando. O olhar do Pokémon
voador era focado em Oka, que sorria enquanto se preparava para receber o
ataque. Ele parecia estar gostando da batalha.
—
Vamos, Taillow! Ataque! — ordenou Sapphire.
O voo
foi tão rápido que as pessoas em volta não conseguiram acompanhar. Oka se
posicionou para receber o ataque, que causou grande dano por ser sua fraqueza,
mas no momento exato da colisão o Makuhita agarrou Jet e o arremessou ao chão,
como ordenado por Brawly.
—
Acerte ele com o Force Palm!
Os
dois trocaram golpes sem ceder a nenhum momento. O público em volta observava o
último round com olhares maravilhados, outros espantados. Tanto Brawly e Oka
como Sapphire e Jet estavam levando ao extremo o desejo de vencer.
—
Tenho que admitir, Sapphy — Brawly comentou. — Eu sabia que tu ia me dar uma
batalha, não esperava jamais que fosse algo tão intenso. De onde vocês tiram
tanta garra?
— Não
faz pergunta difícil — respondeu a garota, mostrando um sorriso descontraído. —
Eu só tento chegar ao meu máximo, para tentar estender meus limites aos poucos.
—
Talvez tu esteja fazendo o certo mesmo. Existem várias formas de se tornar
melhor, mas todas elas envolvem um ingrediente em comum: a paixão pelo que
fazemos. Por muito tempo eu abdiquei daquilo que eu amo fazer, e tu agora tá me dando uma verdadeira lição de que caminho eu devo seguir daqui pra
frente. Independente do resultado da batalha eu tô satisfeito, e agradecido.
Mas como líder ainda é o meu dever evitar que tu vença uma batalha fácil.
Oka, Bulk Up!
—
Manda ver, eu quero levar daqui uma memória que me faça sentir orgulho.
Taillow, Focus Energy!
Os
dois Pokémons, já esgotados, começaram a canalizar suas energias para aumentar
a força para o próximo ataque. A batalha já começava a desenhar seus últimos
contornos. Nenhum dos dois estava disposto a perder ali.
Com
toda a força que tinham, Oka e Jet avançaram um contra o outro para resolver
aquela batalha de uma vez por todas. A colisão da asa do Taillow com o punho do
Makuhita criou uma onda de energia que abriu uma pequena cratera no chão abaixo
de onde os dois estavam. Ambos travavam um duelo de força para superar o outro,
mas no fim das contas o porte físico foi determinante para o resultado e o
lutador prevaleceu.
Jet
foi ao chão com gritos agudos de dor que assustaram os presentes no local,
incluindo Brawly. Sapphire tentava encontrar o motivo da agonia de seu
parceiro, até que percebeu que ele mantinha a asa que desferiu o golpe imóvel.
Ela, porém, estava torta, uma cena que causou imediato desconforto na
treinadora.
—
Taillow!
—
Droga! — exclamou Brawly. — Kola, interrompa a batalha!
—
Espera, olha ali — disse o árbitro.
Quando
Brawly voltou sua atenção ao campo de batalha, percebeu que o Taillow se
levantava, mesmo com muita dificuldade. Conseguiu se manter de pé e caminhar
alguns passos até o Makuhita, embora arrastando sua asa machucada, que o fazia
sentir ainda mais dor.
Oka
arfava de cansaço. Apesar de ter se saído melhor na disputa de força estava
muito desgastado, e também havia sofrido grande dano na troca de golpes. Jet o
encarava com um olhar de raiva, algo que não era de seu feitio.
— Você
teve a audácia de quebrar a minha asa... — dizia o Taillow ofegante. — Nem que
eu morra aqui vou deixar você passar impune dessa!
Brawly
observava a cena preocupado. Ele sabia da gravidade da lesão de Jet, e sentia
que não podia deixar a luta continuar.
—
Sapphy, acho melhor interrompermos a batalha e continuar outra hora. Seu
Taillow não pode batalhar nesse estado.
O
líder então ficou surpreso ao se ver encarado por Sapphire com um olhar fixo e
convicto, apesar de algumas lágrimas que escorriam do rosto da menina. Ela
provavelmente estava muito mais preocupada que ele. Afinal, o Taillow era o
parceiro de equipe dela. Mas ao mesmo tempo algo a fazia querer ir além.
— Nós
vamos continuar, é o desejo do Taillow. Você mesmo disse para ultrapassarmos
nossos limites, então respeite a determinação dele! Taillow, Wing Attack!
Jet
fez o movimento de guarda com suas asas, tentando ao máximo ignorar a dor
excruciante que o afligia. Suas asas brilharam uma última vez, e ele deu um voo
rasante para acertar o golpe em Oka. Estava na hora de terminar com a batalha,
independente de qual fosse o resultado. Para Jet era o suficiente, pois sabia
que tinha dado tudo de si.
— Aqui
a diversão que você tanto queria!
O
ataque acertou com toda a força que ainda restava em Jet. Oka foi arremessado
para trás com tanta força que demoliu a rocha que estava no caminho, e caiu
para fora da arena. Jet pousou lutando dessa vez contra a tontura que já fazia
sua vista enxergar tudo dobrado. Mas resistia bravamente. Só precisava ficar de
pé por mais alguns segundos.
Kola
verificou a condição do Makuhita, constatando que o mesmo já estava
inconsciente. Levantou uma das mãos e decretou o fim da batalha, no mesmo
momento em que Jet caía no chão igualmente apagado.
— O
líder Brawly não possui nenhum Pokémon restante. A vencedora é a desafiante
Sapph...
O
árbitro sequer conseguiu terminar a frase protocolar. Sapphire já invadia a arena
de batalha para pegar Jet em seus braços, e sem querer perder tempo o colocando
dentro de alguma Pokéball foi correndo em direção ao Centro Pokémon local. Ruby
e Miriam não perderam tempo e seguiram a garota.
—
Brawly, ela não pegou a... — o homem foi interrompido pelo líder, que pôs a mão
em seu ombro.
— Eu
cuido disso depois. Pode dispersar os espectadores, que eu vou até onde ela
está.
• • •
Já era
por volta das oito e meia da noite quando Brawly apareceu no saguão do Centro
Pokémon da cidade. Andou até a recepção e perguntou sobre Sapphire. Por
coincidência, a enfermeira que havia cuidado do time dela estava passando por
ali no mesmo instante, e respondeu o rapaz.
— Eu
soube o que aconteceu mais cedo na batalha de vocês. Ela e os amigos estão no
quarto 202. Pode ir até lá, só não chame ou bata na porta muito alto.
Brawly
caminhou até o quarto indicado pela enfermeira. Ao bater na porta ouviu passos,
com a maçaneta virando poucos segundos depois. Quem atendeu o líder foi Ruby,
que após perceber quem era logo se virou de volta para o quarto.
—
Sapphire, é pra você — disse o garoto. — Pode entrar, Brawly.
O
rapaz entrou no aposento. Ele estava um pouco sem graça com o final da batalha,
pois o que deveria ser uma experiência positiva para sua desafiante acabou por
ter um final estressante.
— E
aí? Como ele tá?
Sapphire
respirou fundo. A menina ainda estava um pouco abalada com a cena, pois não
esperava ver algo do tipo em sua jornada. Era difícil assimilar o que havia
acontecido, mas o nervosismo já parecia ter passado.
— Ele
teve a asa quebrada naquela troca de golpes. A condição dele é estável, mas a
equipe médica disse que foi uma fratura séria.
—
Imagino, quebrar uma asa deve ser a pior coisa pra um Pokémon voador — Brawly
caminhou até a janela do quarto, de onde ficou encarando a orla da praia com o
movimento noturno em volta das feiras. — Não é a primeira vez que acontece. Meu
Makuhita tem um temperamento exagerado, ele vive extrapolando os limites. Vou
precisar de uma boa conversa com ele. Peço mil desculpas pelo ocorrido. A
batalha não deveria ter tomado um rumo tão extremo.
— Não
foi sua culpa, Brawly — disse Sapphire. — Nós acabamos indo um pouco além da
conta também. Nenhum de nós imaginava que isso fosse acontecer dessa maneira.
— Eu
não sei como eu poderia te compensar.
— Não
precisa. Eu já fui compensada com a batalha mais intensa que eu tive na minha
vida — o sorriso de Sapphire era sincero, o que fez Brawly soltar um suspiro de
alívio. — É uma experiência que eu quero ter de novo. Claro, da próxima vez sem
nenhum Pokémon meu se machucando desse jeito.
Sapphire
estendeu a mão ao líder. Seus olhos tinham sinais de leve inchaço, indicando
que ela havia chorado momentos antes. Mas ela tinha um sorriso bem aberto
naquele momento. Brawly sorriu também e devolveu o cumprimento.
Quando
se soltaram, Sapphire sentiu a presença de um objeto em sua mão. Ao abrir,
notou que se tratava de um símbolo metálico em formato de luva de boxe, onde
predominavam as cores azul e laranja.

— Você
saiu com tanta pressa que acabou esquecendo de pegar a insígnia comigo — Brawly
deu um riso breve. — Pronto, não te devo mais nada.
— Se
eu te contar que eu ia embora de Dewford e não ia lembrar da insígnia, você
acredita?
— Eu
duvido — disse Ruby fazendo todos no quarto caírem na risada, com exceção de
Sapphire que o encarou emburrada.
—
Vocês vão embora em breve, não é?
— Sim,
o Ruby tem uma apresentação em Slateport. A gente precisa ir logo pra lá.
Partiremos amanhã mesmo.
— Bom,
então desejo boa sorte na caminhada de vocês — Brawly estendeu o braço para
Sapphire, com o punho fechado. — Principalmente pra tu, Sapphy. Graças a você
eu consegui reconsiderar o meu futuro. Qualquer dia a gente se encontra, e
vamos ter outra batalha ainda melhor que a de hoje.
—
Feito — a menina devolveu o gesto, tocando sua mão com a de Brawly.
— Bem,
acho que é isso. Boa noite pra vocês, e uma boa recuperação pro Taillow. Esse
carinha merece um descanso.
Brawly
foi embora, deixando os três viajantes no quarto do Centro Pokémon. Sapphire
parecia bem mais tranquila naquele momento, e só então caiu a ficha de que
havia vencido um ginásio pela segunda vez. Olhou para sua recém-conquistada
insígnia, e um sorriso prontamente se formou em seu rosto.
—
Faltam seis.
FIM DO CAPÍTULO 17
FanArt #03 - Shiny Reshiram

Descrição: "Eu sei Leer!"
Desenhista: Shiny Reshiram
Técnica: Paint Tool Sai
"Bom, eu fiquei inspirada pelo seu novo post em Hoenn sobre fanarts, então, veio a minha mente uma coisa, e fiz isso. Não sou do tempo dessa piada interna da Aliança, mas tem graça na mesma e ver vocês comentando sobre no Discord da Aliança rendeu bons momentos de gargalhada. O desenho não está lá com grande esforço porque sim, foi meio a pressa, e coisas a pressa tem naturalmente um charme engraçado. Então, eu espero que gostem
"
Se antes eu dizia que essa maldição do Torchic que usa Leer ia me perseguir pro resto da vida, agora ela está oficialmente registrada em imagem...
Para quem não é dos tempos da primeira AEH pode parecer algo sem sentido, mas a verdade é que há muita história por trás disso. Um Torchic usando Leer? Como, quando e por que? Calma que eu vou explicar.
Tudo começou lá pelos idos de 2011. Eu, jovem dinâmico e como tal propenso a fazer m*, tinha acabado de trocar de lugar com o Lino na Aliança. Ele escreveria Kanto que era minha, e eu ficaria com Hoenn que era dele. Até aí tudo tranquilo, tudo indo na mais perfeita harmonia. Comecei a fic, com as aventuras de Ruby e Sapphire, que na época ainda se chamavam Brendan e May, e os capítulos foram seguindo normalmente.
Até que chegamos à grande batalha de ginásio contra a Roxanne. E assim como nessa versão nova da história, na antiga o confronto final era entre o Dan e o Nosepass. Eu fiz o maior planejamento, tudo calculado. Para não ficar abusando do Ember na época, montei uma estratégia onde o Dan usava Leer para diminuir a defesa do Nosepass e assim dar mais dano com os outros ataques.
Sapphire venceu a batalha. Que lindo. Que maravilhoso! Só que não. O próprio Lino me advertiu nos comentários, com o Canas assinando embaixo, que Torchic era um Pokémon que não conseguiria aprender Leer sob qualquer circunstância. Nem tutor, nem Egg Move, nem o raio que o parta! Aquilo quebrou minhas pernas, porque o Dan já tinha usado Leer em batalhas anteriores, e naquela altura do campeonato eu teria que revisar muitos capítulos para poder corrigir tudo.
Eis que o gênio do improviso ilumina minha mente com uma grande desculpa. Aproveitei o embalo do arco
Cerca de seis capítulos depois foi dito que o engano na verdade era uma homenagem/referência ao acontecido, que o Torchic era um protótipo dos experimentos de mutação genética que havia fugido, e que o Leer que ele sabia usar era resultado de experiências para descobrir se era possível inserir golpes em Pokémons que antes não eram possíveis.
Resumindo: a Team Rocket catou um Torchic por aí e usou PkHex nele (quem já jogou Pokémon no 3DS sabe do que eu tô falando).
O Canas ficou tão impressionado com o "plot twist" (e eu ainda não acredito que ele engoliu a história) que eu fiquei mal de ter mentido pra ele por um motivo tão bobo quanto não admitir que cometi um erro e eventualmente acabei abrindo o jogo pra ele, que obviamente riu da minha cara e disse que ainda estava impressionado, só que dessa vez com a minha capacidade de criar desculpas mirabolantes e fazer todo mundo cair na conversa, por mais absurda que ela pareça.
E a partir daí essa se tornou um dos memes mais icônicos da Aliança Aventuras, junto do número 17, da frase "Serena, olha meu peixe" e mais recentemente o "Ethan morre".
E fiquei feliz de ver a Shii eternizar esse meme em uma fanart. Essa está devidamente guardada a partir de agora na galeria de Hoenn. Valeu, Shii! õ/
Notas do Autor - A Gym Leader's Life 2

Está chegando a hora da segunda batalha de ginásio! E assim como aconteceu em Rustboro, ela é precedida de um capítulo simples contando uma pequena parte do passado do líder a ser enfrentado, no caso de agora o Brawly.
Sério, pessoal. Eu tive uma dificuldade pra pensar em um plot pra este especial que vocês não têm noção! kkkk Por isso eu gostaria de agradecer imensamente ao Canas pela ideia de fazer aquele acontecimento envolvendo o velho Oswald, que nem teve chance de mostrar a que veio. Só foi citado para dar um nó na cabeça do nosso surfista preferido e fazê-lo repensar alguns conceitos.
Como no capítulo 16 tivemos a revelação impactante de que o Brawly pretende abandonar o cargo de líder de ginásio, e nesse especial contamos como ele entrou e o que o levou a tomar essa decisão, agora resta mostrar o resultado dessas duas coisas. A resposta final que ele encontrou para resolver voltar à vida de liberdade. Mas talvez ele ainda esteja um pouco incerto. Será que vai sobrar pra Sapphire a tarefa de libertá-lo de uma vez dessas dúvidas, e fazer o cara encontrar a resposta que precisa, seja ela qual for?
Estou feliz por ter mais um líder representado nesse especial. Por enquanto a meta está sendo cumprida. O próximo vai ser mais difícil, porque nem sei como trabalhar com ele. Mas temos tempo de sobra até lá, vou pensar em algo!
Até a próxima! õ/
A Gym Leader's Life - Capítulo 2
Brawly

Quando
se viu na beira da mesma praia onde cresceu, Brawly abriu um sorriso. Passara
tanto tempo fora que havia se esquecido de como era estar em casa. Dewford
ainda era a mesma ilha com aspecto aconchegante ao fim da tarde. Mal podia esperar
para contar a todos sobre sua nova conquista.
Ele
havia vencido um importante campeonato de surf em Alola, onde esteve morando
durante os últimos dois anos. Após uma estadia vitoriosa o rapaz voltava à sua
terra natal com grande prestígio entre os fãs do esporte, sendo mais um a
representar a grande tradição de Hoenn na modalidade em competições
internacionais.
Ao seu
lado um homem de aparência perto dos quarenta anos de idade também desembarcava
na cidade. Seus traços o entregavam como alguém de Alola. Era um importante
amigo que o surfista que fez nas ilhas paradisíacas, além de ter sido um
importante mentor por ser um homem muito sábio.
—
Kola, esse aqui é o meu reino — Brawly sequer conseguia disfarçar a euforia de
estar naquele lugar de novo. — Já dominamos Alola, então bora dominar isso aqui
também.
— Vai
com calma, garoto — o homem ria da pressa de seu amigo. — Vamos aproveitar essa
chegada. Eu também quero conhecer Hoenn, mas se tivermos muita pressa não vai
dar tempo de construir boas lembranças.
—
Cara, mal posso esperar pra te mostrar todas as praias que temos por aqui. Eu
garanto que a gente compete de igual pra igual com Alola.
— Isso
é uma boa notícia pra mim. Onde tiver praia boa eu quero estar.
Brawly
e Kola seguiram a caminhada até a casa onde o rapaz morava antes de viajar para
o exterior. O rapaz morava sozinho já há algum tempo, mas mesmo assim ambos
encontraram a casa toda limpa, para surpresa do visitante.
A
mobília estava com alguns lençóis por cima para evitar o acúmulo de poeira. As
janelas estavam limpas e o chão encerado. Uma casa pequena, porém cuidada com
todo o zelo possível que a fazia parecer até luxuosa apesar de seu tamanho.
— Ela
não precisava fazer isso tudo — disse o rapaz enquanto tirava os lençóis de
cima dos móveis.
— Ora,
ora, parece que teve alguém te esperando esse tempo todo — Kola encarava Brawly
com um sorriso suspeito e os braços cruzados. — Agora começo a entender o
motivo de você nunca ter dado ideia pras garotas que tentavam algo com você lá
em Alola.
— Que
isso, Kola! — Brawly ria dos comentários do amigo. — Eu apenas não tô preparado
pra ter um compromisso com outra pessoa. E quem manteve a minha casa bem
cuidada esse tempo todo é uma amiga de longa data, quase uma irmã. Não consigo
vê-la de outra forma e nem quero.
Kola
apenas deu um discreto sorriso de canto e voltou sua atenção à arrumação da
casa, ajudando Brawly a descobrir a mobília.
— Se
você diz...
Após
terminarem de preparar a casa, Brawly levou Kola até o quarto onde o homem
ficaria para que lá ele pudesse deixar suas coisas. Em seguida voltaram à sala.
O mais novo foi até a cozinha, que era separada do cômodo anterior apenas por uma
meia-parede onde ficava uma bancada, e caminhou até a geladeira para pegar
alguns ingredientes para fazer o jantar, até que se deu conta do engano que
havia cometido.
—
Vish...
— O
que houve? — Kola perguntou.
— Eu
meio que abri a geladeira no automático. Esqueci que a gente acabou de chegar.
Não tem nada pra comer — Brawly caiu na risada.
Os
dois então juntaram todos os trocados que conseguiram tirar do bolso e pediram
uns sanduíches de fast food. Não era
o ideal para matar a fome deles, mas era o que tinha de possível naquela noite.
A partir do dia seguinte eles pensariam no que fazer para conseguir dinheiro.
Após a
refeição Brawly e Kola foram dormir. O mais jovem estava ansioso por rever as
pessoas com quem conviveu durante tanto tempo. Depois de alguns anos estando
longe ele queria ver como as coisas tinham mudado, o que havia de novidades e matar a saudade dos velhos hábitos de quando ainda morava na ilha.
Quando
amanheceu os dois acordaram bem cedo para andar pela cidade. Sem café da manhã,
Brawly levou Kola até uma região de mata para que pudessem pegar algumas
berries para comer. Após encherem o estômago, os dois caminharam até um local
liderado pelo anfitrião.
— Onde
estamos indo?
—
Visitar um velho amigo — Brawly respondeu, mantendo o mesmo sorriso de sempre.
— É um parceiro de longa data. É um senhor de idade que tem uma barraca de
aluguel de pranchas perto da praia norte.
— Será
que ele tem parafina? A minha prancha tá precisando.
—
Claro! Ele com certeza vai arranjar uma pra tu. O nome dele é Oswald. Esse cara
me deu uma força muito grande pra eu começar a surfar. Minha família nunca teve
grana, então quando eu era moleque ele me deu minha primeira prancha e me
ensinou a surfar.
— Pô,
maneiro! Ele deve ser um cara muito gente fina.
—
Gente fina é pouco! Ele é parceirão mesmo.
A
caminhada se estendeu por mais alguns metros até chegarem ao local de destino.
A surpresa, no entanto, se deu por parte de Brawly ao ver a barraca em estado
de abandono. As madeiras estavam podres e o telhado improvisado com palha e
folhas de árvores tropicais já não existia mais. Também não havia nada lá
dentro, a não ser os restos de pranchas velhas, que já não eram sequer
possíveis de serem restauradas para uso.
O
rapaz tinha uma expressão confusa, mas logo se aproximou da cabana para checar
qualquer detalhe que pudesse lhe dar uma dica do que havia acontecido.
—
Estranho, será que ele mudou de lugar ou se aposentou? — indagou enquanto
revirava as coisas em volta.
—
Brawly? — uma voz feminina o chamou, fazendo-o se virar no mesmo instante. —
Brawly, é você mesmo?
A dona
da voz era uma bela garota de longos cabelos loiros, olhos azuis e pele bronzeada de sol, aparentando
ter a mesma idade de Brawly, algo por volta dos dezessete anos. Ela não pôde
deixar de abrir um largo sorriso ao rever seu amigo de infância.
—
Casey! Quanto tempo! — o rapaz alegrou-se ao vê-la. — Diz aí, como anda a vida?
A
garota deu uma rápida corrida até Brawly. Quando se aproximou o suficiente,
segurou as duas mãos do rapaz, com um largo sorriso no rosto.
— Eu
estou ótima! Não sabia que você ia chegar hoje!
— Na
verdade cheguei ontem no fim da tarde — só então ele percebeu algo estranho. —
Mas pera aí. Se você não sabia quando eu ia voltar, por que tu arrumou minha
casa?
— Bem,
eu não podia deixar o lugar todo largado. E sei que se fosse o caso de
eu não ter arrumado você não faria também. Ia dormir em cima da poeira mesmo.
— Pior
que eu ia mesmo — Brawly ria enquanto coçava a parte de trás da cabeça. — Ei
Kola, essa é a Casey. Ela é sobrinha do Oswald, o cara que te falei. Casey,
cadê o velho? Ele fechou a cabana mesmo?
Casey
ficou em silêncio por um instante, desviando seu olhar para o chão com uma
expressão angustiada. Kola previu a situação e se afastou um pouco, enquanto
Brawly ainda aguardava a resposta, sem sequer notar a mudança de comportamento
de sua amiga.
—
Sabe, seu tio foi o cara que eu mais senti falta quando estive fora de Hoenn.
Até hoje eu me lembro do dia que ele...
—
Brawly, eu preciso que você me escute agora.
A
garota pressionava as mãos contra o próprio peito, lutando em seu interior para
conseguir dizer o que precisava. Não sabia o que viria após aquele momento, mas
era o que precisava ser feito.
—
Brawly, o tio Oswald morreu.
O
rapaz ficou estático, tentando assimilar as palavras que havia escutado. Não
sabia se havia entendido direito, mas no fim das contas entendeu que realmente
ouviu o que havia imaginado, e começou a dar uma risada reprimida por uma voz
trêmula.
— Qual
é, Casey? Não era tu que sempre dizia pra eu não brincar com esse tipo de
coisa? O que foi isso agora?
—
Fechamos a cabana porque ele adoeceu poucos meses depois de você ir embora para
Alola. Ele resistiu por mais ou menos um ano, mas acabou falecendo já faz dez
meses. Eu queria ter te contado, mas eu nunca tive coragem.
Brawly
não tinha reação para uma situação como aquela. Tudo que podia fazer naquele
momento era ficar encarando Casey ainda aguardando que aquela fosse alguma
pegadinha de mau gosto.
— Olha
Casey, eu realmente não sei o que dizer...
— Não
precisa se preocupar, eu acho que foi melhor assim — disse a garota, tentando
disfarçar a voz embargada. — Eu não quero que ninguém nesse mundo passe pelo
que ele passou nos últimos dias.
Aquelas
palavras atingiram Brawly como um soco no peito. Não queria imaginar o que
Casey queria dizer com aquilo. Não se conformava com o fato de pessoas boas
terem que morrer torturadas por doenças, ou tendo suas vidas interrompidas
antes da hora. Ele se perguntava se não
seria o ideal que todos pudessem partir sem sofrimento, uma vez que a morte era
algo inevitável.
• • •
Poucas
horas se passaram após a notícia. Brawly estava sentado em um ponto isolado na
beira da praia, com um olhar vazio em direção ao horizonte. Estava perdido em
seus próprios pensamentos, aproveitando o momento de silêncio para tentar
organizar a cabeça.
O sol
estava forte no auge da tarde, mas o garoto estava confortável debaixo da
sombra de uma palmeira. Uma brisa vinda do litoral passava pela área,
amenizando o calor costumeiro de Dewford.
Ele
estava tão distraído que sequer notou a aproximação de Kola que havia caminhado
pela cidade até então, deixando o amigo sozinho para pensar. O homem se sentou
ao seu lado, procurando palavras para começar o assunto.
—
Então, tá tudo bem?
— Tô
suave, cara. É só que é meio estranho tu passar um tempo longe da sua vida
antiga e de repente voltar e perceber as coisas que mudaram.
— O
tempo pode ser cruel às vezes, mas só resta seguir junto dele. Um dos antigos
kahunas da minha ilha uma vez foi lá na aldeia onde eu vivia quando eu era
criança, e ele sempre contava histórias. Em uma delas ele fala sobre um
pescador que costumava pescar sempre no mesmo rio. Depois de alguns anos
aconteceu algum problema que os peixes sumiram de lá, mas o pescador continuava
entrando no rio todos os dias na esperança de que um dia os peixes voltassem.
Ele passou a vida toda esperando. Nunca mais conheceu outras águas, e nunca
mais comeu nenhum peixe.
— Por
que está me contando essa história agora?
—
Porque essa é a lição que o kahuna queria passar: quando você fica preso ao
passado, você desiste de viver o presente e perde a chance de conhecer o
futuro.
—
Sinistro.
Kola
mudou de posição, se recostando no tronco da palmeira para ter uma posição mais
confortável.
— É
assim que as coisas são, Brawly. Tudo nesse mundo tem seu tempo. A hora sempre
chega, mais cedo pra alguns, mais tarde pra outros.
— Eu
sei, mas vou sentir falta do velho.
— Mas
isso é bom. Significa que ele proporcionou bons momentos pra você.
— É,
faz sentido — Brawly deu um sorriso assim que as lembranças de sua infância
voltavam à mente. — E foram ótimos momentos.
— Quer
compartilhar alguns?
— Teve
uma vez quando eu era moleque, devia ter uns dez anos. Eu, o Oswald e a Casey
estávamos voltando da feira, aí passamos na frente de uma casa. Bem no jardim
da frente tinha uma mesa com uma cesta cheia daquelas berries Iapapa. Cara, eu
amo essa fruta!
— Lá
vem... — Kola começou a balançar a cabeça negativamente, já prevendo onde
aquela história ia dar.
— Eu
abri o portão e entrei na cara dura pra pegar uma pra cada um de nós, só que do
nada apareceu um Granbull do tamanho daqueles que tem lá na Ilha de Poni! Eu
não tive tempo nem de pensar em nada, saí correndo e deixei o portão aberto. O
bicho saiu no nosso rastro e nos perseguiu pela cidade inteira!
As
histórias seguiram durante um bom tempo. Brawly podia ficar a tarde inteira
contando todas as grandes aventuras de quando era mais novo, desde quando eles
irritaram um grupo de Taillows sabe-se lá como, até o dia em que ele pegou sua
primeira onda.
—
Kola, acho que vou ficar em Dewford. Não quero mais sair daqui.
— Por
que essa decisão tão de repente?
—
Percebi desde ontem que a praia está com menos surfistas, e agora percebo que
talvez tenha sido o fechamento da cabana. Eu tenho uma responsabilidade com
esse lugar, porque é onde cresci. Tenho que fazer algo para manter a cidade no
mapa dos viajantes.
Kola
não alterou sua expressão em momento algum, apesar de por dentro estar surpreso
com a mudança inesperada do seu amigo. Brawly sempre teve um indomável espírito
de liberdade, mas agora parecia estar olhando para seu lar pela primeira vez em
muito tempo.
— E já
pensou em algo?
— Eu
estava bolando uma ideia aqui antes de você chegar. Lembra do noticiário de
ontem à noite? Parece que um dos ginásios da Liga Pokémon perdeu a licença.
Acho que vou dar entrada na papelada para abrir um aqui em Dewford. Vou me
especializar no tipo lutador. Aprendi bastante sobre eles com o Kahuna Hala.
—
Eieiei, calma aí, garoto — Kola agora não conseguiu esconder seu espanto. —
Tudo bem que você é um ótimo treinador, venceu o Grand Trial nas quatro ilhas,
mas tem certeza que você está no nível de um líder de ginásio das grandes
ligas? E o único Pokémon lutador que você tem até o momento é aquele Makuhita
raivoso que a gente pegou perto de Hau’oli.
— Isso
é o de menos. Quero fazer isso por Dewford. E pelo Oswald também, porque ele
odiaria ver essa cidade se esvaziando.
O
silêncio perdurou por pouco mais de meio minuto. Nenhum dos dois conseguia
dizer muito naquele momento, até que Kola também deu sua decisão.
—
Também vou ficar — disse o homem, arrancando uma exclamação de Brawly. — Tô
gostando desse lugar, e também acho que se eu ficar aqui observando você eu vou
aprender algo muito interessante.
— O
que te falta aprender, bro? Tu é o cara mais sábio que eu já conheci.
— Ser
sábio não significa saber tudo. Ainda falta muita coisa pra eu aprender.
—
Então a gente vai aprendendo junto.
Pouco
tempo depois Brawly tentou pela primeira vez trazer um ginásio para Dewford,
mas não obteve êxito. Ele e Kola resolveram colocar em prática o plano B, que
era reformar a cabana deixada por Oswald para que a cidade tivesse mais uma vez
um local para aluguel e manutenção de pranchas de surf. Poucos meses depois,
após treinar mais, o rapaz conseguiu passar no exame de aptidão e conseguiu a
licença para operar um ginásio oficial da Liga na ilha.
A
barraca ficou para Casey, a quem Brawly ensinou os processos básicos de
conserto e preparação de pranchas. Kola permaneceu no local para ajudar com
problemas mais complicados e enfim o ginásio de Dewford foi aberto, não
demorando muito para se tornar famoso por ser um dos mais complicados da região
de Hoenn. Não só pela localização remota, mas por possuir um líder realmente
talentoso.
Com o
tempo, o movimento de Dewford se multiplicou de forma que não houvesse mais
alta ou baixa temporada. Os surfistas voltaram, pois agora tinham um local de
apoio para qualquer problema que o equipamento sofresse, mas além deles os
treinadores sedentos por uma vaga na Liga Pokémon também desembarcavam aos
montes na ilha paradisíaca procurando superar mais um desafio em suas
aventuras.
O
movimento já era bem maior do que antes de Brawly ir embora. E pela primeira
vez desde sua volta, ele pôde se orgulhar de uma conquista. Sua cidade, sua
ilha, seu pequeno mundo, estava de volta ao mapa.
FIM DO CAPÍTULO
Notas do Autor - Capítulo 16

Chegamos finalmente ao momento em que a batalha contra o Brawly está marcada! Sapphire agora caminha em direção ao desafio para obter sua segunda insígnia, mas não será tão simples. Fiquei bastante satisfeito de ter começado o ano a todo vapor e poder chegar a esse ponto. Ainda tem algumas coisas que quero fazer aqui antes do Carnaval, e pretendo já colocar tudo pra funcionar o mais rápido possível.
Pra quem acompanha o blog desde a versão antiga da história, percebe-se que este capítulo 16 é equivalente ao 19 da AEH de 2011. Eu lembro que na época escrevi esse capítulo tão hypado, tão eufórico, eu estava tão convicto de que tinha feito algo legal pra preceder a batalha de ginásio que quando veio o feedback da galera eu fiquei com cara de tacho. Todo mundo meteu o pau no capítulo, e na época eu sinceramente não tinha entendido o motivo. Foi bom porque me motivou a fazer a batalha no capítulo seguinte dando o melhor que eu tinha, mas daí avancei a história sem nunca ter procurado entender a razão pela qual o 19 tinha sido um fracasso.
Aí eu peguei ele pra reler, porque às vezes eu readapto coisas da AEH antiga pra essa versão nova, e achei que podia tirar algo do capítulo daquela época pra usar neste. E acho que finalmente entendi o que deixou vocês tão putos da cara. Meu Arceus, o que era aquilo? Eu peço perdão, sério mesmo kkkkkkkkkkkkk
O importante é que vocês deram um bom feedback nessa versão nova, então fico feliz de ter conseguido consertar o que aconteceu na Hoenn antiga.
De resto não tenho muito a dizer, eu só queria compartilhar com vocês essa curiosidade mesmo.
Que venha a batalha de ginásio! Ou talvez não, porque vai ter coisa antes. ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Pra quem acompanha o blog desde a versão antiga da história, percebe-se que este capítulo 16 é equivalente ao 19 da AEH de 2011. Eu lembro que na época escrevi esse capítulo tão hypado, tão eufórico, eu estava tão convicto de que tinha feito algo legal pra preceder a batalha de ginásio que quando veio o feedback da galera eu fiquei com cara de tacho. Todo mundo meteu o pau no capítulo, e na época eu sinceramente não tinha entendido o motivo. Foi bom porque me motivou a fazer a batalha no capítulo seguinte dando o melhor que eu tinha, mas daí avancei a história sem nunca ter procurado entender a razão pela qual o 19 tinha sido um fracasso.
Aí eu peguei ele pra reler, porque às vezes eu readapto coisas da AEH antiga pra essa versão nova, e achei que podia tirar algo do capítulo daquela época pra usar neste. E acho que finalmente entendi o que deixou vocês tão putos da cara. Meu Arceus, o que era aquilo? Eu peço perdão, sério mesmo kkkkkkkkkkkkk
O importante é que vocês deram um bom feedback nessa versão nova, então fico feliz de ter conseguido consertar o que aconteceu na Hoenn antiga.
De resto não tenho muito a dizer, eu só queria compartilhar com vocês essa curiosidade mesmo.
Que venha a batalha de ginásio! Ou talvez não, porque vai ter coisa antes. ( ͡° ͜ʖ ͡°)
Capítulo 16
Seguir em frente

Logo
pela manhã Sapphire já se encontrava no ginásio da cidade. Brawly a recebeu
pessoalmente na entrada já com um grande sorriso, mesmo sendo tão cedo. Para
ele não havia tempo ruim. A desafiante, por sua vez, esboçava todo o cansaço
que podia, por não estar acostumada a se levantar antes das dez e meia.
Ela
estava sozinha dessa vez. Ruby e Miriam resolveram voltar à Caverna de Granito
para explorar o local mais um pouco. Até preferia que fosse assim, pois estava
nervosa com o exame físico que teria que prestar.
— E
aí? Preparada? — Brawly perguntava, demonstrando sua habitual energia.
— Sei
lá, mas vamos ver isso logo.
— Não
se preocupe. Vai ser tranquilão, te garanto.
Os
dois foram para o lado de dentro da academia, onde Brawly mostrou um circuito com
variados tipos de obstáculos, entre os quais havia voltados para saltos,
corridas com passos regrados, escaladas e outros tipos de atividade.
—
Compreendeu bem o que é pra fazer, ou ficou alguma dúvida?
— Não,
acho que já entendi.
— Tudo
bem — Brawly deu uma olhada rápida em seu relógio de pulso. — Vamos fazer um
aquecimento rápido, e daqui a quinze minutos nós começamos. Libere os Pokémons
que pretende usar, o teste é principalmente para eles.
Após
alguns minutos variando entre alongamentos e exercícios para ritmar a
respiração, Sapphire e seus companheiros de equipe estavam prontos para fazer o
circuito. Brawly tinha um cronômetro em mãos, que usaria para marcar o tempo
que a equipe desafiante levaria para completar a prova.
— Para
serem aprovados para a próxima etapa, vocês devem completar esse circuito em
vinte e cinco minutos ou menos, falou?
—
Falou — Sapphire e seus parceiros se colocaram em posição de prontidão,
esperando apenas a autorização do líder de ginásio para iniciarem.
Dan e
Jet estavam com a garota, uma vez que a batalha seria de dois contra dois.
Brawly, já habituado a enfrentar treinadores com Pokémons do tipo voador,
estava precavido ao colocar um conjunto de obstáculos exclusivo para o pássaro.
—
Beleza, em suas marcas... — Brawly olhava para o cronômetro que segurava em uma
mão, enquanto a outra que estava erguida foi lançada para baixo. — Manda ver!
Sapphire
e sua equipe dispararam para ganhar o máximo de tempo possível no começo da
prova. A passada da garota e de Dan, bem como o bater de asas de Jet, estavam
em alto ritmo, demonstrando que naquele momento eles já estavam dando tudo de
si. Brawly observava com curiosidade o esforço da garota. Ela não estava nem um
pouco disposta a fracassar naquele teste.
Pneus,
barras, rampas, buracos e cordas. Argolas penduradas no teto também faziam
parte do cenário. Sapphire, Dan e Jet passavam por cada obstáculo com atenção,
porém com agilidade.
—
Mantenham o foco, estamos indo bem! — Sapphire tentava dar breves palavras de
incentivo aos seus Pokémons, mas ao mesmo tempo se preocupando para que as
falas não atrapalhassem o ritmo de sua respiração.
Jet
parecia não ter dificuldades para passar pelos obstáculos. Por ser pequeno e
ágil, ele conseguia mudar de direção e retomar o equilíbrio com muita rapidez.
Porém, a mesma falta de tamanho já não era tão favorável a Dan, que precisava
fazer bastante esforço para saltar sobre obstáculos maiores. Sapphire muitas
vezes parava a corrida para se fazer de degrau para o Torchic quando a subida
era muito alta.
— Eu
confio em você pra vencer mais essa pra nós — disse Sapphire ao pequeno Pokémon
de fogo, ainda que a resposta do mesmo fosse de indiferença.
Na
medida em que avançava pelos obstáculos, o esforço empregado por Sapphire, Dan
e Jet para continuar era cada vez maior. Os três já começavam a dar seus
primeiros sinais de desgaste, pois ainda que treinassem diariamente não estavam
acostumados com exercícios físicos tão rigorosos.
Sapphire
já sentia suas pernas fraquejarem. Seus ombros pareciam ter o triplo do peso
naquele momento, e seu peito doía devido à falta de ar. Sentia que ia desabar a
qualquer momento, e foi o que aconteceu. A garota caiu para frente, de joelhos,
e parecia não encontrar mais forças para se levantar.
Ela
respirava com dificuldade. Sua vista já se tornava inimiga ao lhe apresentar
imagens turvas e duplicadas.
— Não
dá mais... — sua voz mal saía.
A
treinadora então foi cercada por seus dois parceiros de equipe. O Torchic a encarava
com um semblante descontente, lhe dando as costas logo em seguida. O Taillow
apenas a observava com atenção.
Quando
Sapphire ergueu a cabeça conseguiu ver a pouco mais de quinze metros o final do
trajeto. Ela olhou mais uma vez para a dupla que a acompanhava, novamente olhou
para a linha de chegada e entendeu que deveria seguir tentando.
— Está
perto demais para eu desistir. Eu vou completar essa prova, independente de
cumprir o tempo, independente se eu vou sair daqui direto pra um hospital. Eu tenho
que fazer isso.
Brawly
permanecia em seu lugar, apenas acompanhando a prova sem tomar nenhuma
iniciativa de interferir no andamento da mesma. Vez ou outra dirigia algumas
palavras de provocação à menina.
— E
aí, Sapphire? Vai desistir?
— Nem pensar!
A
garota se ergueu com o pouco de força que ainda tinha e disparou em direção ao
final da prova. O líder de ginásio se surpreendeu com a força de vontade de sua
desafiante, afastando o dedo do botão para interromper a cronometragem. A
menina corria com tudo que podia. Se fosse para cair, ela cairia do outro lado
da linha de chegada.
O circuito
finalmente foi concluído. Brawly pausou o tempo do cronômetro, e ao olhar para
o tempo feito pelo time de Sapphire abriu um sorriso de satisfação.
—
Vinte e três minutos e quarenta segundos! — o líder exclamou em tom de
surpresa. — Nada mal.
— Qual
é a próxima etapa? — Sapphire arfava de cansaço, mal conseguia encontrar forças
para fazer sair as palavras de sua boca.
—
Vamos dar uma caminhada pela praia. Vá beber uma água e me encontre na porta de
entrada.
Assim
que Sapphire saiu de perto de Brawly, um dos assistentes da academia o abordou
com um semblante confuso.
— Que
caminhada é essa? O teste já não terminou?
—
Relaxa, cara — o líder respondeu com um riso descontraído. — Tá tudo no esquema.
Juntos,
Brawly e Sapphire caminharam até a praia ao norte da cidade. Era lá que se
situava a Caverna de Granito, e um dos points de surf mais aclamados da região.
Brawly,
porém, decidiu levar Sapphire para um local mais escondido. Uma pequena faixa
de areia se mantinha disponível entre as paredes da caverna e o oceano, o que
só era possível por ser um horário onde normalmente a maré estava baixa.
— Pode
deixar as coisas nesse canto — disse o líder, apontando para um local encostado
nas rochas. — Ninguém vem aqui além de mim e a água não vai chegar aí agora. E
vamos andar descalços. Vai ser chato entrar areia nos nossos tênis, além de
ficarmos parecendo farofeiros.
Os
dois começaram a caminhar por uma faixa de areia comprida, que levava ao outro
lado da caverna. Sapphire ainda sentia seus músculos doerem devido ao esforço
feito no circuito mais cedo. Mas ao mesmo tempo desfrutava do prazer de sentir
a brisa litorânea bater contra seu rosto.
— É um
vento bom, não é? — Brawly perguntou. — Eu sempre venho aqui sozinho pra
colocar os pensamentos em dia. Mas também gosto de trazer os desafiantes gente
boa aqui antes das batalhas. Conhecer eles um pouco, saber de suas histórias.
De resto, esse aqui é um pedacinho da praia que eu peguei só pra mim. Sem
chance de eu contar sobre esse lugar pra qualquer turista.
— E
por que você tem essa curiosidade? — Sapphire então fez uma pausa, percebendo
que a pergunta foi muito direta. — Desculpa, não tive a intenção de ser grossa.
—
Relaxa — o líder deu uma risada. — Quando eu tinha mais ou menos a sua idade eu
viajava pra tudo que é canto pra disputar campeonatos de surf. Conheci gente de
todo o tipo, lugares incríveis e culturas muito diferentes da de Hoenn. Mas
depois que assumi o cargo de líder de ginásio isso se perdeu. Agora fico preso
em Dewford, sem muitas oportunidades de sair daqui. Eu amo esse lugar, é onde
eu nasci e cresci, mas meu espírito de liberdade me diz que eu preciso ir pra
outros lugares também. Assim eu posso sentir saudades daqui um dia.
Sapphire
nada dizia. Apenas ouvia atentamente o que parecia um desabafo de um líder de
ginásio exausto, apesar de manter sempre um sorriso no rosto. Nunca tinha
parado pra pensar na hipótese de que aquelas pessoas também eram treinadores,
algo muito maior que meros obstáculos para novatos como ela superarem. E então
percebeu que tinha muito a aprender com aquelas pessoas.
— Vou
te contar uma coisa. Fica só entre a gente, por enquanto.
—
Claro, pode dizer.
—
Talvez este seja meu último ano como líder. Assim que os ginásios pararem para
o início da Liga eu vou entregar o cargo. Vou apostar mais uma vez na carreira
de surfista profissional e deixar a academia funcionando pra ter uma renda
extra.
A
notícia pegou Sapphire de surpresa. Ainda que ela não conhecesse tanto Brawly a
ponto de saber sobre toda a vida dele, não podia deixar de estranhar como ele
poderia, com tanta naturalidade, decidir renunciar a um cargo desejado por
muitos.
— Eu
passei os últimos sete anos da minha vida me sentindo trancado, aguardando vir
até mim pessoas que estavam vivendo seus sonhos. Agora eu sinto que preciso ir
atrás dos meus também.
— E
você pode largar o ginásio assim?
— Tem
aquela boa e velha burocracia, saca? Mas eu consigo lidar com isso de boa.
Brawly
naquele momento encarava o horizonte, mas se virou para Sapphire exibindo o
mesmo sorriso de sempre.
— Já
te contei o meu sonho. Qual o seu?
A
menina ficou imóvel após a pergunta, com o olhar distante em direção ao mar.
Por um breve instante se lembrou do dia em que contou ao seu pai que queria
sair em jornada e tentar a sorte como treinadora. Apesar de ter se divertido na
estrada com Ruby e Miriam e ter experiências de emoção e adrenalina, outra até
mesmo de terror, nunca parou para pensar se estava vivendo o seu sonho. Foi
este o motivo para ter saído de casa, afinal.
— Bom
— a treinadora ajeitou o cabelo que era bagunçado pelo vento costeiro. — Eu
acho que é isso que eu tô tentando descobrir.
—
Então veremos qual o tamanho da sua vontade de descobrir esse sonho — Brawly
pôs as mãos na cintura, exibindo um semblante de confiança e imposição. — Te
vejo amanhã no final da tarde. Aqui mesmo, só que batalharemos no topo da
Caverna de Granito. E vou me certificar de chamar uma galera pra assistir.
—
P-p-pera aí — Sapphire começou a tremer de nervosismo. — Eu nem fiz a segunda
etapa! E que conversa é essa de “chamar uma galera”?
— Sabe
como é, eu tava te gastando — o líder ria bastante. — A segunda etapa é a
batalha. Tu foi aprovada hoje de manhã já. Eu só joguei essa conversa de
“próxima etapa” pra te trazer pra cá.
Sapphire
não teve nem tempo de reclamar. Brawly sequer a deixava dizer qualquer coisa. O
líder parecia mais animado com a batalha do dia seguinte do que a própria
desafiante.
— Bora
voltar? Se a maré começar a subir a gente vai ter problema.
Os
dois se puseram a caminhar pela mesma faixa estreita de areia, agora ainda
menor por conta do avanço do mar tão comum naquele horário. Pouco tempo depois
estavam de volta à cidade. Ao pararem na porta de entrada da academia, Brawly
explicou com mais detalhes sobre a batalha.
— Essa
é apenas uma academia que eu tenho. Ela é considerada oficialmente como o
ginásio porque eu precisava de um endereço físico para cadastrá-lo na Liga
Pokémon — dizia o rapaz. — Mas as batalhas são sempre no topo da Caverna de
Granito. Em horário de maré alta as ondas vêm bastante altas e batem com força
nas pedras. É um cenário perfeito para os desafiantes se sentirem inspirados. É
a natureza demonstrando sua força, afinal.
— Mal
posso esperar pra ver.
O
líder de ginásio começou a rir, deixando Sapphire confusa.
— Tu não vai conseguir ver — disse o homem, exibindo um sorriso desafiador logo em
seguida. — Eu não vou te dar tempo pra isso.
— É o
que vamos ver — a garota respondeu no mesmo tom. — Aprendi muita coisa com você
hoje. Até mais do que coisas relacionadas a batalhas e desenvolvimento como
treinadora. Mas não pense que vou aliviar pra você amanhã. Tenho um objetivo
claro, e preciso conquistar sua insígnia pra seguir em frente.
— Eu
tô louco pra te dar essa insígnia, mas tu vai ter que merecer — Brawly
estendeu o braço para Sapphire, com o punho ainda fechado. — Bateu mó curiosidade de ver o seu estilo de batalha.
Sapphire
sorriu, e com um semblante de provocação rebateu o rapaz.
—
Também não vou te dar tempo de analisar isso — a garota então retribuiu o gesto
do líder, fazendo com que os dois tocassem seus punhos cerrados.
— É
assim que eu gosto. A gente se vê amanhã. Descanse bem até a hora da batalha.
Assim
que Brawly entrou na academia, Sapphire ficou encarando a porta por onde ele
havia passado. Já se aproximava de meio-dia, mas a sensação que tinha era a de
ter se passado um dia inteiro.
Naquele
momento a treinadora era tomada por uma sensação de satisfação que não
conseguia descrever. Talvez fosse uma mistura de sentimentos que tornava aquele
momento tão único. Um novo amigo, um desafio importante se aproximando, uma conversa
boa. Com certeza guardaria aquele dia como uma grande experiência, e se sentia
mais madura para a importante batalha que teria no dia seguinte.
FIM DO CAPÍTULO 16
FanArt #02 - Sir Naponielli

Descrição: Gijinka do Jeff
Desenhista: Sir Naponielli
Técnica: Paint e PhotoFiltre
"Bem, a imagem desenhada por mim foi feita utilizando de recursos do Paint para sua base e do PhotoFiltre para a pintura. A inspiração para o desenho geral vem, além do próprio design do Pokémon, de coisas como a personalidade do mesmo na história e modo de agir. Outro fator usado como inspiração foi a foto de perfil de um membro do grupo do qual eu faço parte. Por fim, eu lamento não poder melhorar o desenho, visto as limitações das cores possíveis para a paleta de cores pertencente ao personagem."
Temos mais uma fanart enviada pelo Sir Naponielli. Da outra vez ele nos trouxe uma possível gijinka para a Olivia, a Shroomish da Sapphire. Agora foi a vez do Jeff ganhar sua forma. Devo admitir que ele está passando uma imagem de ser um cara com quem você não gostaria de se meter na rua, apesar do Jeff em si não impor respeito nenhum em seu estado atual — afinal de contas ele é só uma lagartixa rabugenta, mas quando evoluir talvez tenhamos uma imagem mais imponente dele kkkkk
Eu não sou entendedor de desenhos, então estou dando meu ponto de vista como um leigo. Não vejo que melhoras poderiam ser feitas, ou quais limitações existem. O desenho ficou muito foda, Naponielli! O Jeff realmente ficou um cara casca-grossa, como ele mesmo gosta de se intitular.
Parabéns pela art, e ao mesmo tempo muito obrigado. Nunca vou cansar de repetir o quanto é legal receber esse tipo de conteúdo vindo de vocês que acompanham a história. Apesar do atraso em postá-la aqui, saiba que esse desenho ficou ótimo e que eu curti pra caramba. :)
Mais uma pra coleção! õ/
Eu não sou entendedor de desenhos, então estou dando meu ponto de vista como um leigo. Não vejo que melhoras poderiam ser feitas, ou quais limitações existem. O desenho ficou muito foda, Naponielli! O Jeff realmente ficou um cara casca-grossa, como ele mesmo gosta de se intitular.
Parabéns pela art, e ao mesmo tempo muito obrigado. Nunca vou cansar de repetir o quanto é legal receber esse tipo de conteúdo vindo de vocês que acompanham a história. Apesar do atraso em postá-la aqui, saiba que esse desenho ficou ótimo e que eu curti pra caramba. :)
Mais uma pra coleção! õ/
























